A vaca pode ir para o brejo

Rita Oliveira


Os vereadores de Aracaju aprovaram a realização de sessões extras até a reabertura formal dos trabalhos, em 17 de fevereiro. É que a Câmara não aprovou ainda a redução do período de recesso. Nesse período serão votados projetos já encaminhados, como o que amplia o limite de isenção do IPTU.

 

A vaca pode ir para o brejo

 

Até o rompimento político do PT 
com o prefeito Edvaldo Noguei-
ra (sem partido) parecia tranquilo o processo de reeleição do ex-PCdoB, por fazer uma boa gestão com realizações de obras e pagamento de salário dos servidores dentro do mês nesse momento de crise econômica. E ainda o fato da sua gestão não ter nenhum escândalo de corrupção e a cidade está organizada.
Esse cenário de tranquilidade começou a mudar com o rompimento político do PT com Edvaldo, pelo interesse do partido em ter candidato próprio a prefeito de Aracaju nas eleições deste ano. Assim como pelo fato do ex-governador Jackson Barreto (MDB) não está mais convicto de que deve apoiar sua reeleição, pela idolatria ao ex-presidente Lula, com quem deseja caminhar em 2022 na disputa por um novo mandato de deputado federal.
Jackson também não está satisfeito com a possibilidade de Edvaldo, que sempre caminhou pela esquerda como militante do PCdoB, montar uma chapa de centro-direita. A preocupação é pertinente pelo fato do eleitorado de Aracaju sempre votar com a esquerda desde a redemocratização do país, sendo a exceção a vitória de João Alves Filho (DEM ) para p refeito da capital sergipana em 2012.
Sem a militância do PT, sem Jackson Barreto para caminhar pelos bairros de Aracaju e descobrir onde as cobras dormem, e sem formar uma chapa de centro-esquerda, o prefeito Edvaldo terá uma reeleição muito difícil.
Enfrentará de um lado ex-aliados de centro-esquerda, como o PT devendo ir para a disputa com o ex-deputado federal Márcio Macedo e com Jackson como cabo eleitoral, e do outro lado adversários com discurso do novo e da nova política, a exemplo da delegada Danielle Garcia que já teve seu nome lançado como pré-candidata a prefeita pelo Cidadania.
Ainda deve enfrentar nomes de veteranos da política de Sergipe como o ex-deputado federal Valadares Filho (PSB) e o ex-prefeito Almeida Lima (PV), entre outros. 
Diante deste cenário, Edvaldo precisará agregar partidos de esquerda à sua chapa, trabalhar para que Jackson permaneça ao seu lado e ter um vice que some e que tenha um perfil de centro-esquerda. Deve assimilar tudo o que o ex-governador conversou com ele na segunda-feira e que a coluna já publicou ontem.
Um exemplo de nome de vice que pode somar é o do ex-presidente da OAB, Henri Clay, que tem uma postura de esquerda, tem história como ex-presidente da OAB e foi o segundo candidato a senador  mais bem votado em Aracaju nas eleições 2018. Poderia ser vice pelo PCdoB ao invés de pré-candidato a prefeito pelo PSOL.
Como existe um acordo político do PSD com Edvaldo para que o partido indique o seu vice, é preciso que seus dirigentes tomem juízo e não insistam em indicar um nome que não some e nem agregue.
O PSD, que já tem o governador de Sergipe, precisa fazer um gesto de grandeza como fez o próprio Belivaldo Chagas em 2012, ainda no PSB, quando, em nome do fortalecimento da chapa, abriu mão de ser o vice de Marcelo Déda para Jackson Barreto.
  
Caso isso não ocorra, a vaca pode ir para o brejo! E ai nem o mel nem a cabaça...  

