Pelo modo como agimos

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Publicada em 02/10/2019 às 23:31:00

 

* Raymundinho Mello
Tenho o privilegio de substituir - mais 
uma vez e interinamente - o nosso que
rido Dom Edvaldo no seu artigo semanal das quintas-feiras.
Pensei em escrever sobre o tema 'Missões', já que a Igreja Católica no Brasil, através da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), dedica especial atenção ao tema no mês de outubro, todos os anos. É o chamado "mês das missões".
Este ano, o Papa Francisco proclamou outubro como 'Mês Missionário Extraordinário' com o objetivo de "despertar em medida maior a consciência da 'missio ad gentes' e retomar com novo impulso a transformação missionária da vida e da pastoral". Trata-se de um acontecimento eclesial de grande importância que abrange todas as Conferências Episcopais, os membros dos institutos de vida consagrada, as sociedades de vida apostólica, as associações e movimentos eclesiais, este ano em nível de mundo.
Registre-se, também, que no domingo 20/10 será celebrado o 'Dia Mundial das Missões e da Obra Pontifícia da Infância Missionária'.
Missões e Infância... duas palavras que muito nos lembram a vida e o apostolado de 'Dom Bosco, o Santo fundador dos Salesianos'. Sua vida, por inteiro - desde criança, inclusive -, foi um estar em estado permanente de missão. Evangelizar. Levar Deus ao coração das pessoas. Conquistar as pessoas para Deus. Era tudo o que ele pedia ao Senhor: "Dai-me almas e ficai com o resto". Este era o seu lema. Queria todos para Deus, mas, em especial, às crianças e aos jovens mais dedicou o seu trabalho missionário. Repetia insistentemente: "O que me importa é a juventude santa".
O 'Monsenhor Jonas Abib', que fundou a "Comunidade Canção Nova", um dos ramos da 'Família Salesiana', assimilou, como Salesiano que fora - que é -, o pensamento de Dom Bosco, e nos instrui: "Dom Bosco nos ensinou esta graça de se consumir pela salvação das almas. Ele gastou todas as suas forças para salvar a juventude a todo custo. Se fez tudo para todos". E continua: "Homem ousado, que soube unir como ninguém o trabalho com a oração - trabalho santificado. Quando no seu processo de canonização questionavam-se quando Dom Bosco rezava, pois só o viam preocupado com o trabalho, a resposta para estes foi: Quando era que Dom Bosco não rezava? Sua vida era uma perene oração. Tudo o que fazia era em oração, sempre de joelhos no chão, confiando à Divina Providência o auxílio para conseguir dar conta de tamanha obra e dos muitos trabalhos para salvar a juventude".
A Igreja dedica este mês de outubro à reflexão sobre a nossa condição de missionários. Quando ouvimos esta palavra - missionários -, é comum virem à nossa mente bispos, padres e consagrados das mais diferentes ordens que se dedicam a fazer missão pelo mundo. Mas, precisamos nos conscientizar de que é missão de todos nós, como batizados, evangelizar. "Não é cristão de verdade quem não fala de Cristo e da Igreja. O Batismo nos faz 'membros do Corpo de Cristo', a Igreja, e, assim, participantes de Sua missão de salvar o mundo, levando-o para Deus, por meio da vivência dos ensinamentos de Jesus", assim nos instrui o Prof. Felipe Aquino, em seu programa na TV Canção Nova.
E nós? Como estamos vivendo a nossa missão de batizados de levar Jesus às pessoas? Estamos evangelizando com a nossa vida os ambientes que frequentamos? Evangelizar não é necessariamente estar o tempo todo falando em religião. Evangelizamos com o nosso jeito diferente de ser, com a nossa conduta alinhada com os princípios e os valores cristãos.
Evangelizamos quando dizemos "NÃO" a tudo o que contraria o que aprendemos no Evangelho, nos ensinamentos de Jesus, e ao que nos ensina a Sua Igreja, através dos documentos que os Papas nos escrevem, para nos instruírem - fiéis à Palavra de Deus - sobre as questões pertinentes ao mundo contemporâneo. É preciso conhecermos o que nos diz a Igreja através do seu Magistério. Assim, estaremos preparados para "combater o bom combate, guardar a fé", como nos ensina São Paulo na 2.ª Carta a Timóteo, capítulo 4, versículo 7.
Dom Bosco ainda completou, ao dizer aos jovens do Oratório de Valdocco: "Levamos Jesus às pessoas não apenas com o que dizemos, mas, também, pelo modo como agimos".
Concluindo, relembro um antigo hino muito cantado nas missões, que os mais idosos certamente lembrarão e poderão cantá-lo para os mais novos: "Vinde, pais! Vinde, mães! Vinde, filhos! Vinde, todos à missão! São dias de misericórdia, são dias de consolação! (...) É favor de vossa graça, de nossa alma a salvação. Ó Jesus misericordioso, concedei-nos o perdão! (...) Vinde, agora, pois é tempo de cuidar da salvação!". 
* Raymundinho Mello é Psicólogo, Sociólogo/Antropólogo e Professor no Seminário Maior Nossa Senhora da Conceição
raymundinhomello@gmail.com

