Manchas de óleo voltam a atingir praias sergipanas

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ONTEM DE MANHÃ, UMA GRANDE MANCHA DE ÓLEO ATINGIU TRECHO NA COROA DO MEIO; ÓRGÃOS AMBIENTAIS ISOLARAM A ÁREA E TENTAM RECOLHER O PRODUTO
ONTEM DE MANHÃ, UMA GRANDE MANCHA DE ÓLEO ATINGIU TRECHO NA COROA DO MEIO; ÓRGÃOS AMBIENTAIS ISOLARAM A ÁREA E TENTAM RECOLHER O PRODUTO

Uma grande mancha de óleo atingiu a Praia dos Artistas, na Atalaia
Uma grande mancha de óleo atingiu a Praia dos Artistas, na Atalaia

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Publicada em 04/10/2019 às 22:49:00

 

Por tempo indeterminado, parte da Praia dos Artistas, localizado no litoral Sul da capital sergipana, segue inviabilizada para banho e pesca. A medida foi adotada pelo Governo de Sergipe, por meio da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema), após uma grande camada de óleo de procedência desconhecida ter encostado na região das pedras, bairro Coroa do Meio. Pela dimensão já apurada, os técnicos confirmam que essa mancha trata-se da maior já encontrada no Nordeste desde o mês passado, quando sucessivas praias da região começaram a registrar a presença do produto tóxico. Com esse registro feito na manhã de ontem, Sergipe passa a ser o estado mais impactado.
Além de Aracaju, os municípios de Barra dos Coqueiros, Pacatuba, Pirambu, e Estância, também registraram a presença do óleo. No geral, dez praias foram atingidas - com destaque para Barra dos Coqueiros onde as praias: Atalaia Nova, Barra, Costa, Jatobá e Porto, foram contaminadas. Dos nove estados nordestinos, oito foram impactados pelas camadas de óleo. Na perspectiva de identificar a origem do produto tóxico, a Agência Estadual de Meio Ambiente de Pernambuco (CPRH), que investiga o problema, acredita que o petróleo tenha vindo de navios que passam pela região. As investigações estão concentradas na Superintendência Regional da PF no Rio Grande do Norte, contando com a participação das áreas de combate aos crimes ambientais, de inteligência e de perícia.
Inquérito - Em Sergipe, a Polícia Federal e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), também instauraram inquérito e devem apresentar relatório em até 15 dias úteis. Essa mudança de senário ocorre menos de 72 horas após anunciar que as praias do litoral Norte e Sul estavam aptas para banho e pesca, os órgãos de fiscalização e proteção ao Meio Ambiente informaram que todas as praias de Sergipe estão sendo fiscalizadas pelos órgãos ambientais durante todo este final de semana. Relatórios de balneabilidade também serão publicadas com maior frequência a fim de apresentar aos sergipanos e turistas os locais apropriados para banho.
De acordo com o diretor-presidente da Adema, Gilvan Dias, ao contrário dos registros anteriores, essa mancha na Coroa do Meio tem dificultado o trabalho das equipes. "Por se tratar de uma área rochosa, nossos profissionais estão enfrentando dificuldades para cercar a área e evitar que o produto oleoso siga para outras regiões. Desde que esse tipo de situação surgiu em nosso estado - em 24 de setembro -, nós estamos intensificando o monitoramento com o objetivo de estudar a sua potência prejudicial ao ser humano e ao meio ambiente, como também para que possamos ajudar de alguma forma a identificar a origem real desse óleo.  Por segurança, a área segue inapropriada para mergulho e prática de pesca", avisou.
A preocupação por parte do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), é que o óleo ameace também a reserva ecológica de Santa Isabel, em Pirambu, onde o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) desenvolve há décadas um projeto de preservação de tartarugas-marinhas. Até o início da noite de ontem 15 tartarugas-marinhas foram encontradas mortas no Nordeste brasileiro com manchas de óleo.
Por meio de nota oficial, a direção da Petrobras informou que: "analisamos amostras de óleo encontradas ao longo das últimas duas semanas em praias nos estados de Alagoas, Sergipe, Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte e verificamos que o material encontrado não é produzido e nem comercializado pela companhia". Apesar do resultado negativo, a estatal informou que segue contribuindo no que for preciso para tentar identificar a origem e a causa do vazamento de óleo. Sobre as ações de fiscalização iniciada na semana passada, a empresa informou que monitoramento é realizado pelas equipes do Centro de Defesa Ambiental da Petrobrás, sob coordenação do Ibama. (Milton Alves Júnior)

