Bancários protestam contra possível privatização da Caixa

Cidades

 

Servidores bancários da Caixa Econômica Federal se reuniram na manhã de ontem na região central de Aracaju para denunciar e protestar contra uma possível desmontes aplicados pelo Governo Federal junto à instituição bancária estatal. Com chamamento nacional por parte do Comitê em Defesa da Caixa Econômica, na capital sergipana o ato democrático ocorreu em frente a agência que fica localizada no Calçadão da rua João Pessoa. De acordo com os servidores federais, o foco desses atos envolve medidas protagonizadas pelo presidente Jair Messias Bolsonaro contra o projeto de privatização e fatiamento da Caixa. A mobilização ocorreu um dia após o banco federal comemorar 159 anos de fundação.
 
Crítica às ações administrativas adotadas pelo poder executivo federal contra à Caixa, a presidente do Sindicato dos Bancários do Estado de Sergipe (Seeb/SE), Ivânia Pereira, a união da classe trabalhdora em todos os 27 estados brasileiros, mais o Distrito Federal, demonstra na prática o nível de reprovação dos servidores. De acordo com a representante da categoria, a partir do momento em que a participação dos profissionais, sobretudo o pleito trabalhista, deixa de ser atendida e discutida entre banqueiros e gestores públicos junto com a categoria, fica nítida a perspectiva do Governo Federal em seguir no caminho da privatização. Ivânia garante ainda que prejuízos já são sentidos pelos clientes.
"Esse verdadeiro show de desmonte nas agências da Caixa Econômica Federal prejudica diretamente os seus funcionários que assistem com angústia o caminho da privatização, como também os clientes que acabam sendo atingidos com essa política administrativa. A sociedade precisa se opor a esse desmonte e fazer a defesa do banco público, que, com as loterias, os seguros e os cartões vem financiando o sonho da casa própria, o acesso à faculdade com o Fies e o crédito mais barato", declarou. Ainda segundo o grupo sindical, caso o governo venda esses setores da Caixa e repassar para o setor privado a administração do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), a população de baixa renda é a que será mais prejudicada.
"Trata-se de uma medida em que o fim do seu acesso ao sistema financeiro, ao crédito, à poupança e a outros serviços vai atingir a milhares de clientes. Não existem motivos para comemorar uma data tão significativa como essa. São 159 anos, mas sem absolutamente nada a se comemorar", pontuou. Conforme destacado pela direção do Sindicato dos Bancários, apesar da mobilização, não houve suspensão nos serviços de atendimento ao público em nenhum das agências Caixa Econômica instaladas em Sergipe. A perspectiva da categoria é continuar protestando e apresentando denúncias publicamente a fim de estancar o índice de retrocesso avaliado pelos servidores federais. A direção da instituição bancária não se manifestou oficialmente sobre o assunto. (Milton Alves Júnior)

Servidores bancários da Caixa Econômica Federal se reuniram na manhã de ontem na região central de Aracaju para denunciar e protestar contra uma possível desmontes aplicados pelo Governo Federal junto à instituição bancária estatal. Com chamamento nacional por parte do Comitê em Defesa da Caixa Econômica, na capital sergipana o ato democrático ocorreu em frente a agência que fica localizada no Calçadão da rua João Pessoa. De acordo com os servidores federais, o foco desses atos envolve medidas protagonizadas pelo presidente Jair Messias Bolsonaro contra o projeto de privatização e fatiamento da Caixa. A mobilização ocorreu um dia após o banco federal comemorar 159 anos de fundação. Crítica às ações administrativas adotadas pelo poder executivo federal contra à Caixa, a presidente do Sindicato dos Bancários do Estado de Sergipe (Seeb/SE), Ivânia Pereira, a união da classe trabalhdora em todos os 27 estados brasileiros, mais o Distrito Federal, demonstra na prática o nível de reprovação dos servidores. De acordo com a representante da categoria, a partir do momento em que a participação dos profissionais, sobretudo o pleito trabalhista, deixa de ser atendida e discutida entre banqueiros e gestores públicos junto com a categoria, fica nítida a perspectiva do Governo Federal em seguir no caminho da privatização. Ivânia garante ainda que prejuízos já são sentidos pelos clientes.
"Esse verdadeiro show de desmonte nas agências da Caixa Econômica Federal prejudica diretamente os seus funcionários que assistem com angústia o caminho da privatização, como também os clientes que acabam sendo atingidos com essa política administrativa. A sociedade precisa se opor a esse desmonte e fazer a defesa do banco público, que, com as loterias, os seguros e os cartões vem financiando o sonho da casa própria, o acesso à faculdade com o Fies e o crédito mais barato", declarou. Ainda segundo o grupo sindical, caso o governo venda esses setores da Caixa e repassar para o setor privado a administração do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), a população de baixa renda é a que será mais prejudicada.
"Trata-se de uma medida em que o fim do seu acesso ao sistema financeiro, ao crédito, à poupança e a outros serviços vai atingir a milhares de clientes. Não existem motivos para comemorar uma data tão significativa como essa. São 159 anos, mas sem absolutamente nada a se comemorar", pontuou. Conforme destacado pela direção do Sindicato dos Bancários, apesar da mobilização, não houve suspensão nos serviços de atendimento ao público em nenhum das agências Caixa Econômica instaladas em Sergipe. A perspectiva da categoria é continuar protestando e apresentando denúncias publicamente a fim de estancar o índice de retrocesso avaliado pelos servidores federais. A direção da instituição bancária não se manifestou oficialmente sobre o assunto. (Milton Alves Júnior)

 


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