Sobe para nove municípios em emergência pela seca

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Milton Alves Júnior
Subiu para nove o núme-
ro de municípios sergi-
panos que decretaram estado de emergência em virtude da longa estiagem que atinge, sobretudo, a região do Alto Sertão. Com seis registros oficiais, nessa lista constam as cidades de: Nossa Senhora da Glória, Porto da Folha, Monte Alegre, Gararu, Poço Redondo e Canindé de São Francisco. O grupo administrativo que reivindica intervenção social por parte do Governo Federal e Estadual apresenta ainda os municípios de Tobias Barreto e Poço Verde, no Centro Sul; e, Frei Paulo, na região Agreste Central. Estudos realizados pela Federação da Agricultura e Pecuária de Sergipe (FAESE) indicam que entre janeiro de 2018 e março desse ano a falta de chuva atingiu todas as regiões.
Ainda de acordo com o grupo de estudos foi percebido que nesse período não houve, sequer, o registro das tradicionais chuvas de verão. Um problema que pode voltar a ampliar ainda mais o número de cidades sergipanas com o mesmo cenário de devastação em virtude da aproximação do Verão, previsto para começar no Brasil no dia 22 de dezembro. A Defesa Civil Estadual - responsável por coordenar esse serviço - informou neste mês de novembro ao JORNAL DO DIA que, temporada passada, ao menos 28 municípios declararam situação de emergência e pleitearam ajuda por parte dos poderes executivos. Até o início da próxima semana o município de Pinhão também pode protocolar decreto de emergência.
"Acontece que mesmo nesse período de final da Primavera já começamos a registrar aumento desses pedidos de ajuda. Em breve podemos já a incluir o município de Pinhão, e essa é a tendência; aumentar essa estatística negativa, infelizmente. Por se tratar de uma situação difícil já deparada antes em nosso estado, estamos prontos para buscar ajudar essas cidades e diminuir os transtornos causados pela falta de chuva", declarou o gerente técnico da Defesa Civil Estadual, Edivaldo Santos. Até o momento essa estiagem está atingindo cerca de 100 mil famílias. Em abril desse ano, quando o maior pico de seca atingiu Sergipe, o número de famílias pleiteando o apoio do Estado alcançou a casa dos 400 mil.
Além da Defesa Civil, o Exército Brasileiro também está sendo acionado para ampliar os pontos de fornecimento de água por meio de caminhões pipa. No que se refere aos documentos necessários para protocolar o apoio governamental, Edivaldo Santos recomendou que as administrações municipais estejam atentas às recomendações necessárias. "O município tem a autonomia de fazer o decreto, eles encaminham toda a documentação para a Defesa Civil e aqui nós analisamos e fazemos a solicitação de homologação estadual. Na sequência enviamos para a Secretaria Nacional da Defesa Civil, onde é feita toda a análise e, estando dentro dos parâmetros, sai o reconhecimento federal da situação de emergência. É preciso se atentar à cronologia dessas informações", relatou.
A fim de minimizar os riscos de suspensão do apoio operacional, a Defesa Civil esclarece ainda que é de fundamental importância que os gestores dos municípios com situação de emergência já declarada também fiquem atentos aos prazos para renovação. "Os municípios têm nos procurado, e nós solicitamos que os gestores se atentem aos prazos. Dessa forma será possível manter toda a assistência possível até que a situação climática seja normalizada", reforçou Edivaldo Santos. A Defesa Civil enaltece que, paralelo à ação dos caminhões pipa, a assistência governamental prevê o fornecimento de material forrageiro e de cestas básicas e a liberação de saque do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) nas localidades mais afetadas pela estiagem.

Milton Alves Júnior

Subiu para nove o núme- ro de municípios sergi- panos que decretaram estado de emergência em virtude da longa estiagem que atinge, sobretudo, a região do Alto Sertão. Com seis registros oficiais, nessa lista constam as cidades de: Nossa Senhora da Glória, Porto da Folha, Monte Alegre, Gararu, Poço Redondo e Canindé de São Francisco. O grupo administrativo que reivindica intervenção social por parte do Governo Federal e Estadual apresenta ainda os municípios de Tobias Barreto e Poço Verde, no Centro Sul; e, Frei Paulo, na região Agreste Central. Estudos realizados pela Federação da Agricultura e Pecuária de Sergipe (FAESE) indicam que entre janeiro de 2018 e março desse ano a falta de chuva atingiu todas as regiões.
Ainda de acordo com o grupo de estudos foi percebido que nesse período não houve, sequer, o registro das tradicionais chuvas de verão. Um problema que pode voltar a ampliar ainda mais o número de cidades sergipanas com o mesmo cenário de devastação em virtude da aproximação do Verão, previsto para começar no Brasil no dia 22 de dezembro. A Defesa Civil Estadual - responsável por coordenar esse serviço - informou neste mês de novembro ao JORNAL DO DIA que, temporada passada, ao menos 28 municípios declararam situação de emergência e pleitearam ajuda por parte dos poderes executivos. Até o início da próxima semana o município de Pinhão também pode protocolar decreto de emergência.
"Acontece que mesmo nesse período de final da Primavera já começamos a registrar aumento desses pedidos de ajuda. Em breve podemos já a incluir o município de Pinhão, e essa é a tendência; aumentar essa estatística negativa, infelizmente. Por se tratar de uma situação difícil já deparada antes em nosso estado, estamos prontos para buscar ajudar essas cidades e diminuir os transtornos causados pela falta de chuva", declarou o gerente técnico da Defesa Civil Estadual, Edivaldo Santos. Até o momento essa estiagem está atingindo cerca de 100 mil famílias. Em abril desse ano, quando o maior pico de seca atingiu Sergipe, o número de famílias pleiteando o apoio do Estado alcançou a casa dos 400 mil.
Além da Defesa Civil, o Exército Brasileiro também está sendo acionado para ampliar os pontos de fornecimento de água por meio de caminhões pipa. No que se refere aos documentos necessários para protocolar o apoio governamental, Edivaldo Santos recomendou que as administrações municipais estejam atentas às recomendações necessárias. "O município tem a autonomia de fazer o decreto, eles encaminham toda a documentação para a Defesa Civil e aqui nós analisamos e fazemos a solicitação de homologação estadual. Na sequência enviamos para a Secretaria Nacional da Defesa Civil, onde é feita toda a análise e, estando dentro dos parâmetros, sai o reconhecimento federal da situação de emergência. É preciso se atentar à cronologia dessas informações", relatou.
A fim de minimizar os riscos de suspensão do apoio operacional, a Defesa Civil esclarece ainda que é de fundamental importância que os gestores dos municípios com situação de emergência já declarada também fiquem atentos aos prazos para renovação. "Os municípios têm nos procurado, e nós solicitamos que os gestores se atentem aos prazos. Dessa forma será possível manter toda a assistência possível até que a situação climática seja normalizada", reforçou Edivaldo Santos. A Defesa Civil enaltece que, paralelo à ação dos caminhões pipa, a assistência governamental prevê o fornecimento de material forrageiro e de cestas básicas e a liberação de saque do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) nas localidades mais afetadas pela estiagem.

 


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