Por tempo indeterminado, parte da Praia dos Artistas, localizado no litoral Sul da capital sergipana, segue inviabilizada para banho e pesca. A medida foi adotada pelo Governo de Sergipe, por meio da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema), após uma grande camada de óleo de procedência desconhecida ter encostado na região das pedras, bairro Coroa do Meio. Pela dimensão já apurada, os técnicos confirmam que essa mancha trata-se da maior já encontrada no Nordeste desde o mês passado, quando sucessivas praias da região começaram a registrar a presença do produto tóxico. Com esse registro feito na manhã de ontem, Sergipe passa a ser o estado mais impactado.
Além de Aracaju, os municípios de Barra dos Coqueiros, Pacatuba, Pirambu, e Estância, também registraram a presença do óleo. No geral, dez praias foram atingidas - com destaque para Barra dos Coqueiros onde as praias: Atalaia Nova, Barra, Costa, Jatobá e Porto, foram contaminadas. Dos nove estados nordestinos, oito foram impactados pelas camadas de óleo. Na perspectiva de identificar a origem do produto tóxico, a Agência Estadual de Meio Ambiente de Pernambuco (CPRH), que investiga o problema, acredita que o petróleo tenha vindo de navios que passam pela região. As investigações estão concentradas na Superintendência Regional da PF no Rio Grande do Norte, contando com a participação das áreas de combate aos crimes ambientais, de inteligência e de perícia.

Inquérito - Em Sergipe, a Polícia Federal e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), também instauraram inquérito e devem apresentar relatório em até 15 dias úteis. Essa mudança de senário ocorre menos de 72 horas após anunciar que as praias do litoral Norte e Sul estavam aptas para banho e pesca, os órgãos de fiscalização e proteção ao Meio Ambiente informaram que todas as praias de Sergipe estão sendo fiscalizadas pelos órgãos ambientais durante todo este final de semana. Relatórios de balneabilidade também serão publicadas com maior frequência a fim de apresentar aos sergipanos e turistas os locais apropriados para banho.
De acordo com o diretor-presidente da Adema, Gilvan Dias, ao contrário dos registros anteriores, essa mancha na Coroa do Meio tem dificultado o trabalho das equipes. "Por se tratar de uma área rochosa, nossos profissionais estão enfrentando dificuldades para cercar a área e evitar que o produto oleoso siga para outras regiões. Desde que esse tipo de situação surgiu em nosso estado - em 24 de setembro -, nós estamos intensificando o monitoramento com o objetivo de estudar a sua potência prejudicial ao ser humano e ao meio ambiente, como também para que possamos ajudar de alguma forma a identificar a origem real desse óleo.  Por segurança, a área segue inapropriada para mergulho e prática de pesca", avisou.
A preocupação por parte do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), é que o óleo ameace também a reserva ecológica de Santa Isabel, em Pirambu, onde o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) desenvolve há décadas um projeto de preservação de tartarugas-marinhas. Até o início da noite de ontem 15 tartarugas-marinhas foram encontradas mortas no Nordeste brasileiro com manchas de óleo.
Por meio de nota oficial, a direção da Petrobras informou que: "analisamos amostras de óleo encontradas ao longo das últimas duas semanas em praias nos estados de Alagoas, Sergipe, Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte e verificamos que o material encontrado não é produzido e nem comercializado pela companhia". Apesar do resultado negativo, a estatal informou que segue contribuindo no que for preciso para tentar identificar a origem e a causa do vazamento de óleo. Sobre as ações de fiscalização iniciada na semana passada, a empresa informou que monitoramento é realizado pelas equipes do Centro de Defesa Ambiental da Petrobrás, sob coordenação do Ibama. (Milton Alves Júnior)