Um elogio ao insulto

Geral


  • Não gostou? Muda o disco!

 

Rian Santos
riancalangodoido@yahoo.com.br
Cheio de blá, blá, blá, 
tenho evitado bater 
boca com gente careta. Dependesse de mim, ninguém tomaria conhecimento das reações provocadas pelo Jesus Cristo gay do programa Porta dos Fundos. A gritaria dos cristãos, no entanto, mais uma camisa comercializada por uma grande rede varejista no Canadá, obrigam-me a contrariar o voto de silêncio na forma de um elogio apaixonado ao insulto.
Eu sou devoto da heresia. O viado no armário interpretado por Gregório Duvivier, tentado por um Fabio Porchat virado no diabo, me presenteou com a gaitada mais satisfeita do ano. A camisa do Walmart, com um Papai Noel pronto para correr três carreiras na ponta da venta trincada, nada faz além de desejar uma festa com muita neve para os mais afoitos. "Let it snow". Ninguém precisa achar graça, nem vestir a carapuça. Eu me papoco, às gargalhadas.
Para o inferno com a religião, os mitos de uns e outros. Fé é questão de foro íntimo. A liberdade de expressão, por outro lado, é condição fundamental para o exercício pleno dos direitos individuais. Talvez por isso, nunca deixou de ser atacada. De outro modo, a bomba que mandou a redação da revista Charlie Hebdo pelos ares, anos atrás, jamais teria sido detonada. 
Neste particular, umbandistas, católicos, evangélicos neopentecostais e mulçumanos rezam pela mesma cartilha, tendem a reagir da mesma forma, consideram a galhofa intolerável, um pecado imperdoável.
Sagrado, para mim, só há a música de Johan Sebastian Bach. Deus, Papai Noel, o santo sudário e as árvores de Natal, ao contrário, não passam de personagens e elementos de histórias forjadas com propósitos pedagógicos, a fim de impressionar os espíritos mais delicados. 
Cada cabeça, um mundo. Para mim, Bach é divino, maravilhoso. Há interpretações das Sonatas para Cello que ferem os meus ouvidos. Mas nada me impede de mudar o disco.

Cheio de blá, blá, blá,  tenho evitado bater  boca com gente careta. Dependesse de mim, ninguém tomaria conhecimento das reações provocadas pelo Jesus Cristo gay do programa Porta dos Fundos. A gritaria dos cristãos, no entanto, mais uma camisa comercializada por uma grande rede varejista no Canadá, obrigam-me a contrariar o voto de silêncio na forma de um elogio apaixonado ao insulto.
Eu sou devoto da heresia. O viado no armário interpretado por Gregório Duvivier, tentado por um Fabio Porchat virado no diabo, me presenteou com a gaitada mais satisfeita do ano. A camisa do Walmart, com um Papai Noel pronto para correr três carreiras na ponta da venta trincada, nada faz além de desejar uma festa com muita neve para os mais afoitos. "Let it snow". Ninguém precisa achar graça, nem vestir a carapuça. Eu me papoco, às gargalhadas.
Para o inferno com a religião, os mitos de uns e outros. Fé é questão de foro íntimo. A liberdade de expressão, por outro lado, é condição fundamental para o exercício pleno dos direitos individuais. Talvez por isso, nunca deixou de ser atacada. De outro modo, a bomba que mandou a redação da revista Charlie Hebdo pelos ares, anos atrás, jamais teria sido detonada. 
Neste particular, umbandistas, católicos, evangélicos neopentecostais e mulçumanos rezam pela mesma cartilha, tendem a reagir da mesma forma, consideram a galhofa intolerável, um pecado imperdoável.
Sagrado, para mim, só há a música de Johan Sebastian Bach. Deus, Papai Noel, o santo sudário e as árvores de Natal, ao contrário, não passam de personagens e elementos de histórias forjadas com propósitos pedagógicos, a fim de impressionar os espíritos mais delicados. 
Cada cabeça, um mundo. Para mim, Bach é divino, maravilhoso. Há interpretações das Sonatas para Cello que ferem os meus ouvidos. Mas nada me impede de mudar o disco.

 


COMPARTILHAR NAS REDES SOCIAIS