Mobilidade estanque

Opinião

 

A desigualdade é, desde sempre, 
o grande problema social brasi-
leiro. No entanto, o fosso histórico cavado entre ricos e pobres nunca esteve tão fundo quanto o abismo dos últimos anos.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o rendimento médio mensal obtido com trabalho do 1% mais rico da população brasileira atingiu, em 2018, o equivalente a 33,8 vezes o ganho obtido pelos 50% mais pobres. No topo, o rendimento médio foi de R$ 27.744; na metade mais pobre, de R$ 820.
Trata-se de uma tendência já apontada pela Organização Internacional do Trabalho. De acordo com levantamento da entidade, divulgado há poucos meses, o Brasil registrou uma nova alta na desigualdade de renda. Em 2015, a parcela dos 50% mais pobres ficou com 18,3% de toda a renda dos trabalhadores. Em 2016, essa taxa caiu para 18,13% e, em 2017, chegou a 17,9%. Em sentido inverso, a camada de 10% mais rica dos trabalhadores ficou com 41,3% da renda em 2017. Em 2016, essa taxa era de 40,9 %.
Os dados assustam, mas não traduzem apenas a estagnação da economia e a precariedade do mercado de trabalho verde e amarelo. Mais de onze milhões de brasileiros não sabem ler, nem escrever. No nordeste, 13,9% da população com idade superior aos 15 anos é de analfabetos. A situação é dramática, a ponto de comprometer o futuro do País inteiro.
O resultado, vê-se expresso nitidamente na pirâmide social. Em termos de mobilidade econômica, o Brasil é mais atrasado do que Chile, Argentina, Uruguai e até a devastada Venezuela.

A desigualdade é, desde sempre,  o grande problema social brasi- leiro. No entanto, o fosso histórico cavado entre ricos e pobres nunca esteve tão fundo quanto o abismo dos últimos anos.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o rendimento médio mensal obtido com trabalho do 1% mais rico da população brasileira atingiu, em 2018, o equivalente a 33,8 vezes o ganho obtido pelos 50% mais pobres. No topo, o rendimento médio foi de R$ 27.744; na metade mais pobre, de R$ 820.
Trata-se de uma tendência já apontada pela Organização Internacional do Trabalho. De acordo com levantamento da entidade, divulgado há poucos meses, o Brasil registrou uma nova alta na desigualdade de renda. Em 2015, a parcela dos 50% mais pobres ficou com 18,3% de toda a renda dos trabalhadores. Em 2016, essa taxa caiu para 18,13% e, em 2017, chegou a 17,9%. Em sentido inverso, a camada de 10% mais rica dos trabalhadores ficou com 41,3% da renda em 2017. Em 2016, essa taxa era de 40,9 %.
Os dados assustam, mas não traduzem apenas a estagnação da economia e a precariedade do mercado de trabalho verde e amarelo. Mais de onze milhões de brasileiros não sabem ler, nem escrever. No nordeste, 13,9% da população com idade superior aos 15 anos é de analfabetos. A situação é dramática, a ponto de comprometer o futuro do País inteiro.
O resultado, vê-se expresso nitidamente na pirâmide social. Em termos de mobilidade econômica, o Brasil é mais atrasado do que Chile, Argentina, Uruguai e até a devastada Venezuela.

 


COMPARTILHAR NAS REDES SOCIAIS