Professores ocupam prédio da Secretaria da Educação

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto
HOJE, DIREÇÃO DO SINTESE SE REUNIRÁ COM SECRETÁRIO
HOJE, DIREÇÃO DO SINTESE SE REUNIRÁ COM SECRETÁRIO

Os professores no momento da ocupação da sede da SEDUC
Os professores no momento da ocupação da sede da SEDUC

Clique nas imagens para ampliar

Publicada em 03/10/2019 às 22:38:00

 

Um grupo de professores da rede pública do estado ocuparam na manhã de ontem o gabinete do secretário e parte da sede da Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura (Seduc), em Aracaju. A ação faz parte do cronograma de mobilizações unificadas as quais envolvem em todos os estados brasileiros educadores municipais, estaduais e federais contrários aos cortes protagonizados pelo Governo Federal, por meio do Ministério da Educação (MEC). Somente este ano o poder executivo federal sob o comando do presidente Jair Messias Bolsonaro (PSL) já anunciou o bloqueio de aproximadamente 6 bilhões de reais. Esses cortes atingem desde o ensino infantil até as bolsas de mestrado e doutorado.
Paralelo às críticas direcionadas à administração federal, em Sergipe os educadores criticam o Governo do Estado por ter encaminhado à Assembleia Legislativa (Alese), projetos de leis que criam o Sistema de Avaliação da Educação Básica de Sergipe - SAESE e propõe a implantação do "Programa Alfabetização pra Valer". No contexto unificado a direção do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Sergipe (Sintese), alega que os governos têm trabalhado na missão de retirar direitos conquistados pelos profissionais da educação ao longo das últimas três décadas, não conceder reajustes salariais no mínimo do percentual inflacionário, reduzir os investimentos estruturais nas escolas, censurar materiais didáticos e atividades metodológicas, bem como gerar retrocessos no diálogo democrático entre classe trabalhadora e gestão pública.
Ao ocupar as dependências internas do prédio público os professores enalteceram a necessidade de serem recebidos pelo secretário Josué Modesto dos Passos Subrinho, a fim de dialogar a respeito dos pleitos apresentados pela classe trabalhadora ao longo dos últimos meses. A princípio, a proposta central deste encontro é discutir reajuste salarial da categoria e programas estaduais de educação. Ainda na manhã de ontem assessores do secretário oficializaram que o gestor estará hoje, sexta-feira, 03, à disposição para se reunir e debater os assuntos com os servidores. O encontro entre a cúpula da Seduc e de representantes do Sintese ocorrerá na própria secretaria, na zona Oeste da capital sergipana. No que se refere ao pedido de reajuste salarial a pasta se antecipou e emitiu a seguinte nota:
 
"o Governo de Sergipe retomou a Carreira do Magistério no dia 1º de dezembro de 2018 passando a vigorar para 2019 a aplicação de 15% no escalonamento, o que representou um ganho real aos professores de aumento nominal de até R$855,88, promovendo a valorização dos níveis: graduação, especialização, mestrado e doutorado. Por conta da retomada da carreira e aplicação real no escalonamento, a Seduc estuda os efeitos da aplicação do Piso Nacional sobre a hierarquização da carreira, dado ao esgotamento da capacidade do Fundeb em financiar a folha salarial do magistério e dos demais profissionais lotados nas escolas.
Em Sergipe, não há nenhum professor na Rede Estadual recebendo abaixo do piso. Sobre esse valor ainda são pagas gratificações, como Regência de Classe (40%) ou Atividade Técnico-Pedagógica I e II (20% e 40%), bem como adicionais, a exemplo do Adicional de Triênio, correspondente a 5% do vencimento base, a cada três anos de efetivo exercício, cujo limite é de 40% sobre o vencimento. O Governo ainda concede a Gratificação de Interiorização para os professores que precisam se deslocar para os municípios do interior de Sergipe."
Paralisação - Dados da própria Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura indicam que a suspensão das atividades por 48h essa semana atingiu 70% das escolas estaduais, e contribuiu para que cerca de 90 mil estudantes ficassem sem aulas. Esse número sobe para mais de 200 mil ao contabilizar a paralisação das atividades disciplinares em unidades municipais de ensino, em todos os campus da Universidade Federal de Sergipe (UFS), e nos departamentos do Instituto Federal de Sergipe (IFS). Para a presidente do SINTESE, Ivonete Cruz, caso os anseios da categoria não sejam atendidos pelo poder público administrativo, uma nova greve geral pode ser deflagrada ainda este ano pela categoria em todo o país.
 "Cortam nossos direitos, desprezam e desqualificam as estruturas básicas da educação nacional, censuram materiais didáticos, abordam com truculência profissionais da educação reunidos em assembleias, e encaminham projetos de mudanças sem sequer ouvir a categoria. A mesma falta de democracia vivenciada no Congresso Nacional com o lamentável e intolerável presidente Jair Bolsonaro, também ocorre aqui em Sergipe com o governador Belivaldo Chagas e o atual secretário da educação. Vamos nos reunir com ele [Josué Modesto], e se não houver avanços não posso garantir que a categoria não irá deliberar uma greve", informou Ivonete Cruz. Um novo pronunciamento oficial de ambas as partes deve ocorrer logo após a reunião extraordinária.
Judas - Na tarde de ontem os professores das três esferas administrativas voltaram a se reunir para queimar bonecos - tipo Judas - com fotos dos cinco deputados sergipanos que votaram à favor da reforma previdenciária. Foram eles: Bosco Costa (PL), Fábio Mitidieri (PSD), Fábio Reis (MDB), Gustinho Ribeiro (Solidariedade), e Laércio Oliveira (PP).

