Suspeito de fraudar serviços do Detran é preso

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Publicada em 04/10/2019 às 22:43:00

 

Gabriel Damásio
Policiais militares da 
Companhia de Polí-
cia de Trânsito (CPTran) prenderam ontem um suspeito de fraudar serviços do Departamento Estadual de Trânsito (Detran). O suspeito, identificado como Cristiano Luiz de Oliveira Monteiro, foi detido em flagrante depois de ser denunciado pela direção da autarquia, que já investigava a atuação do acusado, com o apoio da 1º Delegacia Metropolitana (1ª DM). Segundo a polícia, ele chegava a oferecer os serviços por até um terço do valor regulamentado.
As denúncias chegaram há cerca de 60 dias ao diretor do Detran, Abner Melo. A informação é que algumas pessoas estariam oferecendo serviços de emissão do Certificado de Registro do Licenciamento do Veículo (CRLV) e pagamento de multas com valores abaixo dos regulamentados. Após tomar conhecimento das denúncias, o caso foi comunicado à 1ª DM, com as primeiras informações e alguns levantamentos foram feitos para identificar os possíveis autores dessa fraude. 
O Detran informou que não chegou a ser lesado em nada, mas as empresas de crédito que são credenciadas pelo órgão sim. "As empresas foram prejudicadas por conta de cartões clonados ou cartões adquiridos de forma ilícita, pois eram repassados os valores integrais da multa e do CRLV. Os documentos eram emitidos normalmente, porém a quadrilha chegava a oferecer por valores de até um terço do valor total das despesas. Diante disso, as investigações foram iniciadas", comentou o diretor.
Após denúncias que o suspeito estaria transitando nas dependências do órgão, o diretor do Detran comunicou à Polícia Militar, que realizou a prisão. A polícia informou que Cristiano Luiz é egresso do sistema prisional, tendo sido preso em uma operação que resultou na prisão de uma associação criminosa responsável de envolvimento com práticas ilícitas de constituição de empresas privadas a partir de documentos falsificados, no ano de 2016. Cristiano estava em liberdade desde maio.
O suspeito confessou a prática ilícita nas dependências do órgão e foi conduzido à 1ª DM. Cristiano está à disposição do Judiciário para a adoção das medidas cabíveis. As investigações continuam para identificar o valor do prejuízo causado e também a possível participação de outras pessoas no esquema - incluindo alguns servidores da autarquia. 

Gabriel Damásio

Policiais militares da  Companhia de Polí- cia de Trânsito (CPTran) prenderam ontem um suspeito de fraudar serviços do Departamento Estadual de Trânsito (Detran). O suspeito, identificado como Cristiano Luiz de Oliveira Monteiro, foi detido em flagrante depois de ser denunciado pela direção da autarquia, que já investigava a atuação do acusado, com o apoio da 1º Delegacia Metropolitana (1ª DM). Segundo a polícia, ele chegava a oferecer os serviços por até um terço do valor regulamentado.
As denúncias chegaram há cerca de 60 dias ao diretor do Detran, Abner Melo. A informação é que algumas pessoas estariam oferecendo serviços de emissão do Certificado de Registro do Licenciamento do Veículo (CRLV) e pagamento de multas com valores abaixo dos regulamentados. Após tomar conhecimento das denúncias, o caso foi comunicado à 1ª DM, com as primeiras informações e alguns levantamentos foram feitos para identificar os possíveis autores dessa fraude. 
O Detran informou que não chegou a ser lesado em nada, mas as empresas de crédito que são credenciadas pelo órgão sim. "As empresas foram prejudicadas por conta de cartões clonados ou cartões adquiridos de forma ilícita, pois eram repassados os valores integrais da multa e do CRLV. Os documentos eram emitidos normalmente, porém a quadrilha chegava a oferecer por valores de até um terço do valor total das despesas. Diante disso, as investigações foram iniciadas", comentou o diretor.
Após denúncias que o suspeito estaria transitando nas dependências do órgão, o diretor do Detran comunicou à Polícia Militar, que realizou a prisão. A polícia informou que Cristiano Luiz é egresso do sistema prisional, tendo sido preso em uma operação que resultou na prisão de uma associação criminosa responsável de envolvimento com práticas ilícitas de constituição de empresas privadas a partir de documentos falsificados, no ano de 2016. Cristiano estava em liberdade desde maio.
O suspeito confessou a prática ilícita nas dependências do órgão e foi conduzido à 1ª DM. Cristiano está à disposição do Judiciário para a adoção das medidas cabíveis. As investigações continuam para identificar o valor do prejuízo causado e também a possível participação de outras pessoas no esquema - incluindo alguns servidores da autarquia.