Os números da crise

Opinião

 

O tempo passa e o desem
prego não arrefece. Segun
do levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o trabalho informal por conta própria, sem carteira assinada, ainda é o único recurso à disposição de muita gente.
Entre agosto e setembro, 100 mil vagas foram abertas no mercado de trabalho brasileiro. Quase nada, se comparado ao contingente represado de oportunidades, responsável por 12,5 milhões de desempregados. O dado é preocupante, sobretudo quando se constata que a maior parte dos postos criados não passam de uma tábua de salvação, não oferecem nenhuma garantia, mostram a face perversa do empresariado.
No Brasil em crise, só a precariedade prospera. Já há quase 39 milhões de trabalhadores informais suando a camisa como podem para botar comida na mesa, gente que abriu mão de qualquer direito para não morrer de fome.
Aparentemente, ainda não há perspectiva de melhora no horizonte. A taxa de subutilização, por exemplo, ficou em 24% no trimestre encerrado em setembro, um recuo de 0,3 ponto percentual em relação a agosto, mas estatisticamente estável frente ao mesmo período de 2018. Isso significa que ainda falta trabalho para 27,5 milhões de brasileiros - 1 milhão a menos que três meses atrás, mas 300 mil pessoas a mais que há um ano.
Não admira, portanto, que tantos tenham entregado os pontos. A face mais perversa da crise pode ser reconhecida na feição desesperada de quase 5 milhões de trabalhadores desalentados.

O tempo passa e o desem prego não arrefece. Segun do levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o trabalho informal por conta própria, sem carteira assinada, ainda é o único recurso à disposição de muita gente.
Entre agosto e setembro, 100 mil vagas foram abertas no mercado de trabalho brasileiro. Quase nada, se comparado ao contingente represado de oportunidades, responsável por 12,5 milhões de desempregados. O dado é preocupante, sobretudo quando se constata que a maior parte dos postos criados não passam de uma tábua de salvação, não oferecem nenhuma garantia, mostram a face perversa do empresariado.
No Brasil em crise, só a precariedade prospera. Já há quase 39 milhões de trabalhadores informais suando a camisa como podem para botar comida na mesa, gente que abriu mão de qualquer direito para não morrer de fome.
Aparentemente, ainda não há perspectiva de melhora no horizonte. A taxa de subutilização, por exemplo, ficou em 24% no trimestre encerrado em setembro, um recuo de 0,3 ponto percentual em relação a agosto, mas estatisticamente estável frente ao mesmo período de 2018. Isso significa que ainda falta trabalho para 27,5 milhões de brasileiros - 1 milhão a menos que três meses atrás, mas 300 mil pessoas a mais que há um ano.
Não admira, portanto, que tantos tenham entregado os pontos. A face mais perversa da crise pode ser reconhecida na feição desesperada de quase 5 milhões de trabalhadores desalentados.

 


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