Sergipanos mortos em Pernambuco eram ex-presos da \'Valquíria\'

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  • Veículo de luxo apreendido durante a operação policial

 

A Polícia Civil sergipana divulgou novos detalhes sobre a 'Operação Anúbis', que foi deflagrada nesta quarta-feira e resultou na morte de dois sergipanos em Tamandaré (PE). Eles foram identificados como Aldevan Oliveira Cunha, 39 anos, conhecido como "Pretinha" ou "Sem Futuro", e Adelvan Cardoso Oliveira, 38. Ambos eram alvos de dois mandados de prisão expedidos pela 2ª Vara Criminal de Aracaju, que também expediu quatro mandados de busca. Durante o cerco, os dois estavam armados com três pistolas e reagiram à abordagem da polícia, mas morreram baleados.
De acordo com o delegado Osvaldo Resende, do Denarc, os dois suspeitos eram remanescentes da 'Operação Valquíria', deflagrada pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) em agosto de 2013 para prender mais de 30 pessoas ligadas a uma quadrilha baseada em Itabaiana (SSP) e especializada em crimes como roubo de cargas, tráfico de drogas, pistolagem e agiotagem. Agora, eles atuavam como chefes de uma organização criminosa que se baseou em Itu (SP) e atuava principalmente no roubo de cargas e no tráfico de drogas e de armas. 
"Adelvan montou uma base em São Paulo e de lá mandava drogas, armas pesadas e cargas roubadas para Sergipe e várias partes do país, através de caminhões que partiam de São Paulo para Sergipe e Pernambuco. Existiam compartimentos ocultos nesses caminhões, que transportavam essas armas e munições. E esses armamentos eram usados em assaltos a banco, explosões de caixas, homicídios...", destacou o delegado, ressaltando que os sergipanos já foram presos por outros crimes, mas acabavam soltos em seguida e respondiam aos processos em liberdade. 
Um dos crimes atribuídos aos dois foi o roubo de uma carga de 1.500 garrafas de uísque, que foi tomada de assalto em Minas Gerais e seria vendida em Pernambuco, em agosto do ano passado. O caminhão foi interceptado em Vitória da Conquista (BA), na Bahia, onde os sergipanos trocaram tiros com agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e acabaram presos. Um motorista que passava pelo local gravou o momento do confronto. Já em abril de 2013, 'Pretinha' foi preso em Tucano (BA) com uma carga roubada de eletrônicos, avaliada em mais de R$ 1,5 milhão. Meses antes, no dia 21 de dezembro de 2012, ele atuou em um duplo assassinato cometido em Caetés (PE), cidade onde ele também foi investigado por participação em uma fraude de licitações da prefeitura local. 
Ao serem descobertos, os Adelvans estavam comprando uma chácara em Tamandaré, próximo à Praia dos Carneiros, uma das mais famosas de Pernambuco. As duas casas eram confortáveis e fortificadas com muros, concertinas e câmeras de segurança. Um carro BMW avaliado em mais de R$ 300 mil também foi apreendido com eles. Para o delegado Osvaldo Resende, isso indica que os suspeitos compravam bens de luxo para lavar o dinheiro do tráfico. "Eles viviam uma vida de luxo, numa verdadeira fortaleza, aferindo muito lucro com o tráfico de drogas e de armas", afirmou. 
Uma primeira etapa desta operação aconteceu há duas semanas no interior de Goiás e em Itabaiana, onde um terceiro investigado, Alisson Rodrigues dos Santos, o "Neguinho", também morreu em confronto. Notebooks, mídias digitais e cadernos com anotações foram igualmente apreendidos com os sergipanos, e serão analisados pelos policiais para identificar e prender outros integrantes da quadrilha. 
A operação do Denarc e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) teve o apoio da PRF e das polícias civis de Pernambuco e de São Paulo, além do Centro Integrado de Inteligência da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (CIIDS/SDS-PE). (Gabriel Damásio)

A Polícia Civil sergipana divulgou novos detalhes sobre a 'Operação Anúbis', que foi deflagrada nesta quarta-feira e resultou na morte de dois sergipanos em Tamandaré (PE). Eles foram identificados como Aldevan Oliveira Cunha, 39 anos, conhecido como "Pretinha" ou "Sem Futuro", e Adelvan Cardoso Oliveira, 38. Ambos eram alvos de dois mandados de prisão expedidos pela 2ª Vara Criminal de Aracaju, que também expediu quatro mandados de busca. Durante o cerco, os dois estavam armados com três pistolas e reagiram à abordagem da polícia, mas morreram baleados.
De acordo com o delegado Osvaldo Resende, do Denarc, os dois suspeitos eram remanescentes da 'Operação Valquíria', deflagrada pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) em agosto de 2013 para prender mais de 30 pessoas ligadas a uma quadrilha baseada em Itabaiana (SSP) e especializada em crimes como roubo de cargas, tráfico de drogas, pistolagem e agiotagem. Agora, eles atuavam como chefes de uma organização criminosa que se baseou em Itu (SP) e atuava principalmente no roubo de cargas e no tráfico de drogas e de armas. 
"Adelvan montou uma base em São Paulo e de lá mandava drogas, armas pesadas e cargas roubadas para Sergipe e várias partes do país, através de caminhões que partiam de São Paulo para Sergipe e Pernambuco. Existiam compartimentos ocultos nesses caminhões, que transportavam essas armas e munições. E esses armamentos eram usados em assaltos a banco, explosões de caixas, homicídios...", destacou o delegado, ressaltando que os sergipanos já foram presos por outros crimes, mas acabavam soltos em seguida e respondiam aos processos em liberdade. 
Um dos crimes atribuídos aos dois foi o roubo de uma carga de 1.500 garrafas de uísque, que foi tomada de assalto em Minas Gerais e seria vendida em Pernambuco, em agosto do ano passado. O caminhão foi interceptado em Vitória da Conquista (BA), na Bahia, onde os sergipanos trocaram tiros com agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e acabaram presos. Um motorista que passava pelo local gravou o momento do confronto. Já em abril de 2013, 'Pretinha' foi preso em Tucano (BA) com uma carga roubada de eletrônicos, avaliada em mais de R$ 1,5 milhão. Meses antes, no dia 21 de dezembro de 2012, ele atuou em um duplo assassinato cometido em Caetés (PE), cidade onde ele também foi investigado por participação em uma fraude de licitações da prefeitura local. 
Ao serem descobertos, os Adelvans estavam comprando uma chácara em Tamandaré, próximo à Praia dos Carneiros, uma das mais famosas de Pernambuco. As duas casas eram confortáveis e fortificadas com muros, concertinas e câmeras de segurança. Um carro BMW avaliado em mais de R$ 300 mil também foi apreendido com eles. Para o delegado Osvaldo Resende, isso indica que os suspeitos compravam bens de luxo para lavar o dinheiro do tráfico. "Eles viviam uma vida de luxo, numa verdadeira fortaleza, aferindo muito lucro com o tráfico de drogas e de armas", afirmou. 
Uma primeira etapa desta operação aconteceu há duas semanas no interior de Goiás e em Itabaiana, onde um terceiro investigado, Alisson Rodrigues dos Santos, o "Neguinho", também morreu em confronto. Notebooks, mídias digitais e cadernos com anotações foram igualmente apreendidos com os sergipanos, e serão analisados pelos policiais para identificar e prender outros integrantes da quadrilha. 
A operação do Denarc e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) teve o apoio da PRF e das polícias civis de Pernambuco e de São Paulo, além do Centro Integrado de Inteligência da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (CIIDS/SDS-PE). (Gabriel Damásio)

 


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