Família de fascistas

Rita Oliveira

 

Em 22 de outubro de 2018 o recém-eleito de
putado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-
SP), filho do então candidato à presidência Jair Bolsonaro, declarou que "para fechar o Supremo Tribunal Federal (STF) não manda nem um jipe, basta mandar um soldado e um cabo, sem desmerecer o soldado e o cabo". A frase foi proferida no âmbito de um curso para jovens candidatos a entrar na polícia federal, na cidade de Cascavel, no Paraná.
O povo brasileiro não deve ter levado a sério essas declarações de ameaça à democracia nem as do próprio Bolsonaro que sempre defendeu a ditadura e os torturadores. Tanto é que no 2º turno das eleições do ano passado, em  28 de  outubro, os brasileiros elegeram Bolsonaro presidente da República com 57,8 milhões de votos.
Ontem, um ano e seis dias depois das suas declarações sobre o fechamento do STF, Eduardo Bolsonaro, agora como líder do PSL na Câmara por intervenção do pai,  deu mais uma declaração esdrúxula e de total desrespeito à democracia e a Constituição Federal.  Afirmou que se a esquerda radicalizar pode vir aí "um novo AI-5" ou uma legislação aprovada por meio de um plebiscito. A declaração foi dada em entrevista à apresentadora Leda Nagle, publicada ontem no Youtube.
"Vai chegar um momento em que a situação vai ser igual a do final dos anos 60 no Brasil, quando sequestravam aeronaves, quando executavam-se e sequestravam-se grandes autoridades, cônsules, embaixadores, execução de policiais, de militares. Se a esquerda radicalizar a esse ponto, a gente via precisar ter uma resposta. E a resposta, ela pode ser via um novo AI-5, via uma legislação aprovada através de um plebiscito, como aconteceu na Itália. Alguma resposta vai ter que ser dada", falou o filho do Bozo.
Na entrevista, ele declarou ainda que toda a crise de manifestações na América Latina tem sido bancada por Cuba e pela Venezuela. "Seria muita ingenuidade se a gente achasse que isso daí não é arquitetado e tudo surgisse ao mesmo tempo", afirmou, enfatizando que Cuba "sempre foi um câncer aqui na região" e que acredita que essa onda de manifestações semelhantes à do Chile chegará ao Brasil.
Por conta da declaração do deputado Eduardo Bolsonaro sobre a volta do AI-5 a oposição na Câmara disse que vai pedir a sua cassação. O pedido de cassação será apresentado no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados e também no Supremo Tribunal Federal (STF).
O AI-5, editado em 1968, no período mais duro da ditadura militar brasileira, foi o principal mecanismo de restrição à liberdade de expressão. Significa o fechamento do Congresso e a perseguição de opositores, o que é um crime contra a Constituição e as instituições democráticas.
Por conta disso, os sergipanos, os brasileiros e o Congresso Nacional precisam reagir a essa apologia clara de golpe e cheiro de fascismo do Dudu, que tem forte influência sobre o papai Bozo.  

Em 22 de outubro de 2018 o recém-eleito de putado federal Eduardo Bolsonaro (PSL- SP), filho do então candidato à presidência Jair Bolsonaro, declarou que "para fechar o Supremo Tribunal Federal (STF) não manda nem um jipe, basta mandar um soldado e um cabo, sem desmerecer o soldado e o cabo". A frase foi proferida no âmbito de um curso para jovens candidatos a entrar na polícia federal, na cidade de Cascavel, no Paraná.
O povo brasileiro não deve ter levado a sério essas declarações de ameaça à democracia nem as do próprio Bolsonaro que sempre defendeu a ditadura e os torturadores. Tanto é que no 2º turno das eleições do ano passado, em  28 de  outubro, os brasileiros elegeram Bolsonaro presidente da República com 57,8 milhões de votos.
Ontem, um ano e seis dias depois das suas declarações sobre o fechamento do STF, Eduardo Bolsonaro, agora como líder do PSL na Câmara por intervenção do pai,  deu mais uma declaração esdrúxula e de total desrespeito à democracia e a Constituição Federal.  Afirmou que se a esquerda radicalizar pode vir aí "um novo AI-5" ou uma legislação aprovada por meio de um plebiscito. A declaração foi dada em entrevista à apresentadora Leda Nagle, publicada ontem no Youtube.
"Vai chegar um momento em que a situação vai ser igual a do final dos anos 60 no Brasil, quando sequestravam aeronaves, quando executavam-se e sequestravam-se grandes autoridades, cônsules, embaixadores, execução de policiais, de militares. Se a esquerda radicalizar a esse ponto, a gente via precisar ter uma resposta. E a resposta, ela pode ser via um novo AI-5, via uma legislação aprovada através de um plebiscito, como aconteceu na Itália. Alguma resposta vai ter que ser dada", falou o filho do Bozo.
Na entrevista, ele declarou ainda que toda a crise de manifestações na América Latina tem sido bancada por Cuba e pela Venezuela. "Seria muita ingenuidade se a gente achasse que isso daí não é arquitetado e tudo surgisse ao mesmo tempo", afirmou, enfatizando que Cuba "sempre foi um câncer aqui na região" e que acredita que essa onda de manifestações semelhantes à do Chile chegará ao Brasil.
Por conta da declaração do deputado Eduardo Bolsonaro sobre a volta do AI-5 a oposição na Câmara disse que vai pedir a sua cassação. O pedido de cassação será apresentado no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados e também no Supremo Tribunal Federal (STF).
O AI-5, editado em 1968, no período mais duro da ditadura militar brasileira, foi o principal mecanismo de restrição à liberdade de expressão. Significa o fechamento do Congresso e a perseguição de opositores, o que é um crime contra a Constituição e as instituições democráticas.
Por conta disso, os sergipanos, os brasileiros e o Congresso Nacional precisam reagir a essa apologia clara de golpe e cheiro de fascismo do Dudu, que tem forte influência sobre o papai Bozo.  

