O QUE SE FOI E O QUE VIRÁ

Rômulo Rodrigues

 

* Rômulo Rodrigues
Certo que o ano de 2019 começou com a expectativa que um governante eleito sem um programa de governo, sem ter participado de um único debate que apontasse seu rumo, trepado em cima de um paiol de mentiras, disparado por um exército de atiradores mercenários, chegasse ao fim do primeiro ano de mandato com um enorme acúmulo de desastres na economia, no desenvolvimento social, na cultura e no cotidiano da população; mas, o certo é que ele conseguiu se superar, sendo pior do que se podia imaginar.
De real, pode-se dizer que de positivo da eleição de 2018 foi ter revelado que o Brasil tem mais de 57 milhões de descerebrados, que saíram dos armários e deram a conhecer sua homofobia, seu racismo, seu feminicídio, seu sexismo, sua violência, seu fascismo e seu nazismo, sua sanha entreguista, tudo dentro da doutrina da velha dominação oligárquica que prega a salvação da pátria pelas vias de um estado forte.
E ele está aí de volta. A Polícia de São Paulo entrou em Paraísopolis atirando, chutando e distribuindo cacetadas em um baile funk de pobres e pretos, deixando seu retrato exposto em nove cadáveres de jovens.
A Polícia de Alagoas invadiu um acampamento consolidado e organizado do MTST, destruiu escola biblioteca, ´srea de convivência, casas e tudo mais, aos gritos de agora é Bolsonaro; Lula já era. Um grupo de Integralistas atacou a sede do grupo Porta dos Fundos com coquetel molotov.
O Estado Forte que veio com o golpe de 2016, é que satisfaz à ganância de Jorge Lemann, dos banqueiros e dos que batem continência para a bandeira americana e dos que ressuscitaram a mentira repetida mil vezes para impor suas verdades.
O Brasil que ainda tem as cicatrizes da ditadura militar, mal acabara de vivenciar um período em que o Estado foi indutor do desenvolvimento progressista, se vê submetido a um retrocesso sem tamanho, que assusta a quem já passou pela outra experiência.
Uma das piores marcas do governo Bolsonaro é a sua aliança estratégica com o sistema Globo, quando cai a máscara do falso antagonismo entre ambos.
Um detalhe que denuncia a manobra; no final do primeiro ano de governo Dilma, a notícia do crescimento do PIB em 2,7% foi dada com escárnio por William Bonner, no JN, como pibinho.
Agora, no final do primeiro ano do governo Bolsonaro, o anuncio de crescimento de 1,117% do PIB, foi dado pelo mesmo porta-voz, do mesmo grupo, como sendo a recuperação da economia.
Notem que: o PIB cresceu com Dilma, na sequência de um acelerado ritmo que vinha dos governos Lula, quando o País saltou da 13ª maior economia para a 6ª, deixando para trás o Reino Unido.
O crescimento alardeado hoje é sobre uma economia decadente que saiu da 6ª posição para ocupar a vergonhosa 23ª.
E apenas passado um ano, cai a farsa da propaganda de campanha do candidato que estampava: "podem chamar Bolsonaro de tudo; só não podem chama-lo de corrupto".
Pois bem, a casa caiu e rasgou a máscara da face do palhaço, revelando que por trás dela está toda uma quadrilha de milicianos, onde as pegadas indicam coação para alimentar as rachadinhas, nepotismo à vontade, assassinatos para viabilizar a eleição do filho para Senador  e que o condomínio barra pesada esconde ladrões, milicianos e assassinos.
No fim das contas Bolsonaro e Paulo Guedes sobreviveram a 2019 às custa de mentiras e disseminação do ódio, em larga escala.
A gravura de final de ano que fica é a imagem de Bolsonaro segurando à força uma criança para tirar uma fotografia e, ao conseguir, esbravejar: "curei o moleque, era petista, hein?
A revelação da perigosa aliança entre ele e a família Marinho é denunciada no ato falho de Bonner ao noticiar um Eclipse lunar e ser traído ao repetir três vezes o nome Lula, em vez de Lua.
Mesmo com tanta desgraça no desemprego em massa, com uma PEA de apenas 36 milhões quase alcançada por 24 milhões de tapa-buracos, um rombo enorme nas contas públicas, a volta do Brasil ao Mapa da Fome da ONU e a crescente presença de famintos e desempregados pelas ruas; Paulo Guedes, o capataz do sistema financeiro, anunciou o que virá em 2020.
Ele já prepara o envio par o Congresso de um projeto de lei para acabar com a estabilidade dos servidores públicos.
Com o ano iniciando com uma defasagem de R$ 400 no Salário Mínimo, em relação à política de Lula e Dilma, que retira R$ 27 bilhões de circulação mensal da economia do médio e pequeno comércio nos bairros e feiras livres das grandes cidades e sufoca os pequenos municípios, já refletido no enorme fechamento de escolas particulares, o quadro será de agravamento nas tensões sociais e nada será amainado pelos falsos dados e falsas pesquisas de que houve crescimento nas vendas de Natal e Ano Novo.
Entretanto a irreverência popular já deu sinais de vida de que a criatividade nos bares, restaurantes e pontos de confraternizações vão ditar as palavras de ordem da virada.
Os guias de bares de São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro trazem como atrativos o respeito às minas, aos gays, não tolerância ao racismo, defesa do canto livre, declaração de que Marielle vive e não tolerância a quem não respeita direitos e maltrata os funcionários. E, o Carnaval vem aí!
* Rômulo Rodrigues é militante político

