NOS TEMPOS DE ADHEMAR DE BARROS

Rômulo Rodrigues

 

* Rômulo Rodrigues
O ano era 1960, eleição para Presidente e Vice da República, vencida por Jânio Quadros e João Goulart, separadamente e eu, com 17 anos, estudante da Escola Agrotécnica de Jundiaí, Macaíba-RN, participei da folia da liberação geral em um bar da cidade, do pai de um goleiro do Clube de Regatas Vasco da Gama, de um épico comício do governador de São Paulo, Adhemar de Barros, como candidato a Presidente da República cujo slogan era; "Desta vez vamos".
Quem diria que seis décadas depois iria ler, ver e ouvir outro ufanismo tresloucado, agora com o caricato Paulo Guedes a e seu "agora a coisa vai".
Adhemar, um misto de folclórico e fanfarrão, daqueles que só em São Paulo são votados, incentivava seus seguidores a dizerem o rouba mais faz, sendo substituído por uma família de milicianos que roubam e não fazem.
 Sabemos que 2020 não é ano de eleição presidencial, porém os reflexos da disputa passada, assombram o quadro municipal e projetam no futuro, 2022, o que realmente vai acontecer.
Começamos o ano com sinais de que 2020 não será bom para quem estiver no polo de tensão dos fantasmas de Adhemar, casos de Bolsonaro e Moro, com suas sabujices desenfreadas em relação a Trump apoiando o ataque ao Irã após a descoberta de um campo com reserva de Petróleo com 53 milhões de barris que no fundo parece uma capa de proteção junto ao eleitorado republicano para enfrentar o desgaste do processo de impeachment.
Afinal, numa pesquisa junto ao eleitorado republicano 30% disseram ser favoráveis a um ataque militar a um país que só existe na ficção de Walt Disney, o que prova que lá também existem 'bolsomínions'.
Caso o atentado americano no Iraque, que matou um general iraniano não descambe para uma Guerra Mundial, livrando as Forças Armadas brasileira de um grande vexame que derrubaria uma forte escora de apoio a Bolsonaro, os próximos meses serão de aprofundamento do seu desgaste e do seu lugar-tenente Moro.
Muito longe de 2022 o empate técnico entre Lula e Moro e o despencar do Jair no quesito confiabilidade mostra um cenário de crescimento para o líder petista e um trajeto tortuoso e cheio de obstáculos para o antigo arauto da moralidade.
Pródigo em não estudar e não prestar atenção às coisas ao seu redor, o antigo chefe da república de Curitiba ainda poderá dar uma espiada no vídeo da corrida de São Silvestre para aprender que não se ganha maratona de véspera, mesmo quando a véspera é contada em décimos de segundo.
O agravamento da agressão criminosa dos EUA, no mundo persa, trará consequências econômicas drásticas para o Brasil e vai contaminar o processo eleitoral de 2020 e o PT estará ativo e forte para delimitar o campo entre o retorno à democracia e a defesa do Estado de Direito ameaçados pelo avanço do Estado Policial Fascista com sua violência contra as Instituições e a Sociedade.
O debate não será prioritariamente entre quem asfalta mais avenidas e ruas, quem pinta mais meio fio, quem reforma mais prédios de escolas e postos de saúde e quem constrói mais ciclovias. Será muito mais, também, pela volta do emprego, pela recuperação dos salários, pela soberania do País, pela defesa dos recursos naturais, pela cultura, pela paz, pela saúde das três refeições por dia e pela educação do conhecimento debatido cientificamente, pelos livros cheios de palavras e pelo respeito e orgulho em defender Paulo Freire.
Aos poucos o povo está percebendo que a avalanche de mentiras diárias ditas pela Rede Globo sobre a economia interna e sobre o mundo exterior, está deixando de ser alimento para os estômagos vazios dos 12 milhões de brasileiros e brasileiras que perderam seus empregos com o golpe para derrubar Dilma e prender Lula, e as 65 milhões de pessoas que viram, de repente, serem surrupiados 400 reais de seus salários todos os meses.
A parca renda familiar mensal já está dando indicação séria de que o povo quer sua estabilidade de volta e não está disposto a se deixar enganar.
Quando alguém para num sinal de trânsito em frente a um posto de gasolina e percebe que foi feito um grande engodo para derrubar uma Presidenta honesta e prenderem o melhor Presidente, para que não ganhasse a eleição, porque o litro do combustível chegou a R$ 2,80 e agora está a R$ 4,80; que o gás de cozinha custava R$ 38,00 e está custando R$ 80,00; que o emprego que ele tinha foi transformado num bico de Uber; que não dá mais para pagar a escola das crianças e nem ter mais lazer com a família; que o churrasquinho de domingo foi substituído pelo ovo, o cérebro é obrigado a alertar que Guaidó é um pulha a serviço da sua alienação e esta não enche barriga e nem traz a felicidade de volta.
* Rômulo Rodrigues é militante político