Um grupo de professores da rede pública do estado ocuparam na manhã de ontem o gabinete do secretário e parte da sede da Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura (Seduc), em Aracaju. A ação faz parte do cronograma de mobilizações unificadas as quais envolvem em todos os estados brasileiros educadores municipais, estaduais e federais contrários aos cortes protagonizados pelo Governo Federal, por meio do Ministério da Educação (MEC). Somente este ano o poder executivo federal sob o comando do presidente Jair Messias Bolsonaro (PSL) já anunciou o bloqueio de aproximadamente 6 bilhões de reais. Esses cortes atingem desde o ensino infantil até as bolsas de mestrado e doutorado.
Paralelo às críticas direcionadas à administração federal, em Sergipe os educadores criticam o Governo do Estado por ter encaminhado à Assembleia Legislativa (Alese), projetos de leis que criam o Sistema de Avaliação da Educação Básica de Sergipe - SAESE e propõe a implantação do "Programa Alfabetização pra Valer". No contexto unificado a direção do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Sergipe (Sintese), alega que os governos têm trabalhado na missão de retirar direitos conquistados pelos profissionais da educação ao longo das últimas três décadas, não conceder reajustes salariais no mínimo do percentual inflacionário, reduzir os investimentos estruturais nas escolas, censurar materiais didáticos e atividades metodológicas, bem como gerar retrocessos no diálogo democrático entre classe trabalhadora e gestão pública.
Ao ocupar as dependências internas do prédio público os professores enalteceram a necessidade de serem recebidos pelo secretário Josué Modesto dos Passos Subrinho, a fim de dialogar a respeito dos pleitos apresentados pela classe trabalhadora ao longo dos últimos meses. A princípio, a proposta central deste encontro é discutir reajuste salarial da categoria e programas estaduais de educação. Ainda na manhã de ontem assessores do secretário oficializaram que o gestor estará hoje, sexta-feira, 03, à disposição para se reunir e debater os assuntos com os servidores. O encontro entre a cúpula da Seduc e de representantes do Sintese ocorrerá na própria secretaria, na zona Oeste da capital sergipana. No que se refere ao pedido de reajuste salarial a pasta se antecipou e emitiu a seguinte nota: "o Governo de Sergipe retomou a Carreira do Magistério no dia 1º de dezembro de 2018 passando a vigorar para 2019 a aplicação de 15% no escalonamento, o que representou um ganho real aos professores de aumento nominal de até R$855,88, promovendo a valorização dos níveis: graduação, especialização, mestrado e doutorado. Por conta da retomada da carreira e aplicação real no escalonamento, a Seduc estuda os efeitos da aplicação do Piso Nacional sobre a hierarquização da carreira, dado ao esgotamento da capacidade do Fundeb em financiar a folha salarial do magistério e dos demais profissionais lotados nas escolas.
Em Sergipe, não há nenhum professor na Rede Estadual recebendo abaixo do piso. Sobre esse valor ainda são pagas gratificações, como Regência de Classe (40%) ou Atividade Técnico-Pedagógica I e II (20% e 40%), bem como adicionais, a exemplo do Adicional de Triênio, correspondente a 5% do vencimento base, a cada três anos de efetivo exercício, cujo limite é de 40% sobre o vencimento. O Governo ainda concede a Gratificação de Interiorização para os professores que precisam se deslocar para os municípios do interior de Sergipe."

Paralisação - Dados da própria Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura indicam que a suspensão das atividades por 48h essa semana atingiu 70% das escolas estaduais, e contribuiu para que cerca de 90 mil estudantes ficassem sem aulas. Esse número sobe para mais de 200 mil ao contabilizar a paralisação das atividades disciplinares em unidades municipais de ensino, em todos os campus da Universidade Federal de Sergipe (UFS), e nos departamentos do Instituto Federal de Sergipe (IFS). Para a presidente do SINTESE, Ivonete Cruz, caso os anseios da categoria não sejam atendidos pelo poder público administrativo, uma nova greve geral pode ser deflagrada ainda este ano pela categoria em todo o país.
 "Cortam nossos direitos, desprezam e desqualificam as estruturas básicas da educação nacional, censuram materiais didáticos, abordam com truculência profissionais da educação reunidos em assembleias, e encaminham projetos de mudanças sem sequer ouvir a categoria. A mesma falta de democracia vivenciada no Congresso Nacional com o lamentável e intolerável presidente Jair Bolsonaro, também ocorre aqui em Sergipe com o governador Belivaldo Chagas e o atual secretário da educação. Vamos nos reunir com ele [Josué Modesto], e se não houver avanços não posso garantir que a categoria não irá deliberar uma greve", informou Ivonete Cruz. Um novo pronunciamento oficial de ambas as partes deve ocorrer logo após a reunião extraordinária.

Judas - Na tarde de ontem os professores das três esferas administrativas voltaram a se reunir para queimar bonecos - tipo Judas - com fotos dos cinco deputados sergipanos que votaram à favor da reforma previdenciária. Foram eles: Bosco Costa (PL), Fábio Mitidieri (PSD), Fábio Reis (MDB), Gustinho Ribeiro (Solidariedade), e Laércio Oliveira (PP).