Gabi Etinger em carne e osso

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto
Mulher, Gabi sempre teve lado
Mulher, Gabi sempre teve lado

Clique nas imagens para ampliar

Publicada em 30/10/2019 às 21:31:00

 

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br
Gabi é uma mulher 
de poucas palavras. 
Mas quando ela se debruça sobre a mesa de desenho, tudo o quanto há para ser dito ganha corpo, como num passe de mágica. Eu vejo a transformação acontecer todos os dias. Enquanto os outros berram como um Quixote sem juízo ante moinhos de vento, a artista pinta o diabo. Nas mãos de Gabi, não há argumento mais forte do que o traço.
Infelizmente, há poucos artistas como Gabi Etinger, uma ave rara na paisagem tacanha da aldeia. Não se trata aqui apenas dos incontáveis cartazes, projetos gráficos e editoriais, além de uma produção muito madura em artes visuais, já exposta em quase todas as galerias da cidade. Mas de uma liberdade criativa inata. Não lhe peçam para acrescentar uma só vírgula à histeria coletiva. Ao invés disso, Gabi trabalha.
Longe de permanecer indiferente aos embates políticos em curso aqui e agora, a artista maneja as ferramentas de seu ofício com uma consciência absoluta sobre o discurso pronunciado em cada peça parida em silêncio. Em lugar de agitar bandeiras e repetir palavras gastas, como toda a gente, ela se tranca no ateliê e de lá só sai com uma declaração de guerra assinada de próprio punho. Mulher, o seu trabalho prova, Gabi sempre teve lado.
Eu já estou até vendo: Amanhã, quando Gabi inaugurar a mostra 'No palco, em cena', na programação da Virada Cultural promovida pela Fundação Aperipê, os tolos só terão olhos para a beleza dos cartazes expostos no Parque dos Cajueiros, ancorados na produção em teatro e audiovisual dos sergipanos. Estes são cegos para tudo o que não é aparente. Mais do que o valor e a função do design gráfico, os trabalhos assim reunidos devem tudo a Gabi, em carne e osso - A mulher e suas circunstâncias. 

Gabi é uma mulher  de poucas palavras.  Mas quando ela se debruça sobre a mesa de desenho, tudo o quanto há para ser dito ganha corpo, como num passe de mágica. Eu vejo a transformação acontecer todos os dias. Enquanto os outros berram como um Quixote sem juízo ante moinhos de vento, a artista pinta o diabo. Nas mãos de Gabi, não há argumento mais forte do que o traço.
Infelizmente, há poucos artistas como Gabi Etinger, uma ave rara na paisagem tacanha da aldeia. Não se trata aqui apenas dos incontáveis cartazes, projetos gráficos e editoriais, além de uma produção muito madura em artes visuais, já exposta em quase todas as galerias da cidade. Mas de uma liberdade criativa inata. Não lhe peçam para acrescentar uma só vírgula à histeria coletiva. Ao invés disso, Gabi trabalha.
Longe de permanecer indiferente aos embates políticos em curso aqui e agora, a artista maneja as ferramentas de seu ofício com uma consciência absoluta sobre o discurso pronunciado em cada peça parida em silêncio. Em lugar de agitar bandeiras e repetir palavras gastas, como toda a gente, ela se tranca no ateliê e de lá só sai com uma declaração de guerra assinada de próprio punho. Mulher, o seu trabalho prova, Gabi sempre teve lado.
Eu já estou até vendo: Amanhã, quando Gabi inaugurar a mostra 'No palco, em cena', na programação da Virada Cultural promovida pela Fundação Aperipê, os tolos só terão olhos para a beleza dos cartazes expostos no Parque dos Cajueiros, ancorados na produção em teatro e audiovisual dos sergipanos. Estes são cegos para tudo o que não é aparente. Mais do que o valor e a função do design gráfico, os trabalhos assim reunidos devem tudo a Gabi, em carne e osso - A mulher e suas circunstâncias.