Mancha tóxica

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Publicada em 07/10/2019 às 23:18:00

 

Pelo menos 100 toneladas de bor-
ra de petróleo já foram recolhi-
das nas praias do nordeste, desde o mês passado, quando o litoral da região foi tomado por uma mancha tóxica. A informação foi divulgada pelo ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles, durante visita a Sergipe. Explicações sobre a origem da poluição, entretanto, ainda 
De costas para o nordeste do Brasil, o governo federal demorou muito para tomar providências no sentido de esclarecer mais um desastre ecológico. Último sábado, somente depois de o Governo de Sergipe decretar estado de emergência, o presidente Jair Bolsonaro finalmente determinou a abertura de uma investigação com o fim de apurar as causas e a responsabilidade sobre o derramamento de óleo. Pode ter sido tarde demais. 
O episódio é grave. Segundo a Adema (Administração Estadual do Meio Ambiente), esta é a maior concentração da substância já encontrada nos nove estados nordestinos afetados pelo derramamento de petróleo cru desde o mês passado. A Petrobras afirma que o material trata-se de petróleo cru e que não é compatível com substratos extraídos no Brasil.
A bola está com o Ministério Público e a Polícia Federal, à frente das investigações. Uma mancha de óleo de tal dimensão, capaz de abranger toda a costa nordestina do Brasil, não é fenômeno ordinário. Algo de muito sério certamente ocorreu. Infelizmente, a visita do ministro Ricardo Salles, uma satisfação estritamente formal, de pouco ou nada adiantou, não tinha por objetivo esclarecer as dúvidas pendentes.

Pelo menos 100 toneladas de bor- ra de petróleo já foram recolhi- das nas praias do nordeste, desde o mês passado, quando o litoral da região foi tomado por uma mancha tóxica. A informação foi divulgada pelo ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles, durante visita a Sergipe. Explicações sobre a origem da poluição, entretanto, ainda 
De costas para o nordeste do Brasil, o governo federal demorou muito para tomar providências no sentido de esclarecer mais um desastre ecológico. Último sábado, somente depois de o Governo de Sergipe decretar estado de emergência, o presidente Jair Bolsonaro finalmente determinou a abertura de uma investigação com o fim de apurar as causas e a responsabilidade sobre o derramamento de óleo. Pode ter sido tarde demais. 
O episódio é grave. Segundo a Adema (Administração Estadual do Meio Ambiente), esta é a maior concentração da substância já encontrada nos nove estados nordestinos afetados pelo derramamento de petróleo cru desde o mês passado. A Petrobras afirma que o material trata-se de petróleo cru e que não é compatível com substratos extraídos no Brasil.
A bola está com o Ministério Público e a Polícia Federal, à frente das investigações. Uma mancha de óleo de tal dimensão, capaz de abranger toda a costa nordestina do Brasil, não é fenômeno ordinário. Algo de muito sério certamente ocorreu. Infelizmente, a visita do ministro Ricardo Salles, uma satisfação estritamente formal, de pouco ou nada adiantou, não tinha por objetivo esclarecer as dúvidas pendentes.