Policiais param e sobem o tom contra o governo

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Manifestação dos policiais civis em frente à sede da DHPP
Manifestação dos policiais civis em frente à sede da DHPP

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Publicada em 18/10/2019 às 22:10:00

 

Gabriel Damásio
Os agentes e escrivães 
da Polícia Civil cum-
priram a promessa e paralisaram suas atividades na manhã de ontem, em protesto contra a decisão do governo do Estado de não enviar à Assembleia Legislativa (Alese) o chamado 'Projeto OPC', que propõe a unificação das carreiras em um único cargo de oficial de polícia. A mobilização começou às 7h de ontem, com duração prevista de 24 horas. Durante esse tempo, o efetivo de policiais nas delegacias foi diminuído. Segundo o Sindicato dos Policiais Civis de Sergipe (Sinpol/SE), apenas 30% dos servidores foram mantidos em serviço, realizando serviços como lavratura de flagrantes, custódia de presos e guarda de materiais apreendidos. 
O protesto foi marcado com uma concentração de agentes e escrivães em frente à sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), na rua Boquim, Centro da capital. Com camisas azuis, um trio elétrico e palavras de ordem como "ninguém solta a mão de ninguém" e "se não encaminhar, a polícia vai parar", os manifestantes fizeram muitas críticas ao governador Belivaldo Chagas e à sua decisão de não enviar projetos de lei que concedam reajustes ou reformulem carreiras no serviço público, pois criariam despesas para o Executivo em um momento de crise financeira e diminuição de recursos. 
"Fizemos essa paralisação em todo o estado, por culpa do governo do estado, que não encaminha [à Alese] um projeto moderno de polícia, que traz uma preocupação maior com o atendimento à população nas delegacias, por parte destes oficiais de polícia civil. Nós nos colocamos à disposição do governador com um projeto transformador, que não invade a atribuição de nenhum outro cargo, nem pretende acabar com o concurso público. Estamos na luta para que o governador cumpra a sua palavra, com o que assumiu com os policiais que lhe apoiaram em 2018", cobrou o presidente do Sinpol, Adriano Bandeira. 
Os manifestantes também criticaram uma declaração de Belivaldo contra a tramitação do 'OPC'. Em entrevista à TV Atalaia, o governador disse que "não está fechado ao diálogo" com os policiais sobre o projeto, mas frisou que a iniciativa de unir os cargos de agente e escrivão ainda não tem resultados práticos conhecidos, pois não foi implementada em nenhum Estado do país. "Eu não disse, em nenhum momento, que não vou encaminhar nenhum projeto à Assembleia. O que eu não posso é simplesmente acatar um desejo dos policiais civis de que sejamos o primeiro estado a aprovar esse projeto. Não temos essa ação de ordem prática em nenhum estado da federação e nem temos interesse em ser laboratório para esse tipo de ação", disse ele.
Bandeira rebate e alega que o 'OPC' tem o apoio do secretário da Segurança Pública e já ocorre na prática em delegacias que não têm a presença fixa de escrivães e de delegados de polícia, ou seja, onde os agentes são responsáveis por tocarem as unidades no dia-a-dia.  Um exemplo citado o a Delegacia de Salgado (Centro-Sul). O Sinpol também não descarta a possibilidade de descartar uma greve da categoria por tempo indeterminado, o que será discutido em uma assembleia marcada para o próximo dia 25. 
Durante a paralisação, os manifestantes deram avisos à população para que ela não procurasse as delegacias para serviços que não fossem urgentes, coimo a prestação de boletim de ocorrência. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) rebateu e orientou a população a continuar procurando as delegacias e a denunciar os excessos e problemas à Corregedoria. A SSP assegura que o atendimento nas delegacias não foi afetado até a tarde de ontem. 

Gabriel Damásio

Os agentes e escrivães  da Polícia Civil cum- priram a promessa e paralisaram suas atividades na manhã de ontem, em protesto contra a decisão do governo do Estado de não enviar à Assembleia Legislativa (Alese) o chamado 'Projeto OPC', que propõe a unificação das carreiras em um único cargo de oficial de polícia. A mobilização começou às 7h de ontem, com duração prevista de 24 horas. Durante esse tempo, o efetivo de policiais nas delegacias foi diminuído. Segundo o Sindicato dos Policiais Civis de Sergipe (Sinpol/SE), apenas 30% dos servidores foram mantidos em serviço, realizando serviços como lavratura de flagrantes, custódia de presos e guarda de materiais apreendidos. 
O protesto foi marcado com uma concentração de agentes e escrivães em frente à sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), na rua Boquim, Centro da capital. Com camisas azuis, um trio elétrico e palavras de ordem como "ninguém solta a mão de ninguém" e "se não encaminhar, a polícia vai parar", os manifestantes fizeram muitas críticas ao governador Belivaldo Chagas e à sua decisão de não enviar projetos de lei que concedam reajustes ou reformulem carreiras no serviço público, pois criariam despesas para o Executivo em um momento de crise financeira e diminuição de recursos. 
"Fizemos essa paralisação em todo o estado, por culpa do governo do estado, que não encaminha [à Alese] um projeto moderno de polícia, que traz uma preocupação maior com o atendimento à população nas delegacias, por parte destes oficiais de polícia civil. Nós nos colocamos à disposição do governador com um projeto transformador, que não invade a atribuição de nenhum outro cargo, nem pretende acabar com o concurso público. Estamos na luta para que o governador cumpra a sua palavra, com o que assumiu com os policiais que lhe apoiaram em 2018", cobrou o presidente do Sinpol, Adriano Bandeira. 
Os manifestantes também criticaram uma declaração de Belivaldo contra a tramitação do 'OPC'. Em entrevista à TV Atalaia, o governador disse que "não está fechado ao diálogo" com os policiais sobre o projeto, mas frisou que a iniciativa de unir os cargos de agente e escrivão ainda não tem resultados práticos conhecidos, pois não foi implementada em nenhum Estado do país. "Eu não disse, em nenhum momento, que não vou encaminhar nenhum projeto à Assembleia. O que eu não posso é simplesmente acatar um desejo dos policiais civis de que sejamos o primeiro estado a aprovar esse projeto. Não temos essa ação de ordem prática em nenhum estado da federação e nem temos interesse em ser laboratório para esse tipo de ação", disse ele.
Bandeira rebate e alega que o 'OPC' tem o apoio do secretário da Segurança Pública e já ocorre na prática em delegacias que não têm a presença fixa de escrivães e de delegados de polícia, ou seja, onde os agentes são responsáveis por tocarem as unidades no dia-a-dia.  Um exemplo citado o a Delegacia de Salgado (Centro-Sul). O Sinpol também não descarta a possibilidade de descartar uma greve da categoria por tempo indeterminado, o que será discutido em uma assembleia marcada para o próximo dia 25. 
Durante a paralisação, os manifestantes deram avisos à população para que ela não procurasse as delegacias para serviços que não fossem urgentes, coimo a prestação de boletim de ocorrência. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) rebateu e orientou a população a continuar procurando as delegacias e a denunciar os excessos e problemas à Corregedoria. A SSP assegura que o atendimento nas delegacias não foi afetado até a tarde de ontem.