COMO ESTÁ A NOSSA ESQUERDA?

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Publicada em 30/10/2019 às 21:08:00

 

* Rômulo Rodrigues
Semana passada teve o dia de passar o filme da vida como cidadão Sergipano, título recebido da Assembleia Legislativa, por indicação da Deputada Ana Lúcia, visto que, foi a semana da Sergipanidade.
Instado pelo desejo de resgatar a historia do ponto de vista de onde passaram grandes nomes da esquerda sergipana, fui ao Atheneu no dia seguinte à sua reinauguração e, logo na entrada dei de cara com um quadro pintado por Leonardo Alencar e presenteado a Jackson Barreto, quando da sua retumbante vitória para Prefeito de Aracaju em 15 de novembro de 1985 e, logo eu, coordenador de campanha de Marcelo Déda que foi o segundo colocado. Ambos ex-alunos daquele celeiro de grandes líderes.  
Ao lado do quadro na parede tem uma dedicatória de Jackson Barreto em que ele batiza a obra com o emblemático título de "Redemocratização"
Realmente, ali está o retrato colorido que premiou a primeira eleição para Prefeito de Aracaju após a ditadura Militar.
Passados 34 anos até parece que a história nos remete de volta àqueles tempos e novamente o mesmo personagem da primeira eleição para Prefeito, após ter sido eleito por duas vezes em Aracaju, para o cargo máximo, voltado às origens como Vereador em 1988, exercendo mandatos sucessivos de Deputado Federal, Vice-Governador e Governador do Estado, vai ter que, por exigência do passado e imposição do presente vestir a bata de líder do seu povo e chamar o feito à ordem.
Para muitos vai parecer exagerado ou coisa pior, mas me armo de coragem para dizer que, neste momento exagero mesmo e digo como disse Ênio quando o velho quinto máximo conquistou Tarento: "um homem dando tempo ao tempo, soube restabelecer nosso Governo. A todos os rumores, preferiu a salvação e a gloria desse herói resplandeceu assim ainda mais".  
Quinto Fábio Máximo Contactor (275 - 203 AC) foi cinco vezes cônsul e liderou uma política de contemporização na luta contra Cartago, por isso, o apelido de contactor, o contemporizador.
Claro que a fonte do meu aparente entusiasmo está em Cícero em "saber envelhecer" e é o que estou tentando e com justa razão.
Quando por aqui cheguei e ainda era uma ditadura e foi ai que junto com grandes companheiros reconstruímos o movimento operário em torno do SINDIQUÍMICA, SINDIMINA e CUT.
Com o impulso do movimento Operário e Camponês liderado pelos Sindicatos dos Trabalhadores Rurais de Nossa Senhora da Gloria e Poço Redondo e a partir da campanha das Direitas-Já foi traçado e construído um novo perfil político em Sergipe.
De lá até os dias de hoje, dá para dizer sem medo de errar, que o Estado de Sergipe conheceu três lideres populares importantes, cada qual com seu perfil e compromissos, 1º João Alves Filho, 2º Jackson Barreto de Lima e 3º Marcelo Deda Chagas.
João Alves emergiu pelas mãos da ditadura no inicio da década de 1970 como Prefeito biônico de Aracaju e constituiu-se como a mais importante liderança da direita sergipana. Jackson Barreto começou sua carreira política também na mesma década e virou referência de ousadia e combate incessante à cruel ditadura militar de 1964 até 1985.
Marcelo Deda que emergiu junto com os gritos da liberdade estudantil despontando como liderança do Partido dos Trabalhadores, na campanha das Diretas-Já na emergente nova Classe Operaria Sergipana, chegando cedo, escrevendo um dos capítulos mais importante da nossa historia e partindo muito antes do combinado.
Naquela época de 80, nada passava em branco, como não passou a ovação a Paulo Maluf quando veio cabalar votos para ser presidente indireto do Brasil.
Os tempos já não são os mesmos, dirá alguém; semana passada esteve aqui, fazendo pressão junto a jovens do Partido Moderador, em defesa da quadrilha da lava jato, para emparedar o STF no julgamento que dirá se a constituição é constitucional, o ex-famoso procurador barbicha, hoje lobista, moralista sem moral, marido  da gerente internacional do Banestado de Foz de Iguaçu, por onde sumiram R$ 600 bilhões pelas contas CC-5, no Governo FHC e nenhum protesto da esquerda contra o canalha.
Enquanto isso, JB estava domingo na Argentina acompanhando a derrota do neoliberalismo, como esteve, na outra ditadura, na posse de La Passionara, como constituinte na Espanha, logo após a derrota do fascista Franco.
A esquerda Sergipana vai perder o tempo da bola se não reconhecer o papel dele.
* Rômulo Rodrigues é militante político

