Servidores da Saúde programam nova paralisação

Geral

 

Milton Alves Júnior
Em assembleia geral realizada na manhã de ontem em Aracaju, ficou deliberado que os servidores ligados ao Sistema Único de Saúde (SUS), em Sergipe, estarão de braços cruzados por 24 horas no próximo dia 14. A medida, conforme destacado pela direção do Sindicato dos Trabalhadores na Área da Saúde do Estado de Sergipe (Sintasa), ocorre em virtude de o governador Belivaldo Chagas (PSD) não ter sinalizado perspectivas de atender ao pedido de reajuste salarial dos servidores. De acordo com a classe trabalhadora, há oito anos não ocorre reajuste e a defasagem acumulada neste período se aproxima da casa dos 60%. Uma greve unificada e por tempo indeterminado não está descartada.
Seguindo a mesma linha democrática adotada na última terça-feira, 29, quando servidores ocuparam a entrada principal do Palácio Governador Augusto Franco (Palácio dos Despachos), na zona Sul de Aracaju, o grupo enaltece que esse prejuízo financeiro denunciado pelas categorias atinge de forma direta mais de 16 mil famílias, sendo, ao menos, cinco mil formada por servidores que atualmente recebem vencimentos mensais abaixo do salário mínimo depois dos descontos no valor líquido. No dia 14, a promessa é de mobilização já no início da manhã novamente em frente ao prédio que abriga o gabinete do chefe do poder executivo estadual.
No que se refere ao pleito das categorias, o presidente do Sintasa, Augusto Couto, esclarece que ao longo dos últimos meses têm buscado dialogar com o governador Belivaldo Chagas. As reuniões, segundo o presidente sindical, costumam ocorrer com certa frequência, porém apenas com gestores indicados pelo próprio Governo do Estado, mas sem a presença do governador. "Ou seja, nada anda. Nenhum avanço foi conquistado até o momento e se estamos definindo mais uma paralisação é porque o limite de qualquer paciência já atingiu o ponto mais alto. Uma greve coletiva sem prazo para ser concluída não está descartada. A deliberação dela pode ocorrer mais cedo ou mais tarde. Isso só depende do Governo", declarou.
Em contraponto as reivindicações dos trabalhadores, o Governo de Sergipe informou por meio de nota oficial que respeita e compreende toda e qualquer reivindicação dos trabalhadores do serviço público estadual. No momento, o principal foco é continuar lutando para amenizar o impacto do déficit da previdência e buscar manter a regularidade do pagamento dos funcionários ativos e inativos com 70% sendo pagos dentro do mês e os demais até dia 12 do mês subsequente. Sobre a replica apresentada pelo Estado, Augusto Couto destacou que o fato de - unicamente - reconhecer a coerência das reivindicações trabalhistas não resulta soluções para atender ao objetivo final do impasse.
 "Certo, entendem o nosso lado, dizem respeitar a nossa luta e reconhecem a lisura do pleito, mas não atendem. A população precisa saber que o Governo simplesmente não reajusta o salário dos trabalhadores da saúde há oito anos e esse tipo de descaso não pode simplesmente ser deixado de lado. Centenas, milhares de famílias sofrendo com a inflação disparada enquanto os salários permanecem defasados. Dessa forma não tem paciência que suporte", declarou Augusto Couto que concluiu avisando: "queremos participar de uma audiência com Belivaldo Chagas. Durante todo esse tempo, em quase uma década, sequer tivemos a reposição da inflação."

Milton Alves Júnior

Em assembleia geral realizada na manhã de ontem em Aracaju, ficou deliberado que os servidores ligados ao Sistema Único de Saúde (SUS), em Sergipe, estarão de braços cruzados por 24 horas no próximo dia 14. A medida, conforme destacado pela direção do Sindicato dos Trabalhadores na Área da Saúde do Estado de Sergipe (Sintasa), ocorre em virtude de o governador Belivaldo Chagas (PSD) não ter sinalizado perspectivas de atender ao pedido de reajuste salarial dos servidores. De acordo com a classe trabalhadora, há oito anos não ocorre reajuste e a defasagem acumulada neste período se aproxima da casa dos 60%. Uma greve unificada e por tempo indeterminado não está descartada.
Seguindo a mesma linha democrática adotada na última terça-feira, 29, quando servidores ocuparam a entrada principal do Palácio Governador Augusto Franco (Palácio dos Despachos), na zona Sul de Aracaju, o grupo enaltece que esse prejuízo financeiro denunciado pelas categorias atinge de forma direta mais de 16 mil famílias, sendo, ao menos, cinco mil formada por servidores que atualmente recebem vencimentos mensais abaixo do salário mínimo depois dos descontos no valor líquido. No dia 14, a promessa é de mobilização já no início da manhã novamente em frente ao prédio que abriga o gabinete do chefe do poder executivo estadual.
No que se refere ao pleito das categorias, o presidente do Sintasa, Augusto Couto, esclarece que ao longo dos últimos meses têm buscado dialogar com o governador Belivaldo Chagas. As reuniões, segundo o presidente sindical, costumam ocorrer com certa frequência, porém apenas com gestores indicados pelo próprio Governo do Estado, mas sem a presença do governador. "Ou seja, nada anda. Nenhum avanço foi conquistado até o momento e se estamos definindo mais uma paralisação é porque o limite de qualquer paciência já atingiu o ponto mais alto. Uma greve coletiva sem prazo para ser concluída não está descartada. A deliberação dela pode ocorrer mais cedo ou mais tarde. Isso só depende do Governo", declarou.
Em contraponto as reivindicações dos trabalhadores, o Governo de Sergipe informou por meio de nota oficial que respeita e compreende toda e qualquer reivindicação dos trabalhadores do serviço público estadual. No momento, o principal foco é continuar lutando para amenizar o impacto do déficit da previdência e buscar manter a regularidade do pagamento dos funcionários ativos e inativos com 70% sendo pagos dentro do mês e os demais até dia 12 do mês subsequente. Sobre a replica apresentada pelo Estado, Augusto Couto destacou que o fato de - unicamente - reconhecer a coerência das reivindicações trabalhistas não resulta soluções para atender ao objetivo final do impasse.
 "Certo, entendem o nosso lado, dizem respeitar a nossa luta e reconhecem a lisura do pleito, mas não atendem. A população precisa saber que o Governo simplesmente não reajusta o salário dos trabalhadores da saúde há oito anos e esse tipo de descaso não pode simplesmente ser deixado de lado. Centenas, milhares de famílias sofrendo com a inflação disparada enquanto os salários permanecem defasados. Dessa forma não tem paciência que suporte", declarou Augusto Couto que concluiu avisando: "queremos participar de uma audiência com Belivaldo Chagas. Durante todo esse tempo, em quase uma década, sequer tivemos a reposição da inflação."


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