PC: Katarina afasta diretores e Sinpol acusa retaliação

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Gabriel Damásio
Uma decisão interna da Superintendência Geral da Polícia Civil aumentou a crise interna causada pela campanha do 'Projeto OPC', que propõe a unificação dos cargos de agente e escrivão de polícia. Em portaria despachada nesta terça-feira, a delegada-geral Katarina Feitoza exonerou os diretores da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), unidade tática especializada em ações de alta complexidade. Os agentes Ricardo Porto e Elisvan Resende Conceição ocupavam respectivamente as funções de diretor operacional e diretor adjunto da unidade, mas acabaram afastados. 
A informação foi divulgada em uma nota do Sindicato dos Policiais Civis de Sergipe (Sinpol/SE), que repudiou a decisão e acusou a Delegacia-Geral de retaliar os agentes, por causa do apoio manifestado por eles ao 'OPC' e às campanhas do Sinpol pela aprovação do projeto. "Neste cenário momentâneo, os dois policiais manifestaram desinteresse em participar como instrutores voluntários do Curso de Formação de Delegados que está prestes a ser iniciado. O afastamento dos dois policiais civis foi uma atitude que nos pareceu desproporcional e equivocada neste cenário de cisão interna que acomete a Polícia Civil", diz o Sinpol, acrescentando que "a retaliação chegou sem diálogo, de forma precipitada e oportunista".
A Superintendência de Polícia Civil informou, em um comunicado, que Ricardo e Elisvan foram afastados por se recusarem a participar do curso de formação de delegados, não fazendo qualquer relação com a polêmica do projeto 'OPC'. "Os policiais exerciam funções de confiança e que entre as atribuições do cargo estão o ensino e a instrução. A Supci entende que os dois policiais ao se negaram a participar como instrutores do Curso de Formação de Delegados Substitutos não cumprem com uma das funções da Core, que é a instrução. Diante da negativa, a Superintendência-Geral da Polícia Civil afastou a diretoria e tomou as providências necessárias", esclareceu.
O 'OPC' já foi motivo de uma paralisação realizada na sexta-feira passada pelos agentes e escrivães, que criticam a decisão do governo estadual de não enviar o projeto à Assembleia Legislativa. O Palácio de Despachos afirma que tomou a decisão de não enviar nenhum projeto que resulte em aumentos de salários ou reformulações de carreira, como parte de uma medida de contenção de despesas. A proposta também enfrenta uma forte oposição dos delegados de polícia, que enxergam na unificação dois cargos uma ameaça à carreira. Os agentes têm alegado que o OPC não interfere em outras carreiras e nem crias despesas ao Estado, mas moderniza o funcionamento e a atuação da Polícia Civil. 

Gabriel Damásio

Uma decisão interna da Superintendência Geral da Polícia Civil aumentou a crise interna causada pela campanha do 'Projeto OPC', que propõe a unificação dos cargos de agente e escrivão de polícia. Em portaria despachada nesta terça-feira, a delegada-geral Katarina Feitoza exonerou os diretores da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), unidade tática especializada em ações de alta complexidade. Os agentes Ricardo Porto e Elisvan Resende Conceição ocupavam respectivamente as funções de diretor operacional e diretor adjunto da unidade, mas acabaram afastados. 
A informação foi divulgada em uma nota do Sindicato dos Policiais Civis de Sergipe (Sinpol/SE), que repudiou a decisão e acusou a Delegacia-Geral de retaliar os agentes, por causa do apoio manifestado por eles ao 'OPC' e às campanhas do Sinpol pela aprovação do projeto. "Neste cenário momentâneo, os dois policiais manifestaram desinteresse em participar como instrutores voluntários do Curso de Formação de Delegados que está prestes a ser iniciado. O afastamento dos dois policiais civis foi uma atitude que nos pareceu desproporcional e equivocada neste cenário de cisão interna que acomete a Polícia Civil", diz o Sinpol, acrescentando que "a retaliação chegou sem diálogo, de forma precipitada e oportunista".
A Superintendência de Polícia Civil informou, em um comunicado, que Ricardo e Elisvan foram afastados por se recusarem a participar do curso de formação de delegados, não fazendo qualquer relação com a polêmica do projeto 'OPC'. "Os policiais exerciam funções de confiança e que entre as atribuições do cargo estão o ensino e a instrução. A Supci entende que os dois policiais ao se negaram a participar como instrutores do Curso de Formação de Delegados Substitutos não cumprem com uma das funções da Core, que é a instrução. Diante da negativa, a Superintendência-Geral da Polícia Civil afastou a diretoria e tomou as providências necessárias", esclareceu.
O 'OPC' já foi motivo de uma paralisação realizada na sexta-feira passada pelos agentes e escrivães, que criticam a decisão do governo estadual de não enviar o projeto à Assembleia Legislativa. O Palácio de Despachos afirma que tomou a decisão de não enviar nenhum projeto que resulte em aumentos de salários ou reformulações de carreira, como parte de uma medida de contenção de despesas. A proposta também enfrenta uma forte oposição dos delegados de polícia, que enxergam na unificação dois cargos uma ameaça à carreira. Os agentes têm alegado que o OPC não interfere em outras carreiras e nem crias despesas ao Estado, mas moderniza o funcionamento e a atuação da Polícia Civil. 

 


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