DHPP aumenta conclusão de inquéritos sobre homicídios

Geral


  • Os delegados durante a entrevista coletiva

 

Gabriel Damásio
A Polícia Civil divulgou ontem que houve uma queda de 33,7% na quantidade de inquéritos de elucidação de homicídios na Grande Aracaju. O comparativo foi feito entre os anos de 2019 e 2018, com base em dados do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). De acordo com o balanço, 821 inquéritos foram finalizados e 521 foram instaurados (abertos) em 2019. Todos os inquéritos concluídos foram entregues à Justiça. A maior parte dos casos foi registrada na capital.
No ano de 2019, Aracaju alcançou a marca de 170 elucidações, seguida por Nossa Senhora do Socorro, com 93; São Cristóvão, com 40, e Barra dos Coqueiros, com 11. Em 2018, 468 inquéritos foram concluídos pelas equipes do DHPP na região metropolitana. Em consequência disso, cerca de 200 pessoas foram presas por envolvimento com as mortes violentas. E a taxa de elucidação dos crimes ficou em 40,7%. Tal estatística está relacionada à redução dos homicídios em Sergipe, que segundo dados da própria SSP, caíram 41,7% entre 2016 e 2019. 
A diretora do DHPP, Thereza Simony Nunes Silva, destaca que os números apontam para uma maior produtividade da Polícia Civil, principalmente na resolução de inquéritos que estavam muito atrasados."Esse é um dado significativo para que o DHPP tenha uma eficiência em suas investigações, finalizando os inquéritos antigos, represados, para que possamos nos dedicar aos mais atuais. E não nos deixamos de nos dedicar aos casos mais recentes. Importante destacar que dos inquéritos instaurados em 2019, muitos foram elucidados e mais de 200 criminosos foram presos só pelo DHPP, fora as outras unidades que colaboraram prendendo autores que tinham mandados pelo DHPP", explicou Thereza. 
A delegada disse ainda que boa parte dos homicídios em Sergipe tem alguma relação com o tráfico e o consumo de drogas, seja pelo motivo ou pelo envolvimento de vítimas e assassinos. Segundo ela, tal conclusão não se baseia em uma estatística numérica, mas em uma observação cotidiana dos casos que são atendidos diariamente pelo DHPP, e que guardam em si uma característica comum. Por conta disso, foi fortalecida a integração das equipes do DHPP com o Departamento de Narcóticos (Denarc), as delegacias metropolitanas de área e as companhias e batalhões da Polícia Militar. 
A delegada-geral de Polícia, KatarinaFeitoza, ressaltou os investimentos na melhoria da estrutura e do funcionamento do DHPP, o que possibilitou o aumento da produtividade. O DHPP vem sendo reestruturado desde 2017, recebendo investimentos não apenas em sua unidade física, como também tendo um efetivo de policiais civis ainda maior, sendo boa parte deles de egressos do último concurso público. "Contamos atualmente com mais de 80 pessoas, entre delegados, agentes e escrivães. Quanto mais rápido chegarmos ao local do crime, maiores as chances de elucidação do crime", pontuou Katarina, destacando que toda essa logística resultou na ampliação de encaminhamentos de inquéritos ao Judiciário e na própria redução dos índices de homicídio na região metropolitana. 
Caso de repercussão - Um dos casos de maior destaque que foi solucionado pelo DHPP foi a morte do motorista de aplicativo Lucas PasolyneSantos Bezerra, encontrado morto em maio de 2019, próximo àBarragem Jaime Umbelino, em São Cristóvão. De acordo com as informações, o motorista de aplicativo foi torturado e morto a facadas por cinco suspeitos que buscavam outro indivíduo para um acerto de contas relacionado ao tráfico de drogas. "A investigação durou seis meses, uma investigação complexa. Tivemos apoio da família, com informações importantes para a elucidação do caso", lembrou Thereza.
Quatro suspeitos foram presos e um quinto envolvido, Jailson dos Santos Galvão, conhecido como 'Júnior' ou 'Galinho', está foragido. O fotógrafo Ronaldo Sales, pai do motorista, que estava presente na entrevista coletiva, agradeceu à polícia pela resolução do caso e pediu ajuda da população para prender o último envolvido. O DHPP garantiu que as buscas para prendê-lo permanecem em andamento.

