É urgente a retomada de um projeto popular para o país

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Publicada em 01/11/2019 às 21:51:00

 

* Ronildo Almeida
Nesta estrutura social é sempre necessário ressaltar a importância dos trabalhadores para fazer a roda girar. Nós somos a sustentação na geração de riquezas. É o nosso trabalho que movimenta a economia do país. Não há verdade na narrativa do empresariado e das classes dominantes de que não representamos nada para o crescimento econômico.
Com essa "verdade" que nos tentam impor diariamente, mantêm-se a retirada de direitos, as humilhações, a escravidão moderna. Ignoram lei e negociações coletivas, através de seus representantes políticos que nada têm a ver com a classe trabalhadora - são verdadeiros profissionais da enrolação.
Foram anos de lutas travadas, batalhas e enfrentamentos nos quais diversos companheiros sentiram na pele - muitos chegaram a perder a vida - as ações de intimidação e de repressão para tentar barrar a organização dos trabalhadores e concretizar vitórias.
Foi através de muita luta que conquistamos avanços, como jornada de trabalho, valor da hora trabalhada, férias, 13º salário e a tão sonhada aposentadoria - direitos que dão um pouco mais de dignidade à classe trabalhadora e estão sendo retirados a cada dia.  
Precisamos voltar a construir políticas públicas que tragam respeito e dignidade para todos. Nós, comerciários e comerciárias, estamos à frente da economia deste país, somos importantes e merecedores de uma vida com dignidade. E não há outro caminho para conquistarmos avanços a não ser a organização dos trabalhadores e da parcela menos favorecida da população.
É necessário que a discussão seja pautada também pelo entendimento de que temos que ter representantes no Executivo e no Legislativo - vereadores, deputados estaduais, prefeitos, governadores, presidente - que tenham a nossa cara.  E, acima de tudo, é fundamental a mobilização da classe trabalhadora.
Hoje, só nos restam duas opções: deixar-nos levar por falsos representantes e amargar a retirada de direitos e conquistas, como estamos vivenciando agora com a terceirização, a reforma trabalhista, a reforma da Previdência, a Lei da Liberdade Econômica. Ou caminharmos juntos num diálogo permanente com o sindicato e as organizações sociais para construirmos a resistência e as lutas políticas.
O que temos observados recentemente nos países vizinhos é a prova disso. Com mobilização, o povo está barrando o neoliberalismo e sua política de destruição.
No Brasil, é triste e preocupante a força do retrocesso, da exploração deste Governo Federal, que tira milhões de brasileiros e de brasileiras da possibilidade de uma vida digna. Não podemos ficar alheios a todo esse desmonte.
É fundamental que nós, trabalhadores e trabalhadoras, estejamos na condução do processo por mudanças sociais inclusivas, nas discussões e nas lutas por respeito e por uma vida digna.
É preciso que o Brasil tenha sensibilidade e os representantes do povo reativem as políticas públicas que atendem as camadas carentes. É preciso que os direitos e as conquistas dos trabalhadores sejam respeitados. É preciso, com urgência, a retomada de um projeto popular, inclusivo e participativo para o país.
* Ronildo Almeida é presidente da Federação dos Empregados no Comércio e Serviços de Sergipe - Fecomse - e da União Geral dos Trabalhadores em Sergipe - UGT/SE.

* Ronildo Almeida

Nesta estrutura social é sempre necessário ressaltar a importância dos trabalhadores para fazer a roda girar. Nós somos a sustentação na geração de riquezas. É o nosso trabalho que movimenta a economia do país. Não há verdade na narrativa do empresariado e das classes dominantes de que não representamos nada para o crescimento econômico.
Com essa "verdade" que nos tentam impor diariamente, mantêm-se a retirada de direitos, as humilhações, a escravidão moderna. Ignoram lei e negociações coletivas, através de seus representantes políticos que nada têm a ver com a classe trabalhadora - são verdadeiros profissionais da enrolação.
Foram anos de lutas travadas, batalhas e enfrentamentos nos quais diversos companheiros sentiram na pele - muitos chegaram a perder a vida - as ações de intimidação e de repressão para tentar barrar a organização dos trabalhadores e concretizar vitórias.
Foi através de muita luta que conquistamos avanços, como jornada de trabalho, valor da hora trabalhada, férias, 13º salário e a tão sonhada aposentadoria - direitos que dão um pouco mais de dignidade à classe trabalhadora e estão sendo retirados a cada dia.  
Precisamos voltar a construir políticas públicas que tragam respeito e dignidade para todos. Nós, comerciários e comerciárias, estamos à frente da economia deste país, somos importantes e merecedores de uma vida com dignidade. E não há outro caminho para conquistarmos avanços a não ser a organização dos trabalhadores e da parcela menos favorecida da população.
É necessário que a discussão seja pautada também pelo entendimento de que temos que ter representantes no Executivo e no Legislativo - vereadores, deputados estaduais, prefeitos, governadores, presidente - que tenham a nossa cara.  E, acima de tudo, é fundamental a mobilização da classe trabalhadora.
Hoje, só nos restam duas opções: deixar-nos levar por falsos representantes e amargar a retirada de direitos e conquistas, como estamos vivenciando agora com a terceirização, a reforma trabalhista, a reforma da Previdência, a Lei da Liberdade Econômica. Ou caminharmos juntos num diálogo permanente com o sindicato e as organizações sociais para construirmos a resistência e as lutas políticas.
O que temos observados recentemente nos países vizinhos é a prova disso. Com mobilização, o povo está barrando o neoliberalismo e sua política de destruição.
No Brasil, é triste e preocupante a força do retrocesso, da exploração deste Governo Federal, que tira milhões de brasileiros e de brasileiras da possibilidade de uma vida digna. Não podemos ficar alheios a todo esse desmonte.
É fundamental que nós, trabalhadores e trabalhadoras, estejamos na condução do processo por mudanças sociais inclusivas, nas discussões e nas lutas por respeito e por uma vida digna.
É preciso que o Brasil tenha sensibilidade e os representantes do povo reativem as políticas públicas que atendem as camadas carentes. É preciso que os direitos e as conquistas dos trabalhadores sejam respeitados. É preciso, com urgência, a retomada de um projeto popular, inclusivo e participativo para o país.

* Ronildo Almeida é presidente da Federação dos Empregados no Comércio e Serviços de Sergipe - Fecomse - e da União Geral dos Trabalhadores em Sergipe - UGT/SE.