Fato consumado

Opinião

 

Sem reação à altura, a reforma da 
previdência se transformou  um 
fato consumado. Ontem, depois de oito meses de tramitação, o Senado federal votou pelo massacre de 72 milhões de trabalhadores.
Impossível negar a necessidade da reforma, em função de um déficit previdenciário já insustentável. Nos termos propostos pelo ministro da economia Paulo Guedes, contudo, as alterações no regime tendem a aprofundar desigualdades e preservar privilégios. Até agora, os militares de alta patente foram os grandes beneficiados.
A aprovação da reforma é a única vitória de Bolsonaro em um Congresso conflagrado. A medida é considerada fundamental para o controle dos gastos públicos, segundo plano do ministro Paulo Guedes. A equipe do governo estima que, num prazo de dez anos, cerca de R$ 800 bilhões serão economizados com a reforma.
No fim das contas, a economia pretendida pela presidência da República será bancada pelo suor dos trabalhadores. Assim que a reforma for promulgada, quem entrar no mercado de trabalho terá que completar 65 anos, se homem, e 62 anos, se mulher, para cumprir o requisito de idade mínima para aposentadorias. Além do critério etário, a reforma de Bolsonaro endurece a fórmula de cálculo das aposentadorias. A nova regra considera todo o histórico de contribuições do trabalhador. A atual é mais vantajosa, pois considera apenas 80% das contribuições mais elevadas.
Agora, resta aos setores organizados à esquerda do espectro político reunir forças, tendo em vista novos embates. A reforma da previdência é batalha vencida pelo governo. No entanto, a indisposição com as garantias trabalhistas já foi declarada com todas as letras.

Sem reação à altura, a reforma da  previdência se transformou  um  fato consumado. Ontem, depois de oito meses de tramitação, o Senado federal votou pelo massacre de 72 milhões de trabalhadores.
Impossível negar a necessidade da reforma, em função de um déficit previdenciário já insustentável. Nos termos propostos pelo ministro da economia Paulo Guedes, contudo, as alterações no regime tendem a aprofundar desigualdades e preservar privilégios. Até agora, os militares de alta patente foram os grandes beneficiados.
A aprovação da reforma é a única vitória de Bolsonaro em um Congresso conflagrado. A medida é considerada fundamental para o controle dos gastos públicos, segundo plano do ministro Paulo Guedes. A equipe do governo estima que, num prazo de dez anos, cerca de R$ 800 bilhões serão economizados com a reforma.
No fim das contas, a economia pretendida pela presidência da República será bancada pelo suor dos trabalhadores. Assim que a reforma for promulgada, quem entrar no mercado de trabalho terá que completar 65 anos, se homem, e 62 anos, se mulher, para cumprir o requisito de idade mínima para aposentadorias. Além do critério etário, a reforma de Bolsonaro endurece a fórmula de cálculo das aposentadorias. A nova regra considera todo o histórico de contribuições do trabalhador. A atual é mais vantajosa, pois considera apenas 80% das contribuições mais elevadas.
Agora, resta aos setores organizados à esquerda do espectro político reunir forças, tendo em vista novos embates. A reforma da previdência é batalha vencida pelo governo. No entanto, a indisposição com as garantias trabalhistas já foi declarada com todas as letras.

 


COMPARTILHAR NAS REDES SOCIAIS