Gabriel Damásio

A Polícia Civil divulgou ontem que houve uma queda de 33,7% na quantidade de inquéritos de elucidação de homicídios na Grande Aracaju. O comparativo foi feito entre os anos de 2019 e 2018, com base em dados do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). De acordo com o balanço, 821 inquéritos foram finalizados e 521 foram instaurados (abertos) em 2019. Todos os inquéritos concluídos foram entregues à Justiça. A maior parte dos casos foi registrada na capital.
No ano de 2019, Aracaju alcançou a marca de 170 elucidações, seguida por Nossa Senhora do Socorro, com 93; São Cristóvão, com 40, e Barra dos Coqueiros, com 11. Em 2018, 468 inquéritos foram concluídos pelas equipes do DHPP na região metropolitana. Em consequência disso, cerca de 200 pessoas foram presas por envolvimento com as mortes violentas. E a taxa de elucidação dos crimes ficou em 40,7%. Tal estatística está relacionada à redução dos homicídios em Sergipe, que segundo dados da própria SSP, caíram 41,7% entre 2016 e 2019. 
A diretora do DHPP, Thereza Simony Nunes Silva, destaca que os números apontam para uma maior produtividade da Polícia Civil, principalmente na resolução de inquéritos que estavam muito atrasados."Esse é um dado significativo para que o DHPP tenha uma eficiência em suas investigações, finalizando os inquéritos antigos, represados, para que possamos nos dedicar aos mais atuais. E não nos deixamos de nos dedicar aos casos mais recentes. Importante destacar que dos inquéritos instaurados em 2019, muitos foram elucidados e mais de 200 criminosos foram presos só pelo DHPP, fora as outras unidades que colaboraram prendendo autores que tinham mandados pelo DHPP", explicou Thereza. 
A delegada disse ainda que boa parte dos homicídios em Sergipe tem alguma relação com o tráfico e o consumo de drogas, seja pelo motivo ou pelo envolvimento de vítimas e assassinos. Segundo ela, tal conclusão não se baseia em uma estatística numérica, mas em uma observação cotidiana dos casos que são atendidos diariamente pelo DHPP, e que guardam em si uma característica comum. Por conta disso, foi fortalecida a integração das equipes do DHPP com o Departamento de Narcóticos (Denarc), as delegacias metropolitanas de área e as companhias e batalhões da Polícia Militar. 
A delegada-geral de Polícia, KatarinaFeitoza, ressaltou os investimentos na melhoria da estrutura e do funcionamento do DHPP, o que possibilitou o aumento da produtividade. O DHPP vem sendo reestruturado desde 2017, recebendo investimentos não apenas em sua unidade física, como também tendo um efetivo de policiais civis ainda maior, sendo boa parte deles de egressos do último concurso público. "Contamos atualmente com mais de 80 pessoas, entre delegados, agentes e escrivães. Quanto mais rápido chegarmos ao local do crime, maiores as chances de elucidação do crime", pontuou Katarina, destacando que toda essa logística resultou na ampliação de encaminhamentos de inquéritos ao Judiciário e na própria redução dos índices de homicídio na região metropolitana. 

Caso de repercussão - Um dos casos de maior destaque que foi solucionado pelo DHPP foi a morte do motorista de aplicativo Lucas PasolyneSantos Bezerra, encontrado morto em maio de 2019, próximo àBarragem Jaime Umbelino, em São Cristóvão. De acordo com as informações, o motorista de aplicativo foi torturado e morto a facadas por cinco suspeitos que buscavam outro indivíduo para um acerto de contas relacionado ao tráfico de drogas. "A investigação durou seis meses, uma investigação complexa. Tivemos apoio da família, com informações importantes para a elucidação do caso", lembrou Thereza.
Quatro suspeitos foram presos e um quinto envolvido, Jailson dos Santos Galvão, conhecido como 'Júnior' ou 'Galinho', está foragido. O fotógrafo Ronaldo Sales, pai do motorista, que estava presente na entrevista coletiva, agradeceu à polícia pela resolução do caso e pediu ajuda da população para prender o último envolvido. O DHPP garantiu que as buscas para prendê-lo permanecem em andamento.

 


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