Sinais do tempo

Geral


  • Finalmente na rede

 

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br
Yam foi lançado ano 
passado, com toda a 
pompa a que um disco assinado por Saulo Ferreira tem direito. Muita gente foi ao teatro e voltou para casa com o trabalho em mãos. Quase ninguém o ouviu. Em formato físico, os discos enchem os olhos, não os ouvidos.
A praticidade do streaming só encontra resistência entre os românticos mais teimosos, com bolsos forrados, dispostos a pagar os olhos da cara para atender às exigências de um fetiche. O tal do Compact Disc é uma mídia ultrapassada, não vale o que o gato enterra. O Long Play, muito valorizado em função dos graves gordos, a textura de veludo, tem um custo proibitivo. Para prensar um vinil, com tiragem limitada a 200 cópias, uma fábrica não cobra menos de R$ 10 mil.
Assim estamos, à mercê da assinatura exigida pelas plataformas de streaming. Eu não reclamo. O acervo dos aplicativosmais populares, Deezer e Spotfy, impressiona pela extensão, coloca a saudosa CD Club do DJ Cafu no chinelo.
Sinais do tempo. Há mais ou menos vinte anos, alugávamos discos.Hoje os carregamos para todo lado,no aparelho celular. Há quem sinta falta de acompanhar a sucessão das faixas de olho na ficha técnica, impressionado com as sugestões visuais do projeto gráfico. De fato, algumas perdas são incontornáveis, não há razão para o negar.
Saulo Ferreira finalmente jogou Yam na rede. Foi como realizar um novo lançamento. Desde então, eu mesmo não ouço outra coisa. Com todos os discos do mundo na palma da mão, cedo à monomania das harmonias classudas, de sonoridade transparente, igualzinho ao menino queeconomizava o dinheiro do lanche na escola para, ao fim de um mês, comprar um disco.

Rian Santos

Yam foi lançado ano  passado, com toda a  pompa a que um disco assinado por Saulo Ferreira tem direito. Muita gente foi ao teatro e voltou para casa com o trabalho em mãos. Quase ninguém o ouviu. Em formato físico, os discos enchem os olhos, não os ouvidos.
A praticidade do streaming só encontra resistência entre os românticos mais teimosos, com bolsos forrados, dispostos a pagar os olhos da cara para atender às exigências de um fetiche. O tal do Compact Disc é uma mídia ultrapassada, não vale o que o gato enterra. O Long Play, muito valorizado em função dos graves gordos, a textura de veludo, tem um custo proibitivo. Para prensar um vinil, com tiragem limitada a 200 cópias, uma fábrica não cobra menos de R$ 10 mil.Assim estamos, à mercê da assinatura exigida pelas plataformas de streaming. Eu não reclamo. O acervo dos aplicativosmais populares, Deezer e Spotfy, impressiona pela extensão, coloca a saudosa CD Club do DJ Cafu no chinelo.
Sinais do tempo. Há mais ou menos vinte anos, alugávamos discos.Hoje os carregamos para todo lado,no aparelho celular. Há quem sinta falta de acompanhar a sucessão das faixas de olho na ficha técnica, impressionado com as sugestões visuais do projeto gráfico. De fato, algumas perdas são incontornáveis, não há razão para o negar.
Saulo Ferreira finalmente jogou Yam na rede. Foi como realizar um novo lançamento. Desde então, eu mesmo não ouço outra coisa. Com todos os discos do mundo na palma da mão, cedo à monomania das harmonias classudas, de sonoridade transparente, igualzinho ao menino queeconomizava o dinheiro do lanche na escola para, ao fim de um mês, comprar um disco.

 


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