Parecer jurídico

"Qualquer tentativa de se implantar algo semelhante ao Ato Institucional número 5, como defe ndeu o líder do PSL na Câmara, Eduardo Bolsonaro (SP), é inconstitucional". A afirmação é do jurista Antonio Rodrigo Machado, que pede para que todas as instituições da sociedade civil reajam à declaração do filho do presidente Jair Bolsonaro, por entender que soa como uma "ameaça à democracia".

Repúdio 1

Do senador Rogério Carvalho (PT-SE) sobre as declarações de Eduardo Bolsonaro sobre a volta do AI-5: "Nos pronunciamos ontem [quarta-feira] na CCJ sobre as ameaças de intervenção militar. Diante da apatia dos membros da Comissão em relação à gravidade da situação, saímos do local em protesto. Hoje [ontem] Eduardo Bolsonaro dá nome ao golpe".

Repúdio 2

Disse Rogério: "O assunto é de extrema gravidade: a ameaça de um golpe militar, golpe de estado. A questão central é que ninguém pode por nenhum motivo colocar em risco a democracia ou ameaçar uma nação!".

Repúdio 3

Do ex-deputado federal João Fontes com relação às declarações de Eduardo Bolsonaro: "Bolsonaro [presidente] se saiu bem no episódio Marielle. O Bozo deixou a Globo na lona. Bolsonaro tirou o leite da vaca e deixou o balde cheio. O louco do Dudu do papai chutou o balde e derramou todo o leite. Esses filhos de Bolsonaro são completamente aloprados! Só Jesus na causa!!!".

Repúdio 4

O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) também repudiou se manifestou contrário as declarações do filho de Bolsonaro. "Não vamos admitir retrocessos", declarou.

Nota do Cidadania 1

O partido de Alessandro, inclusive, saiu nacionalmente ontem com nota pública de repúdio. Diz a nota: "O Cidadania vem a público repudiar com veemência a ignóbil declaração do deputado Eduardo Bolsonaro. Suscitar o Ato Institucional número 5 demonstra desprezo, desconhecimento e ignorância sobre o que é o Brasil do século 21. O abjeto AI-5 aprofundou a restrição das liberdades individuais, instaurou a censura prévia e cassou mandatos de deputados que não se curvaram ao governo de plantão. O país de hoje tem uma constituiç&ati lde;o cidadã, além de instituições em pleno funcionamento".

Nota do Cidadania 2

Finaliza a nota: "Ameaças como a do deputado federal Eduardo Bolsonaro partem de uma mente antidemocrática, incapaz de conviver com liberdade e democracia. Qualquer radicalização que, eventualmente, o país vier a sofrer, não haverá outro remédio que não o uso da Constituição de 1988 para saná-la. O próprio presidente da República que está aí é fruto da consolidada democracia brasileira. Foi eleito pelo voto direto e livre. E por último, é preciso avisar aos admiradores de regimes ditatoriais que em solo brasileiro não encontrarão ressonância de suas estapafúrdias pregações, pois estão submetidos ao guarda-chuva da Carta M agna que reúne pilares da nossa democracia".

