Óleo retirado das praias está sendo levado para reservatório em Carmópolis

Geral


  • O ÓLEO RECOLHIDO NAS PRAIAS SERGIPANAS ESTÁ SENDO LEVADO PARA UMA BASE DA PETROBRAS NO MUNICÍPIO DE CARMÓPOLIS, MAS OUTROS LOCAIS JÁ SÃO NECESSÁRIOS

  • As manchas continuam aparecendo nas praias do Estado

 

Milton Alves Júnior
Menos de 24 horas 
após o ministro do 
meio ambiente, Ricardo Salles, ter pousado em Aracaju para monitorar a presença de petróleo nas praias do litoral nordestino, o gabinete de crise criado pelo Governo do Estado de Sergipe a fim de coordenar o processo de limpeza da região, oficializou que estuda a possibilidade de encontrar novos reservatórios para acumular o produto. A medida ocorre em virtude de até a tarde de ontem cerca de 60 toneladas do produto tóxico ter sido encontrado e retirado da faixa litorânea. Por enquanto todo o óleo está sendo levado para um reservatório da Petrobras localizado em uma região conhecida como Alto do Jericó, no município sergipano de Carmópolis.
Diante do cenário agravante, o secretário de Estado do Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade, Ubirajara Barreto, oficializou que, caso o surgimento de petróleo permaneça em grande escala, conforme registrado pela Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) ao longo dos últimos 15 dias, será necessário encontrar outros pontos de descarte. A preocupação por parte do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), é que o óleo ameace também a reserva ecológica de Santa Isabel, em Pirambu, onde o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) desenvolve há décadas um projeto de preservação de tartarugas-marinhas.
Outro receio é que o óleo atinja rios importantes para navegação turismo e abastecimento no estado de Sergipe. "Se o aparecimento de óleo continuar de igual modo, ou mais agravante como registramos nas últimas semanas, é provável que iremos precisar de mais locais para armazená-lo. Essa é uma possível necessidade que também deve ser acompanhada pela Petrobras, já que a empresa estatal é que deve ser responsável por esse trabalho. Nossas ações agora são voltadas à contingência desse óleo. Que ameaça chegar aos rios Vaza-Barris, Japaratuba e Real", revelou. Novas barreiras de contenção - semelhante às instaladas na região das pedras, na Coroa do Meio - também estão sendo aplicadas nos rios.
Transferência - Diante dos riscos de prejuízos à vida marinha, técnicos do Projeto Viva Peixe-Boi Marinho do estado da Paraíba chegaram na manhã de ontem a Sergipe com a proposta de estudar a necessidade de realizar a transferência do peixe-boi Astro, animal que vive na costa sergipana e que está sendo monitorado pelas equipes do projeto. Caso avalie necessário, a equipe deve encaminhar o animal para um viveiro até que o habitat natural não apresente mais riscos. O coordenador do projeto, João Carlos Gomes, relatou ao JORNAL DO DIA que pequenas manchas de óleo - ainda sem alto nível de gravidade - já foram encontradas no animal.
 "O Peixe-boi está sendo monitorado por um transmissor via satélite e outro transmissor que monitora o campo e já foi verificado uma pequena quantidade de óleo no equipamento o que comprova que o animal já teve interação com áreas que tem a presença de óleo, mesmo que pequena. Essa quantidade ainda não se mostra intensa ao ponto de realizarmos a busca pelo Astro, capturá-lo, e, em seguida, encaminhar mesmo que de forma temporária para um viveiro. A nossa torcida fica por conta do não agravamento de todo esse dano", disse.
Danos marinhos - Conforme os órgãos de proteção ao meio ambiente estão destacando desde o início de setembro, as manchas que atinge mais de 150 praias de todos os estados do Nordeste podem estar prejudicando a vida dos animais marinhos. Essa possibilidade atinge, inclusive, crustáceos e peixes tradicionalmente consumidos nessa região litorânea. Diante dos fatos, pescadores e vendedores desse tipo de alimento começam a se preocupar com a situação e intensificar o pedido de repasse de vales que possam minimizar os efeitos negativos enfrentados pelos trabalhadores que possuem a pescaria como meio de sobrevivência.
Ainda por tempo indeterminado todas as praias do Estado de Sergipe seguem impróprias para banho.

