O exemplo de Irmã Dulce

Opinião

 

A canonização de Irmã Dulce é um 
episódio tão importante, a pon
to de extrapolar a esfera religiosa. Para os católicos, a cerimônia realizada este domingo, 13 de outubro, no Vaticano, conduzida pelo próprio Papa, reconhece as razões da devoção popular, já muito antiga. Para os demais brasileiros, reafirma os valores humanísticos mais caros a sua identidade como povo.
A face bondosa de Irmã Dulce é muito familiar para os sergipanos. Foi aqui, em São Cristóvão, no Convento do Carmo, onde a santa baiana abraçou a vocação de ajudar o próximo e deu os primeiros passos na vida religiosa. Declarada a Santa Dulce dos Pobres pelo Papa Francisco, exatamente por sempre ter ajudado as pessoas sem recursos, ela adotou a caridade como missão e fonte de alegria.
Quatro dezenas de autoridades já confirmaram presença na cerimônia de canonização, independente de credo pessoal, tendo em vista a importância histórica do evento. Os presidentes da Câmara dos Deputados, Senado Federal, Supremo Tribunal Federal e Procuradoria-Geral da República, além do vice-presidente Hamilton Mourão, souberam reconhecer o exemplo de humildade oferecido pela biografia de Irmã Dulce. O presidente Jair Bolsonaro, não.
Nos limites de sua vontade, Bolsonaro governa apenas para os seus próprios. A mesquinharia não combina com a presidência da República. Se, em função de diferenças religiosas, o presidente se recusa a prestigiar a canonização de uma Santa, o que será dos milhões de brasileiros que se recusam a rezar pela sua cartilha? Para quem é de rezar, não falta motivo para rogar a Deus.

A canonização de Irmã Dulce é um  episódio tão importante, a pon to de extrapolar a esfera religiosa. Para os católicos, a cerimônia realizada este domingo, 13 de outubro, no Vaticano, conduzida pelo próprio Papa, reconhece as razões da devoção popular, já muito antiga. Para os demais brasileiros, reafirma os valores humanísticos mais caros a sua identidade como povo.
A face bondosa de Irmã Dulce é muito familiar para os sergipanos. Foi aqui, em São Cristóvão, no Convento do Carmo, onde a santa baiana abraçou a vocação de ajudar o próximo e deu os primeiros passos na vida religiosa. Declarada a Santa Dulce dos Pobres pelo Papa Francisco, exatamente por sempre ter ajudado as pessoas sem recursos, ela adotou a caridade como missão e fonte de alegria.
Quatro dezenas de autoridades já confirmaram presença na cerimônia de canonização, independente de credo pessoal, tendo em vista a importância histórica do evento. Os presidentes da Câmara dos Deputados, Senado Federal, Supremo Tribunal Federal e Procuradoria-Geral da República, além do vice-presidente Hamilton Mourão, souberam reconhecer o exemplo de humildade oferecido pela biografia de Irmã Dulce. O presidente Jair Bolsonaro, não.
Nos limites de sua vontade, Bolsonaro governa apenas para os seus próprios. A mesquinharia não combina com a presidência da República. Se, em função de diferenças religiosas, o presidente se recusa a prestigiar a canonização de uma Santa, o que será dos milhões de brasileiros que se recusam a rezar pela sua cartilha? Para quem é de rezar, não falta motivo para rogar a Deus.

 


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