* Rômulo Rodrigues

Certo que o ano de 2019 começou com a expectativa que um governante eleito sem um programa de governo, sem ter participado de um único debate que apontasse seu rumo, trepado em cima de um paiol de mentiras, disparado por um exército de atiradores mercenários, chegasse ao fim do primeiro ano de mandato com um enorme acúmulo de desastres na economia, no desenvolvimento social, na cultura e no cotidiano da população; mas, o certo é que ele conseguiu se superar, sendo pior do que se podia imaginar.
De real, pode-se dizer que de positivo da eleição de 2018 foi ter revelado que o Brasil tem mais de 57 milhões de descerebrados, que saíram dos armários e deram a conhecer sua homofobia, seu racismo, seu feminicídio, seu sexismo, sua violência, seu fascismo e seu nazismo, sua sanha entreguista, tudo dentro da doutrina da velha dominação oligárquica que prega a salvação da pátria pelas vias de um estado forte.
E ele está aí de volta. A Polícia de São Paulo entrou em Paraísopolis atirando, chutando e distribuindo cacetadas em um baile funk de pobres e pretos, deixando seu retrato exposto em nove cadáveres de jovens.
A Polícia de Alagoas invadiu um acampamento consolidado e organizado do MTST, destruiu escola biblioteca, ´srea de convivência, casas e tudo mais, aos gritos de agora é Bolsonaro; Lula já era. Um grupo de Integralistas atacou a sede do grupo Porta dos Fundos com coquetel molotov.
O Estado Forte que veio com o golpe de 2016, é que satisfaz à ganância de Jorge Lemann, dos banqueiros e dos que batem continência para a bandeira americana e dos que ressuscitaram a mentira repetida mil vezes para impor suas verdades.
O Brasil que ainda tem as cicatrizes da ditadura militar, mal acabara de vivenciar um período em que o Estado foi indutor do desenvolvimento progressista, se vê submetido a um retrocesso sem tamanho, que assusta a quem já passou pela outra experiência.
Uma das piores marcas do governo Bolsonaro é a sua aliança estratégica com o sistema Globo, quando cai a máscara do falso antagonismo entre ambos.
Um detalhe que denuncia a manobra; no final do primeiro ano de governo Dilma, a notícia do crescimento do PIB em 2,7% foi dada com escárnio por William Bonner, no JN, como pibinho.
Agora, no final do primeiro ano do governo Bolsonaro, o anuncio de crescimento de 1,117% do PIB, foi dado pelo mesmo porta-voz, do mesmo grupo, como sendo a recuperação da economia.
Notem que: o PIB cresceu com Dilma, na sequência de um acelerado ritmo que vinha dos governos Lula, quando o País saltou da 13ª maior economia para a 6ª, deixando para trás o Reino Unido.
O crescimento alardeado hoje é sobre uma economia decadente que saiu da 6ª posição para ocupar a vergonhosa 23ª.
E apenas passado um ano, cai a farsa da propaganda de campanha do candidato que estampava: "podem chamar Bolsonaro de tudo; só não podem chama-lo de corrupto".
Pois bem, a casa caiu e rasgou a máscara da face do palhaço, revelando que por trás dela está toda uma quadrilha de milicianos, onde as pegadas indicam coação para alimentar as rachadinhas, nepotismo à vontade, assassinatos para viabilizar a eleição do filho para Senador  e que o condomínio barra pesada esconde ladrões, milicianos e assassinos.
No fim das contas Bolsonaro e Paulo Guedes sobreviveram a 2019 às custa de mentiras e disseminação do ódio, em larga escala.
A gravura de final de ano que fica é a imagem de Bolsonaro segurando à força uma criança para tirar uma fotografia e, ao conseguir, esbravejar: "curei o moleque, era petista, hein?
A revelação da perigosa aliança entre ele e a família Marinho é denunciada no ato falho de Bonner ao noticiar um Eclipse lunar e ser traído ao repetir três vezes o nome Lula, em vez de Lua.
Mesmo com tanta desgraça no desemprego em massa, com uma PEA de apenas 36 milhões quase alcançada por 24 milhões de tapa-buracos, um rombo enorme nas contas públicas, a volta do Brasil ao Mapa da Fome da ONU e a crescente presença de famintos e desempregados pelas ruas; Paulo Guedes, o capataz do sistema financeiro, anunciou o que virá em 2020.
Ele já prepara o envio par o Congresso de um projeto de lei para acabar com a estabilidade dos servidores públicos.
Com o ano iniciando com uma defasagem de R$ 400 no Salário Mínimo, em relação à política de Lula e Dilma, que retira R$ 27 bilhões de circulação mensal da economia do médio e pequeno comércio nos bairros e feiras livres das grandes cidades e sufoca os pequenos municípios, já refletido no enorme fechamento de escolas particulares, o quadro será de agravamento nas tensões sociais e nada será amainado pelos falsos dados e falsas pesquisas de que houve crescimento nas vendas de Natal e Ano Novo.
Entretanto a irreverência popular já deu sinais de vida de que a criatividade nos bares, restaurantes e pontos de confraternizações vão ditar as palavras de ordem da virada.
Os guias de bares de São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro trazem como atrativos o respeito às minas, aos gays, não tolerância ao racismo, defesa do canto livre, declaração de que Marielle vive e não tolerância a quem não respeita direitos e maltrata os funcionários. E, o Carnaval vem aí!

* Rômulo Rodrigues é militante político

 


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