* Rômulo Rodrigues

O ano era 1960, eleição para Presidente e Vice da República, vencida por Jânio Quadros e João Goulart, separadamente e eu, com 17 anos, estudante da Escola Agrotécnica de Jundiaí, Macaíba-RN, participei da folia da liberação geral em um bar da cidade, do pai de um goleiro do Clube de Regatas Vasco da Gama, de um épico comício do governador de São Paulo, Adhemar de Barros, como candidato a Presidente da República cujo slogan era; "Desta vez vamos".
Quem diria que seis décadas depois iria ler, ver e ouvir outro ufanismo tresloucado, agora com o caricato Paulo Guedes a e seu "agora a coisa vai".
Adhemar, um misto de folclórico e fanfarrão, daqueles que só em São Paulo são votados, incentivava seus seguidores a dizerem o rouba mais faz, sendo substituído por uma família de milicianos que roubam e não fazem.
 Sabemos que 2020 não é ano de eleição presidencial, porém os reflexos da disputa passada, assombram o quadro municipal e projetam no futuro, 2022, o que realmente vai acontecer.
Começamos o ano com sinais de que 2020 não será bom para quem estiver no polo de tensão dos fantasmas de Adhemar, casos de Bolsonaro e Moro, com suas sabujices desenfreadas em relação a Trump apoiando o ataque ao Irã após a descoberta de um campo com reserva de Petróleo com 53 milhões de barris que no fundo parece uma capa de proteção junto ao eleitorado republicano para enfrentar o desgaste do processo de impeachment.
Afinal, numa pesquisa junto ao eleitorado republicano 30% disseram ser favoráveis a um ataque militar a um país que só existe na ficção de Walt Disney, o que prova que lá também existem 'bolsomínions'.
Caso o atentado americano no Iraque, que matou um general iraniano não descambe para uma Guerra Mundial, livrando as Forças Armadas brasileira de um grande vexame que derrubaria uma forte escora de apoio a Bolsonaro, os próximos meses serão de aprofundamento do seu desgaste e do seu lugar-tenente Moro.
Muito longe de 2022 o empate técnico entre Lula e Moro e o despencar do Jair no quesito confiabilidade mostra um cenário de crescimento para o líder petista e um trajeto tortuoso e cheio de obstáculos para o antigo arauto da moralidade.
Pródigo em não estudar e não prestar atenção às coisas ao seu redor, o antigo chefe da república de Curitiba ainda poderá dar uma espiada no vídeo da corrida de São Silvestre para aprender que não se ganha maratona de véspera, mesmo quando a véspera é contada em décimos de segundo.
O agravamento da agressão criminosa dos EUA, no mundo persa, trará consequências econômicas drásticas para o Brasil e vai contaminar o processo eleitoral de 2020 e o PT estará ativo e forte para delimitar o campo entre o retorno à democracia e a defesa do Estado de Direito ameaçados pelo avanço do Estado Policial Fascista com sua violência contra as Instituições e a Sociedade.
O debate não será prioritariamente entre quem asfalta mais avenidas e ruas, quem pinta mais meio fio, quem reforma mais prédios de escolas e postos de saúde e quem constrói mais ciclovias. Será muito mais, também, pela volta do emprego, pela recuperação dos salários, pela soberania do País, pela defesa dos recursos naturais, pela cultura, pela paz, pela saúde das três refeições por dia e pela educação do conhecimento debatido cientificamente, pelos livros cheios de palavras e pelo respeito e orgulho em defender Paulo Freire.
Aos poucos o povo está percebendo que a avalanche de mentiras diárias ditas pela Rede Globo sobre a economia interna e sobre o mundo exterior, está deixando de ser alimento para os estômagos vazios dos 12 milhões de brasileiros e brasileiras que perderam seus empregos com o golpe para derrubar Dilma e prender Lula, e as 65 milhões de pessoas que viram, de repente, serem surrupiados 400 reais de seus salários todos os meses.
A parca renda familiar mensal já está dando indicação séria de que o povo quer sua estabilidade de volta e não está disposto a se deixar enganar.
Quando alguém para num sinal de trânsito em frente a um posto de gasolina e percebe que foi feito um grande engodo para derrubar uma Presidenta honesta e prenderem o melhor Presidente, para que não ganhasse a eleição, porque o litro do combustível chegou a R$ 2,80 e agora está a R$ 4,80; que o gás de cozinha custava R$ 38,00 e está custando R$ 80,00; que o emprego que ele tinha foi transformado num bico de Uber; que não dá mais para pagar a escola das crianças e nem ter mais lazer com a família; que o churrasquinho de domingo foi substituído pelo ovo, o cérebro é obrigado a alertar que Guaidó é um pulha a serviço da sua alienação e esta não enche barriga e nem traz a felicidade de volta.

* Rômulo Rodrigues é militante político

 


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