Até o rompimento político do PT  com o prefeito Edvaldo Noguei- ra (sem partido) parecia tranquilo o processo de reeleição do ex-PCdoB, por fazer uma boa gestão com realizações de obras e pagamento de salário dos servidores dentro do mês nesse momento de crise econômica. E ainda o fato da sua gestão não ter nenhum escândalo de corrupção e a cidade está organizada.
Esse cenário de tranquilidade começou a mudar com o rompimento político do PT com Edvaldo, pelo interesse do partido em ter candidato próprio a prefeito de Aracaju nas eleições deste ano. Assim como pelo fato do ex-governador Jackson Barreto (MDB) não está mais convicto de que deve apoiar sua reeleição, pela idolatria ao ex-presidente Lula, com quem deseja caminhar em 2022 na disputa por um novo mandato de deputado federal.
Jackson também não está satisfeito com a possibilidade de Edvaldo, que sempre caminhou pela esquerda como militante do PCdoB, montar uma chapa de centro-direita. A preocupação é pertinente pelo fato do eleitorado de Aracaju sempre votar com a esquerda desde a redemocratização do país, sendo a exceção a vitória de João Alves Filho (DEM ) para p refeito da capital sergipana em 2012.
Sem a militância do PT, sem Jackson Barreto para caminhar pelos bairros de Aracaju e descobrir onde as cobras dormem, e sem formar uma chapa de centro-esquerda, o prefeito Edvaldo terá uma reeleição muito difícil.
Enfrentará de um lado ex-aliados de centro-esquerda, como o PT devendo ir para a disputa com o ex-deputado federal Márcio Macedo e com Jackson como cabo eleitoral, e do outro lado adversários com discurso do novo e da nova política, a exemplo da delegada Danielle Garcia que já teve seu nome lançado como pré-candidata a prefeita pelo Cidadania.
Ainda deve enfrentar nomes de veteranos da política de Sergipe como o ex-deputado federal Valadares Filho (PSB) e o ex-prefeito Almeida Lima (PV), entre outros. 
Diante deste cenário, Edvaldo precisará agregar partidos de esquerda à sua chapa, trabalhar para que Jackson permaneça ao seu lado e ter um vice que some e que tenha um perfil de centro-esquerda. Deve assimilar tudo o que o ex-governador conversou com ele na segunda-feira e que a coluna já publicou ontem.
Um exemplo de nome de vice que pode somar é o do ex-presidente da OAB, Henri Clay, que tem uma postura de esquerda, tem história como ex-presidente da OAB e foi o segundo candidato a senador  mais bem votado em Aracaju nas eleições 2018. Poderia ser vice pelo PCdoB ao invés de pré-candidato a prefeito pelo PSOL.
Como existe um acordo político do PSD com Edvaldo para que o partido indique o seu vice, é preciso que seus dirigentes tomem juízo e não insistam em indicar um nome que não some e nem agregue.
O PSD, que já tem o governador de Sergipe, precisa fazer um gesto de grandeza como fez o próprio Belivaldo Chagas em 2012, ainda no PSB, quando, em nome do fortalecimento da chapa, abriu mão de ser o vice de Marcelo Déda para Jackson Barreto.  Caso isso não ocorra, a vaca pode ir para o brejo! E ai nem o mel nem a cabaça...  

Dois nomes

Existe um acordo político do prefeito Edvaldo Nogueira (sem partido) com o deputado federal Fábio Mitidieri para que o PSD indique o seu vice nas eleições deste ano.  Segundo uma fonte, o partido pensa hoje em dois nomes: o do presidente da Câmara Municipal, vereador Nitinho Vitale, e o secretário de Governo, Jorginho Araújo. Informações dão conta que Nitinho não tem a pretensão de ser vice, mas de disputar a reeleição de vereador.

Dando o que falar

Ainda foi bem comentado ontem nas rodas políticas o fato da vereadora Emília Corrêa (Patriota) não ter comparecido ao lançamento da pré-candidatura da delegada Danielle Garcia a prefeita de Aracaju na noite da última segunda-feira.  A vereadora -  que tinha pretensão de ser candidata a prefeita este ano pela boa votação que teve na capital em 2018, quando disputou mandato de deputada federal - nega rompimento com o agrupamento liderado pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania) e diz que, no momento, é pré-candidata à reeleição.

Entendimento

De Emília ao ser questionada sobre uma possível candidatura própria à prefeitura já que não foi o nome escolhido para a sucessão de Edvaldo Nogueira: "Emília pode ser o que for, incomodar o que for, mas cumpre com sua palavra. Ficou acordado, em nosso agrupamento, que independente do candidato ou da candidata que fosse definido, nenhum outro sairia candidato à prefeito ou vice. Esse acordo foi feito de boca. Eu poderia muito bem quebrar se fosse do meu interesse, mas isso não faz parte do meu feitio".

Contradição?

Todavia, Emília diz que precisa esperar para ver o que vai acontecer com o seu partido, pelo fato de estarem focados no seu crescimento em Sergipe. "Foi uma decisão tomada interna e em conjunto com o presidente do Diretório Estadual do Patriota, Uerzer Márquez. E esse é um momento de compreender e acatar a decisão do meu partido", frisou.

São Cristovão 1

Mesmo após a comprovação da sua inocência em inquérito instalado pela Polícia Federal para apurar denúncia de fraude na merenda escolar em sua gestão, feita pelo jornalista Roberto Cabrini em 2015, a ex-prefeita de São Cristovão, Rivanda Farias, afirma que não tem interesse em disputar a eleição este ano no município. Todavia, diz que entende que não pode ficar fora do processo eleitoral. 

