O fim dos lixões

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Publicada em 30/10/2019 às 21:12:00

 

Há pouco mais de cinco anos, as 
autoridades aboletadas na Se-
cretaria Estadual do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos juravam de pés juntos que, ao fim de 2018, não haveria mais nenhum lixão nos limites de Sergipe, em obediência ao Plano Estadual de Resíduos Sólidos. A meta era ambiciosa e acabou não sendo alcançada. Ontem, no entanto, o governador Belivaldo Chagas empenhou a própria palavra na inauguração de um novo tempo, a partir da erradicação dos lixões.
A promessa não foi feita apenas da boca pra fora. O projeto dos aterros sanitários que deverão atender à região do Baixo São Francisco, além do sul e centro sergipanos, já está pronto. Agora, com a colaboração do governo estadual, os municípios podem dar fim a um problema ambiental que se arrasta desde sempre.
Quanto antes, melhor. Depois de 20 anos de tramitação legislativa, o Brasil aprovou, em agosto de 2010, a lei 12.305 que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e estabeleceu, entre as metas imediatas mais urgentes, a extinção dos lixões até o final de 2014. As dificuldades inerentes à natureza colossal do desafio impediram a realização de tal propósito. O primeiro passo, no entanto, foi dado.
 Sergipe foi o quinto entre todos os estados brasileiros a concluir a redação do Plano Estadual de Resíduos Sólidos. O primeiro a elaborá-lo com recursos do Ministério do Meio Ambiente. A partir de então, com a criação de quatro Consórcios Públicos Intermunicipais de Saneamento Básico, esperava-se que os prefeitos colocassem mãos à obra, dando efeito prático à política de resíduos sólidos em seus respectivos municípios. Há sim esforços notáveis nesse sentido. Até o momento, no entanto, pouca coisa saiu do papel.
 Não bastasse a enormidade do desafio, Belivaldo ainda terá de lidar com a desconfiança da população. Segundo o Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil, elaborado pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), 6,7 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos tiveram destino impróprio no País em 2010. Lá se vão quase dez anos, mas nada sugere que o quadro hoje seja mais promissor, apesar do compromisso declarado de todas as autoridades competentes.

Há pouco mais de cinco anos, as  autoridades aboletadas na Se- cretaria Estadual do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos juravam de pés juntos que, ao fim de 2018, não haveria mais nenhum lixão nos limites de Sergipe, em obediência ao Plano Estadual de Resíduos Sólidos. A meta era ambiciosa e acabou não sendo alcançada. Ontem, no entanto, o governador Belivaldo Chagas empenhou a própria palavra na inauguração de um novo tempo, a partir da erradicação dos lixões.
A promessa não foi feita apenas da boca pra fora. O projeto dos aterros sanitários que deverão atender à região do Baixo São Francisco, além do sul e centro sergipanos, já está pronto. Agora, com a colaboração do governo estadual, os municípios podem dar fim a um problema ambiental que se arrasta desde sempre.
Quanto antes, melhor. Depois de 20 anos de tramitação legislativa, o Brasil aprovou, em agosto de 2010, a lei 12.305 que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e estabeleceu, entre as metas imediatas mais urgentes, a extinção dos lixões até o final de 2014. As dificuldades inerentes à natureza colossal do desafio impediram a realização de tal propósito. O primeiro passo, no entanto, foi dado.
 Sergipe foi o quinto entre todos os estados brasileiros a concluir a redação do Plano Estadual de Resíduos Sólidos. O primeiro a elaborá-lo com recursos do Ministério do Meio Ambiente. A partir de então, com a criação de quatro Consórcios Públicos Intermunicipais de Saneamento Básico, esperava-se que os prefeitos colocassem mãos à obra, dando efeito prático à política de resíduos sólidos em seus respectivos municípios. Há sim esforços notáveis nesse sentido. Até o momento, no entanto, pouca coisa saiu do papel.
 Não bastasse a enormidade do desafio, Belivaldo ainda terá de lidar com a desconfiança da população. Segundo o Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil, elaborado pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), 6,7 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos tiveram destino impróprio no País em 2010. Lá se vão quase dez anos, mas nada sugere que o quadro hoje seja mais promissor, apesar do compromisso declarado de todas as autoridades competentes.