* Rômulo Rodrigues

Semana passada teve o dia de passar o filme da vida como cidadão Sergipano, título recebido da Assembleia Legislativa, por indicação da Deputada Ana Lúcia, visto que, foi a semana da Sergipanidade.
Instado pelo desejo de resgatar a historia do ponto de vista de onde passaram grandes nomes da esquerda sergipana, fui ao Atheneu no dia seguinte à sua reinauguração e, logo na entrada dei de cara com um quadro pintado por Leonardo Alencar e presenteado a Jackson Barreto, quando da sua retumbante vitória para Prefeito de Aracaju em 15 de novembro de 1985 e, logo eu, coordenador de campanha de Marcelo Déda que foi o segundo colocado. Ambos ex-alunos daquele celeiro de grandes líderes.  
Ao lado do quadro na parede tem uma dedicatória de Jackson Barreto em que ele batiza a obra com o emblemático título de "Redemocratização"
Realmente, ali está o retrato colorido que premiou a primeira eleição para Prefeito de Aracaju após a ditadura Militar.
Passados 34 anos até parece que a história nos remete de volta àqueles tempos e novamente o mesmo personagem da primeira eleição para Prefeito, após ter sido eleito por duas vezes em Aracaju, para o cargo máximo, voltado às origens como Vereador em 1988, exercendo mandatos sucessivos de Deputado Federal, Vice-Governador e Governador do Estado, vai ter que, por exigência do passado e imposição do presente vestir a bata de líder do seu povo e chamar o feito à ordem.
Para muitos vai parecer exagerado ou coisa pior, mas me armo de coragem para dizer que, neste momento exagero mesmo e digo como disse Ênio quando o velho quinto máximo conquistou Tarento: "um homem dando tempo ao tempo, soube restabelecer nosso Governo. A todos os rumores, preferiu a salvação e a gloria desse herói resplandeceu assim ainda mais".  
Quinto Fábio Máximo Contactor (275 - 203 AC) foi cinco vezes cônsul e liderou uma política de contemporização na luta contra Cartago, por isso, o apelido de contactor, o contemporizador.
Claro que a fonte do meu aparente entusiasmo está em Cícero em "saber envelhecer" e é o que estou tentando e com justa razão.Quando por aqui cheguei e ainda era uma ditadura e foi ai que junto com grandes companheiros reconstruímos o movimento operário em torno do SINDIQUÍMICA, SINDIMINA e CUT.
Com o impulso do movimento Operário e Camponês liderado pelos Sindicatos dos Trabalhadores Rurais de Nossa Senhora da Gloria e Poço Redondo e a partir da campanha das Direitas-Já foi traçado e construído um novo perfil político em Sergipe.
De lá até os dias de hoje, dá para dizer sem medo de errar, que o Estado de Sergipe conheceu três lideres populares importantes, cada qual com seu perfil e compromissos, 1º João Alves Filho, 2º Jackson Barreto de Lima e 3º Marcelo Deda Chagas.
João Alves emergiu pelas mãos da ditadura no inicio da década de 1970 como Prefeito biônico de Aracaju e constituiu-se como a mais importante liderança da direita sergipana. Jackson Barreto começou sua carreira política também na mesma década e virou referência de ousadia e combate incessante à cruel ditadura militar de 1964 até 1985.
Marcelo Deda que emergiu junto com os gritos da liberdade estudantil despontando como liderança do Partido dos Trabalhadores, na campanha das Diretas-Já na emergente nova Classe Operaria Sergipana, chegando cedo, escrevendo um dos capítulos mais importante da nossa historia e partindo muito antes do combinado.
Naquela época de 80, nada passava em branco, como não passou a ovação a Paulo Maluf quando veio cabalar votos para ser presidente indireto do Brasil.
Os tempos já não são os mesmos, dirá alguém; semana passada esteve aqui, fazendo pressão junto a jovens do Partido Moderador, em defesa da quadrilha da lava jato, para emparedar o STF no julgamento que dirá se a constituição é constitucional, o ex-famoso procurador barbicha, hoje lobista, moralista sem moral, marido  da gerente internacional do Banestado de Foz de Iguaçu, por onde sumiram R$ 600 bilhões pelas contas CC-5, no Governo FHC e nenhum protesto da esquerda contra o canalha.
Enquanto isso, JB estava domingo na Argentina acompanhando a derrota do neoliberalismo, como esteve, na outra ditadura, na posse de La Passionara, como constituinte na Espanha, logo após a derrota do fascista Franco.
A esquerda Sergipana vai perder o tempo da bola se não reconhecer o papel dele.

* Rômulo Rodrigues é militante político