Milton Alves Júnior

Menos de 24 horas  após o ministro do  meio ambiente, Ricardo Salles, ter pousado em Aracaju para monitorar a presença de petróleo nas praias do litoral nordestino, o gabinete de crise criado pelo Governo do Estado de Sergipe a fim de coordenar o processo de limpeza da região, oficializou que estuda a possibilidade de encontrar novos reservatórios para acumular o produto. A medida ocorre em virtude de até a tarde de ontem cerca de 60 toneladas do produto tóxico ter sido encontrado e retirado da faixa litorânea. Por enquanto todo o óleo está sendo levado para um reservatório da Petrobras localizado em uma região conhecida como Alto do Jericó, no município sergipano de Carmópolis.
Diante do cenário agravante, o secretário de Estado do Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade, Ubirajara Barreto, oficializou que, caso o surgimento de petróleo permaneça em grande escala, conforme registrado pela Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) ao longo dos últimos 15 dias, será necessário encontrar outros pontos de descarte. A preocupação por parte do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), é que o óleo ameace também a reserva ecológica de Santa Isabel, em Pirambu, onde o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) desenvolve há décadas um projeto de preservação de tartarugas-marinhas.
Outro receio é que o óleo atinja rios importantes para navegação turismo e abastecimento no estado de Sergipe. "Se o aparecimento de óleo continuar de igual modo, ou mais agravante como registramos nas últimas semanas, é provável que iremos precisar de mais locais para armazená-lo. Essa é uma possível necessidade que também deve ser acompanhada pela Petrobras, já que a empresa estatal é que deve ser responsável por esse trabalho. Nossas ações agora são voltadas à contingência desse óleo. Que ameaça chegar aos rios Vaza-Barris, Japaratuba e Real", revelou. Novas barreiras de contenção - semelhante às instaladas na região das pedras, na Coroa do Meio - também estão sendo aplicadas nos rios.

Transferência - Diante dos riscos de prejuízos à vida marinha, técnicos do Projeto Viva Peixe-Boi Marinho do estado da Paraíba chegaram na manhã de ontem a Sergipe com a proposta de estudar a necessidade de realizar a transferência do peixe-boi Astro, animal que vive na costa sergipana e que está sendo monitorado pelas equipes do projeto. Caso avalie necessário, a equipe deve encaminhar o animal para um viveiro até que o habitat natural não apresente mais riscos. O coordenador do projeto, João Carlos Gomes, relatou ao JORNAL DO DIA que pequenas manchas de óleo - ainda sem alto nível de gravidade - já foram encontradas no animal.
 "O Peixe-boi está sendo monitorado por um transmissor via satélite e outro transmissor que monitora o campo e já foi verificado uma pequena quantidade de óleo no equipamento o que comprova que o animal já teve interação com áreas que tem a presença de óleo, mesmo que pequena. Essa quantidade ainda não se mostra intensa ao ponto de realizarmos a busca pelo Astro, capturá-lo, e, em seguida, encaminhar mesmo que de forma temporária para um viveiro. A nossa torcida fica por conta do não agravamento de todo esse dano", disse.

Danos marinhos - Conforme os órgãos de proteção ao meio ambiente estão destacando desde o início de setembro, as manchas que atinge mais de 150 praias de todos os estados do Nordeste podem estar prejudicando a vida dos animais marinhos. Essa possibilidade atinge, inclusive, crustáceos e peixes tradicionalmente consumidos nessa região litorânea. Diante dos fatos, pescadores e vendedores desse tipo de alimento começam a se preocupar com a situação e intensificar o pedido de repasse de vales que possam minimizar os efeitos negativos enfrentados pelos trabalhadores que possuem a pescaria como meio de sobrevivência.
Ainda por tempo indeterminado todas as praias do Estado de Sergipe seguem impróprias para banho.

 


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