Empresa grega é suspeita do vazamento de óleo, diz Polícia Federal

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ONTEM, A ADEMA CONSTATOU O REAPARECIMENTO DE ÓLEO NAS PRAIAS DE ARACAJU E DO LITORAL SUL DO ESTADO; ÁREAS JÁ ESTAVAM LIMPAS
ONTEM, A ADEMA CONSTATOU O REAPARECIMENTO DE ÓLEO NAS PRAIAS DE ARACAJU E DO LITORAL SUL DO ESTADO; ÁREAS JÁ ESTAVAM LIMPAS

Novas manchas de óleo foram encontradas na sexta-feira em praias sergipanas
Novas manchas de óleo foram encontradas na sexta-feira em praias sergipanas

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Publicada em 01/11/2019 às 21:43:00

 

Em posse de ordem ju-
dicial expedida pela 
14ª Vara Federal Criminal de Natal (RN), agentes da Polícia Federal realizaram na manhã de ontem um serviço de busca e apreensão contra uma empresa proprietária de navios os quais apresentam uma bandeira da Grécia. Sobre o motivo de este grupo ter entrado no radar das investigações, em nota a corporação federal declarou que o navio em análise atracou na Venezuela em 15 de julho, permaneceu por três dias, e seguiu rumo a Singapura, pelo oceano Atlântico, vindo a aportar apenas na África do Sul. Dados em análise pelo Ministério do Meio Ambiente e pela própria Polícia Federal indicam que o derramamento investigado teria ocorrido justamente nesse deslocamento.
Ainda de acordo com as investigações federais apresentadas com mais detalhes no final da manhã de ontem, a mancha inicial de petróleo cru em águas internacionais foi localizada a aproximadamente 700 km da costa brasileira em sentido leste, com extensão ainda não calculada. Os primeiros registros ocorreram há exatos dois meses em praias dos estados de Pernambuco e Paraíba. No estado de Sergipe as manchas começaram a surgir no dia 23 de setembro, na região Norte, nas proximidades dos municípios de Pirambu e Barra dos Coqueiros. Ao todo, a diretoria da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) contabiliza mais de mil toneladas de óleo removida das praias.
Cálculos oceanográficos indicam que esse derramamento pode ter ocorrido entre os dias 28 e 29 de julho, e, fica impossível pontuar quando essas camadas de petróleo cru deixarão de chegar à costa nordestina. Diante deste desastre ambiental - considerado por especialistas de todos os nove estados atingidos como o mais agressivo da história - todo o serviço de pesca e catado de crustáceos está suspenso conforme determinação publicada no Diário Oficial da União (DOU). A instrução normativa proibindo a atividade trabalhista em alto mar teve início na madrugada desta sexta-feira, 1º de novembro, e segue até o dia 31 de dezembro. A medida foi adotada pelo Governo Federal, por intermédio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
Situação das praias - Na tarde de ontem o JORNAL DO DIA voltou a entrar em contato com a direção da Administração Estadual do Meio Ambiente a fim de atualizar a situação da balneabilidade das 17 praias sergipanas, com exclusividade às geograficamente situadas em território aracajuano. Em respeito a uma ordem judicial, o órgão estadual informou que está proibido de falar sobre o assunto. Ainda de acordo com o Governo do Estado, a partir do momento em que o poder judiciário voltar a conceder a devida permissão, os técnicos e gestores da Adema estarão novamente à disposição dos veículos de comunicação para eventuais novos esclarecimentos.
Investigações - Os trabalhos operacionais de análise em busca dos responsáveis pelo cenário de destruição tiveram início ainda em meados de setembro deste ano e ocorreram em ação integrada com a Marinha do Brasil, o Ministério Público Federal, o IBAMA - Instituto Brasileiro de Meio Ambiente, Agência Nacional do Petróleo, a Universidade Federal da Bahia, Universidade de Brasília e Universidade Estadual do Ceará, bem como contaram com o apoio espontâneo de empresa privada do ramo de geointeligência. 
Ontem, diversas praias sergipanas voltaram a aparecer manchadas de óleo.

Em posse de ordem ju- dicial expedida pela  14ª Vara Federal Criminal de Natal (RN), agentes da Polícia Federal realizaram na manhã de ontem um serviço de busca e apreensão contra uma empresa proprietária de navios os quais apresentam uma bandeira da Grécia. Sobre o motivo de este grupo ter entrado no radar das investigações, em nota a corporação federal declarou que o navio em análise atracou na Venezuela em 15 de julho, permaneceu por três dias, e seguiu rumo a Singapura, pelo oceano Atlântico, vindo a aportar apenas na África do Sul. Dados em análise pelo Ministério do Meio Ambiente e pela própria Polícia Federal indicam que o derramamento investigado teria ocorrido justamente nesse deslocamento.
Ainda de acordo com as investigações federais apresentadas com mais detalhes no final da manhã de ontem, a mancha inicial de petróleo cru em águas internacionais foi localizada a aproximadamente 700 km da costa brasileira em sentido leste, com extensão ainda não calculada. Os primeiros registros ocorreram há exatos dois meses em praias dos estados de Pernambuco e Paraíba. No estado de Sergipe as manchas começaram a surgir no dia 23 de setembro, na região Norte, nas proximidades dos municípios de Pirambu e Barra dos Coqueiros. Ao todo, a diretoria da Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) contabiliza mais de mil toneladas de óleo removida das praias.
Cálculos oceanográficos indicam que esse derramamento pode ter ocorrido entre os dias 28 e 29 de julho, e, fica impossível pontuar quando essas camadas de petróleo cru deixarão de chegar à costa nordestina. Diante deste desastre ambiental - considerado por especialistas de todos os nove estados atingidos como o mais agressivo da história - todo o serviço de pesca e catado de crustáceos está suspenso conforme determinação publicada no Diário Oficial da União (DOU). A instrução normativa proibindo a atividade trabalhista em alto mar teve início na madrugada desta sexta-feira, 1º de novembro, e segue até o dia 31 de dezembro. A medida foi adotada pelo Governo Federal, por intermédio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Situação das praias - Na tarde de ontem o JORNAL DO DIA voltou a entrar em contato com a direção da Administração Estadual do Meio Ambiente a fim de atualizar a situação da balneabilidade das 17 praias sergipanas, com exclusividade às geograficamente situadas em território aracajuano. Em respeito a uma ordem judicial, o órgão estadual informou que está proibido de falar sobre o assunto. Ainda de acordo com o Governo do Estado, a partir do momento em que o poder judiciário voltar a conceder a devida permissão, os técnicos e gestores da Adema estarão novamente à disposição dos veículos de comunicação para eventuais novos esclarecimentos.

Investigações - Os trabalhos operacionais de análise em busca dos responsáveis pelo cenário de destruição tiveram início ainda em meados de setembro deste ano e ocorreram em ação integrada com a Marinha do Brasil, o Ministério Público Federal, o IBAMA - Instituto Brasileiro de Meio Ambiente, Agência Nacional do Petróleo, a Universidade Federal da Bahia, Universidade de Brasília e Universidade Estadual do Ceará, bem como contaram com o apoio espontâneo de empresa privada do ramo de geointeligência. Ontem, diversas praias sergipanas voltaram a aparecer manchadas de óleo.