MP adota medidas para evitar contaminação por água e pescados

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ANÚNCIO FOI FEITO PELO PRESIDENTE EM EXERCÍCIO, DAVI ALCOLUMBRE, QUE ONTEM FEZ UMA VISITA AO ESTADO; MEDIDAS DO GOVERNO FEDERAL TAMBÉM VÃO BENEFICIAR PESCADORES
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Alcolumbre e comitiva durante inspeção na praia do Viral
Alcolumbre e comitiva durante inspeção na praia do Viral

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Publicada em 24/10/2019 às 23:11:00

 

Milton Alves Júnior
Ao longo dos últimos 
45 dias, em virtude 
do surgimento multipolarizado de petróleo cru em todas as praias do litoral sergipano, bem como em oito rios que cruzam a menor unidade federativa do Brasil, pescadores e catadores de crustáceos têm se mostrado preocupados com a recorrente baixa procura pelos alimentos tão tradicionais na culinária local. Paralelo a essas constatações, os próprios consumidores sergipanos se mostram preocupados com a situação, e, ao menos nesse período de incertezas, têm buscado minimizar o consumo de mariscos. 
Na manhã de ontem, durante audiência pública realizada na sede do Ministério Público Estadual (MPE), em Aracaju, a Promotoria de Justiça dos Direitos dos Consumidores se reuniu com representantes de órgãos envolvidos no Gabinete de Crise na perspectiva de apurar e conter o derramamento de óleo no litoral sergipano, bem como estudar a necessidade de desenvolver relatórios esclarecendo se há contaminação de pescados. A promotora de justiça, Euza Maria Gentil Missano Costa  disse temer que o consumo de peixes e camarões, por exemplo, que tiveram contato com o óleo acabe causando problemas à saúde dos consumidores.
"Nós temos a informação de contaminação externa em alguns peixes, mas precisamos saber também sobre o nível de contaminação interna. Estamos realmente preocupados com essa situação alarmante em Sergipe e nos demais estados da região Nordeste, e, por isso, precisamos que esses estudos locais seja apresentados em até dez dias. Nós do Ministério Público Estadual estamos preocupados com o meio ambiente, com o consumidor e com a saúde de todos", declarou a promotora. Esses estudos devem ser realizados por técnicos da Universidade Federal de Sergipe (UFS), da Secretaria de Estado da Saúde (SES), e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Balneabilidade - Na reunião de ontem ficou definido ainda que o Governo de Sergipe, por meio da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema), e da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), não pode mais compartilhar e divulgar ações publicitárias informado que as praias estão apropriadas para banho. Conforme destacado pelo Ministério Público, é preciso que um relatório técnico amplamente detalhado garanta que se banhar nas praias, sobretudo as aracajuanos, não causam problemas à saúde dos banhistas. Na semana passada, ao JD, a direção da Adema informou que a água das praias aracajuanas não apresentavam riscos. As precauções ficavam apenas por conta do contato do óleo contido na areia, junto à pele das pessoas.
Consumo - Também no encontro técnico membros da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso), voltaram a destacar que nesse momento não há riscos de contaminação aos reservatórios utilizados para coleta, tratamento e disponibilidade aos consumidores. A Deso é responsável por operacionalizar o sistema em Aracaju e nos demais 74 municípios sergipanos. Na audiência a Companhia ressaltou que continua diariamente monitorando a presença de óleo/petróleo cru em Sergipe. Essa medida tem como objetivo garantir à população sergipana que o produto tóxico não corre o risco - ao menos nesse momento - de atingir os reservatórios utilizados para abastecimento dos 75 municípios.
Paralelo aos testes para assegurar a qualidade e descartar a toxicidade, a companhia segue promovendo o isolamento das captações flutuantes, em Brejo Grande e Ilha das Flores, municípios onde estão as captações  mais próximas das manchas encontradas. Essa barreira ocorre por meio de telas. A distância entre os pontos de mancha e o centro de capitação mais próximo é de aproximadamente 15 km.

Milton Alves Júnior

Ao longo dos últimos  45 dias, em virtude  do surgimento multipolarizado de petróleo cru em todas as praias do litoral sergipano, bem como em oito rios que cruzam a menor unidade federativa do Brasil, pescadores e catadores de crustáceos têm se mostrado preocupados com a recorrente baixa procura pelos alimentos tão tradicionais na culinária local. Paralelo a essas constatações, os próprios consumidores sergipanos se mostram preocupados com a situação, e, ao menos nesse período de incertezas, têm buscado minimizar o consumo de mariscos. 
Na manhã de ontem, durante audiência pública realizada na sede do Ministério Público Estadual (MPE), em Aracaju, a Promotoria de Justiça dos Direitos dos Consumidores se reuniu com representantes de órgãos envolvidos no Gabinete de Crise na perspectiva de apurar e conter o derramamento de óleo no litoral sergipano, bem como estudar a necessidade de desenvolver relatórios esclarecendo se há contaminação de pescados. A promotora de justiça, Euza Maria Gentil Missano Costa  disse temer que o consumo de peixes e camarões, por exemplo, que tiveram contato com o óleo acabe causando problemas à saúde dos consumidores.
"Nós temos a informação de contaminação externa em alguns peixes, mas precisamos saber também sobre o nível de contaminação interna. Estamos realmente preocupados com essa situação alarmante em Sergipe e nos demais estados da região Nordeste, e, por isso, precisamos que esses estudos locais seja apresentados em até dez dias. Nós do Ministério Público Estadual estamos preocupados com o meio ambiente, com o consumidor e com a saúde de todos", declarou a promotora. Esses estudos devem ser realizados por técnicos da Universidade Federal de Sergipe (UFS), da Secretaria de Estado da Saúde (SES), e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Balneabilidade -
Na reunião de ontem ficou definido ainda que o Governo de Sergipe, por meio da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema), e da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), não pode mais compartilhar e divulgar ações publicitárias informado que as praias estão apropriadas para banho. Conforme destacado pelo Ministério Público, é preciso que um relatório técnico amplamente detalhado garanta que se banhar nas praias, sobretudo as aracajuanos, não causam problemas à saúde dos banhistas. Na semana passada, ao JD, a direção da Adema informou que a água das praias aracajuanas não apresentavam riscos. As precauções ficavam apenas por conta do contato do óleo contido na areia, junto à pele das pessoas.

Consumo - Também no encontro técnico membros da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso), voltaram a destacar que nesse momento não há riscos de contaminação aos reservatórios utilizados para coleta, tratamento e disponibilidade aos consumidores. A Deso é responsável por operacionalizar o sistema em Aracaju e nos demais 74 municípios sergipanos. Na audiência a Companhia ressaltou que continua diariamente monitorando a presença de óleo/petróleo cru em Sergipe. Essa medida tem como objetivo garantir à população sergipana que o produto tóxico não corre o risco - ao menos nesse momento - de atingir os reservatórios utilizados para abastecimento dos 75 municípios.
Paralelo aos testes para assegurar a qualidade e descartar a toxicidade, a companhia segue promovendo o isolamento das captações flutuantes, em Brejo Grande e Ilha das Flores, municípios onde estão as captações  mais próximas das manchas encontradas. Essa barreira ocorre por meio de telas. A distância entre os pontos de mancha e o centro de capitação mais próximo é de aproximadamente 15 km.