Nota do prefeito 1

O prefeito Edvaldo Nogueira (PCdoB) também saiu com nota em repúdio a Eduardo Bolsonaro. "A manifestação do parlamentar é uma afronta à democracia, é crime previsto na Lei de Segurança Nacional e uma afronta à Constituição do nosso país, de modo que deve ser condenada e combatida. Durante a vigência do AI-5, o Congresso Nacional e as assembleias legislativas estaduais foram fechadas, a censura prévia às artes e à imprensa foi instituída, juízes foram sumariamente destituídos em estados e municípios, mandatos de governadores e prefeitos foram cassados e muitos dos que discordavam do regime foram torturados e assassinados".

Nota do prefeito 2

Prossegue Edvaldo: "Como cidadão brasileiro e prefeito de Aracaju, eu reafirmo a minha mais clara defesa do Estado Democrático de Direito, da justiça social, do exercício da imprensa livre, da liberdade de expressão, do pleno funcionamento das instituições públicas e a proteção aos direitos fundamentais do cidadão e da soberania popular. Na condição de vice-presidente nacional da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), subscrevo nota oficial da entidade q ue defende como indispensável que a Comissão de Ética da Câmara dos Deputados tome urgentemente as providências cabíveis e necessárias para defender a democracia brasileira".

Nota de Alcolumbre 1

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, classificou de  "absurda", "retrocesso" e "afronta inadmissível" a declaração do filho do presidente da República. Também em nota destacou que, como presidente do Senado e do Congresso Nacional, honra a Constituição e respeita a harmonia entre os Poderes da República, "alicerce da democracia, que é intocável sob o ponto de vista civilizatório".

Nota de Alcolumbre 2

Na nota, Davi lamentou que o deputado, um agente político, eleito com o voto popular, faça insinuações contra "a ferramenta que lhe outorgou o próprio mandato". Ressaltou: "Mais do que isso: é um absurdo ver um agente político, fruto do sistema democrático, fazer qualquer tipo de incitação antidemocrática. E é inadmissível essa afronta à Constituição". A nota foi concluída com um chamado para o respeito à democracia.

Itabaiana

A sucessão municipal em Itabaiana começa a se delinear. O prefeito Valmir de Francisquinho (PR) praticamente já descartou apoio ao ex-senador Eduardo Amorim (PSDB) e deve apoiar seu secretário de Administração, Adailton Sousa.  A outra liderança do município, o presidente da Assembleia, Luciano Bispo (MDB), tem três nomes para a disputa, devendo escolher o que mais agregar e tiver melhor avaliado nas pesquisas. O candidato será um desses três: os empresários Edson Passos e Ricardo Barbosa, e Conceição Filha de Arrojado.  

Riachão

Na manhã de ontem a Prefeitura Municipal de Riachão do Dantas reuniu a imprensa, vereadores e membros da sociedade visando apresentar o relatório de transição relacionado à gestão municipal. Na ocasião, foi apresentado o relatório da transição com os saldos a pagar junto aos fornecedores que prestaram serviço ao município, no período de 01 de janeiro a 19 de setembro de 2019. Para a prefeita Simone Andrade (PCdoB), a apresentação é para mostrar à sociedade a realidade dos dados e para, de forma transparente, prestar contas como fora recebida a gestão municipal e como foram administrados os recursos públicos de Riachão do Dantas pelos gestores que a antecederam.

Veja essa ...

Do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), sobre a volta do AI-5: "O Brasil é uma democracia. Manifestações como a do senhor Eduardo Bolsonaro são repugnantes, do ponto de vista democrático, e têm de ser repelidas como toda a indignação possível pelas instituições brasileiras. A apologia reiterada a instrumentos da ditadura é passível de punição pelas ferramentas que detêm as instituições democráticas brasileiras. Ninguém está imune a isso. O Brasil jamais regressará aos anos de chumbo".

Curtas

No próximo dia 7 de novembro ocorrerá o lançamento da Frente Parlamentar em Defesa dos Micros e Pequenos Empreendedores, de iniciativa da deputada Diná Almeida (Podemos). Será às 11h, na Sala de Comissões da Assembleia Legislativa.

O deputado estadual Georgeo Passos (Cidadania) não anda satisfeito com os engavetamentos de projetos protocolados dele e outros colegas parlamentar desde o mandato anterior. Em razão disso resolveu lançar a campanha "Os Engavetados".

O deputado estadual Zezinho Sobral (Pode) recebeu ontem membros do Núcleo de Desenvolvimento Econômico e Social de Sergipe (NDES) para tratar sobre a elaboração do Plano de Zoneamento Costeiro, Econômico e Ecológico do estado. Trata-se da preparação do indicativo legal normativo que regulamenta a utilização de todo o espaço litorâneo.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, disse ontem, em São Paulo, que decidirá até a próxima segunda-feira com relação a instalação de uma CPI sobre o vazamento de óleo no Nordeste. O autor do pedido é o deputado João H. Campos (PSB-PE).

 


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