São Cristovão 2

Revela que na semana passada o pré-candidato a prefeito Armando Batalha, seu ex-esposo, a procurou em sua residência para pedir seu apoio. "Ele me pediu e disse que entende que o nosso apoio junto com as demais lideranças que hoje o apoiam em seu projeto político é muito importante para que volte a governar a quarta cidade mais antiga do Brasil", disse.

São Cristovão 3

Rivanda afirma que apoiará Armando. "Por conta da renúncia deixei alguns projetos para serem concluídos em São Cristóvão, como por exemplo a reforma da Bica dos Pintos; o Banho Doce; construção de creches; ampliação da rede de ensino, tornando algumas escolas em turno integral e tantos outros sonhos para serem realizados e colocados em prática. Como falei anteriormente, nesses últimos dias eu e Armando temos conversado bastante sobre o quadro político e administrativo de São Cristóvão. Ele tem exposto toda a sua intenção de melhorar não só o município, mas a qualidade de vida da população, e me prometeu dar continuidade às reformas, construções e benfeitorias que começamos a fazer quando estávamos a frente do município. Baseada nesse compromisso, firmamos um acordo político com Armando Batalha para prefeito de São Cristóvão".

Não perdeu o costume 1

Nessa retomada dos trabalhos legislativos o deputado estadual Iran Barbosa (PT) continua fazendo oposição ao governo Belivaldo Chagas (PSD), que é aliado do seu partido. Ontem criticou o aviso de licitação do governo para contratação de empresa terceirizada para gerir o SAMU, dizendo que o projeto aponta para privatização e que este não é o caminho adequado para a garantia da oferta de um serviço de saúde de qualidade &a grave; p opulação.

Não perdeu o costume 2

O petista também criticou o discurso de Belivaldo na mensagem de governo lida na sessão de abertura dos trabalhos. Disse que expressa contradições que exigem maiores elucidações e omissões que não ajudam a enfrentar os problemas que afetam mais diretamente o povo. "Em 2019, aqui nesta Casa, anunciou-se a falência do Estado. Agora, o anúncio otimista prevalece. Isso é estimulador! Porém, é preciso entender como, em apenas um ano, conseguimos transitar do pessimismo da falência para o otimismo das grandes transformações. É preciso aprofundar as análises. O governo precisa expor os elementos da c onjuntur a estadual que permitem essa mudança radical em tão curto espaço de tempo. Caso contrário, tanto o discurso de 2019 como o discurso deste ano, correm o risco de serem entendidos como simples conjecturas governamentais".

Veja essa ...

Do senador Alessandro Vieira sobre críticas da oposição a pesquisa contratada pelo Cidadania para prefeito da capital a um instituto vinculado a um assessor do partido e que mostrou a pré-candidata da legenda, a delegada Danielle Garcia, muito bem avaliada:  "Às pessoas que ficaram questionando pesquisas, falta vergonha na cara. É um mal que aflige muita gente em Sergipe e no Brasil, falta de vergonha na cara".

... essa...  

Entre os que criticaram as pesquisas os pré-candidatos a prefeito, o delegado Paulo Márcio (DC) e o deputado estadual Gilmar Carvalho (PSC), e a vereadora Emília Corrêa (Patriota).   

...e essa...

Paulo Márcio, em nota, rebateu: "Rotular como "sem vergonha na cara" as pessoas que, sentindo-se prejudicadas, democraticamente questionaram a contratação, por meio de recursos públicos, de um instituto umbilicalmente ligado ao partido comandado por Vossa Excelência, só vem a confirmar a natureza despótica e o autoritarismo que lhe são característicos e já não se envergonham em desfilar à luz do dia". Pelo andar da carruagem a oposição começou cedo a se desentender.

Curtas

No primeiro discurso ontem no Senado como novo líder do PT na Casa, Rogério Carvalho disse que era uma honra liderar a bancada e o seu partido. Depois criticou o governo Bolsonaro dizendo que faltava "competência para o governo recuperar a economia".

Foi adiado o julgamento ontem, no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SE), da justificação de desfiliação do PSC do deputado estadual Gilmar Carvalho, que deseja disputar a prefeitura de Aracaju por um outro partido.

Ontem, Dia Mundial de Combate ao Câncer, o vereador Jason Neto lembra que é o autor do projeto de lei 13/2017 que cria o Sistema Municipal de Registro de Câncer, através do Sistema de Informação do Câncer (Siscan).

O projeto prevê que a Secretaria Municipal de Saúde organize os dados que irão subsidiar o monitoramento e a avaliação dos pacientes com a doença. Ele já foi aprovado em redação final da Câmara Municipal de Aracaju.

 


COMPARTILHAR NAS REDES SOCIAIS