* Raymundinho Mello

Tenho o privilegio de substituir - mais  uma vez e interinamente - o nosso que rido Dom Edvaldo no seu artigo semanal das quintas-feiras.
Pensei em escrever sobre o tema 'Missões', já que a Igreja Católica no Brasil, através da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), dedica especial atenção ao tema no mês de outubro, todos os anos. É o chamado "mês das missões".
Este ano, o Papa Francisco proclamou outubro como 'Mês Missionário Extraordinário' com o objetivo de "despertar em medida maior a consciência da 'missio ad gentes' e retomar com novo impulso a transformação missionária da vida e da pastoral". Trata-se de um acontecimento eclesial de grande importância que abrange todas as Conferências Episcopais, os membros dos institutos de vida consagrada, as sociedades de vida apostólica, as associações e movimentos eclesiais, este ano em nível de mundo.
Registre-se, também, que no domingo 20/10 será celebrado o 'Dia Mundial das Missões e da Obra Pontifícia da Infância Missionária'.
Missões e Infância... duas palavras que muito nos lembram a vida e o apostolado de 'Dom Bosco, o Santo fundador dos Salesianos'. Sua vida, por inteiro - desde criança, inclusive -, foi um estar em estado permanente de missão. Evangelizar. Levar Deus ao coração das pessoas. Conquistar as pessoas para Deus. Era tudo o que ele pedia ao Senhor: "Dai-me almas e ficai com o resto". Este era o seu lema. Queria todos para Deus, mas, em especial, às crianças e aos jovens mais dedicou o seu trabalho missionário. Repetia insistentemente: "O que me importa é a juventude santa".
O 'Monsenhor Jonas Abib', que fundou a "Comunidade Canção Nova", um dos ramos da 'Família Salesiana', assimilou, como Salesiano que fora - que é -, o pensamento de Dom Bosco, e nos instrui: "Dom Bosco nos ensinou esta graça de se consumir pela salvação das almas. Ele gastou todas as suas forças para salvar a juventude a todo custo. Se fez tudo para todos". E continua: "Homem ousado, que soube unir como ninguém o trabalho com a oração - trabalho santificado. Quando no seu processo de canonização questionavam-se quando Dom Bosco rezava, pois só o viam preocupado com o trabalho, a resposta para estes foi: Quando era que Dom Bosco não rezava? Sua vida era uma perene oração. Tudo o que fazia era em oração, sempre de joelhos no chão, confiando à Divina Providência o auxílio para conseguir dar conta de tamanha obra e dos muitos trabalhos para salvar a juventude".
A Igreja dedica este mês de outubro à reflexão sobre a nossa condição de missionários. Quando ouvimos esta palavra - missionários -, é comum virem à nossa mente bispos, padres e consagrados das mais diferentes ordens que se dedicam a fazer missão pelo mundo. Mas, precisamos nos conscientizar de que é missão de todos nós, como batizados, evangelizar. "Não é cristão de verdade quem não fala de Cristo e da Igreja. O Batismo nos faz 'membros do Corpo de Cristo', a Igreja, e, assim, participantes de Sua missão de salvar o mundo, levando-o para Deus, por meio da vivência dos ensinamentos de Jesus", assim nos instrui o Prof. Felipe Aquino, em seu programa na TV Canção Nova.
E nós? Como estamos vivendo a nossa missão de batizados de levar Jesus às pessoas? Estamos evangelizando com a nossa vida os ambientes que frequentamos? Evangelizar não é necessariamente estar o tempo todo falando em religião. Evangelizamos com o nosso jeito diferente de ser, com a nossa conduta alinhada com os princípios e os valores cristãos.
Evangelizamos quando dizemos "NÃO" a tudo o que contraria o que aprendemos no Evangelho, nos ensinamentos de Jesus, e ao que nos ensina a Sua Igreja, através dos documentos que os Papas nos escrevem, para nos instruírem - fiéis à Palavra de Deus - sobre as questões pertinentes ao mundo contemporâneo. É preciso conhecermos o que nos diz a Igreja através do seu Magistério. Assim, estaremos preparados para "combater o bom combate, guardar a fé", como nos ensina São Paulo na 2.ª Carta a Timóteo, capítulo 4, versículo 7.
Dom Bosco ainda completou, ao dizer aos jovens do Oratório de Valdocco: "Levamos Jesus às pessoas não apenas com o que dizemos, mas, também, pelo modo como agimos".
Concluindo, relembro um antigo hino muito cantado nas missões, que os mais idosos certamente lembrarão e poderão cantá-lo para os mais novos: "Vinde, pais! Vinde, mães! Vinde, filhos! Vinde, todos à missão! São dias de misericórdia, são dias de consolação! (...) É favor de vossa graça, de nossa alma a salvação. Ó Jesus misericordioso, concedei-nos o perdão! (...) Vinde, agora, pois é tempo de cuidar da salvação!". 

* Raymundinho Mello é Psicólogo, Sociólogo/Antropólogo e Professor no Seminário Maior Nossa Senhora da Conceiçãoraymundinhomello@gmail.com