Policiais ameaçam parar no Carnaval e governo rechaça Adriano

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  • PELA MANHÃ OS POLICIAIS SE CONCENTRARAM EM FRENTE AO PALÁCIO ONDE DESPACHA O GOVERNADOR BELIVALDO CHAGAS; SERVIÇOS FORAM SUSPENSOS OU RETARDADOS EM VÁRIAS DELEGACIAS

 

Gabriel Damásio
Os agentes e escri-
vães da Polícia Ci-
vil paralisaram ontem as suas atividades por 24 horas, reduzindo o efetivo em serviço nas delegacias de polícia da capital e do interior. O movimento começou por volta das 7h, com uma doação de sangue coletiva no Instituto de Hematologia e Hemoterapia de Sergipe (IHHS), no São José (zona sul). Em seguida, eles se concentraram em frente ao Palácio de Despachos, no Distrito Industrial (zona sul) onde fizeram uma manifestação por boa parte do dia. Ao início da noite, os policiais fizeram um protesto em frente à Central de Flagrantes, no Santos Dumont (zona norte).
Segundo o Sindicato dos Policiais Civis de Sergipe (Sinpol), alguns serviços das delegacias, como depoimentos ou diligências de inquéritos policiais, foram suspensos ou adiados, e houve demora nos registros de ocorrências. A Delegacia-Geral de Polícia Civil nega ter havido problemas e informou que a paralisação não afetou o funcionamento e nem o atendimento prestado ao público nas unidades policiais. Outras categorias da área de segurança, como os policiais militares, bombeiros, agentes socioeducativos e policiais penais (agentes penitenciários) também participaram das manifestações, em apoio aos policiais civis, mas não suspenderam suas atividades. Os delegados de polícia também trabalharam normalmente, mas não apoiaram publicamente a paralisação. 
Nos protestos, agentes e escrivães pediam para ser recebidos pessoalmente pelo governador Belivaldo Chagas, a quem querem cobrar o atendimento de uma pauta de reivindicação, que vai da concessão de reajuste salarial ao envio de projetos de reestruturação da carreira, a exemplo do OPC - que cria o cargo de oficial de polícia com a unificação das duas classes. Segundo o agente Jean Rezende, diretor de Políticas Sindicais e Associativas do Sinpol, a pauta foi entregue ao governador ainda no começo do ano passado e, apesar das interlocuções feitas pelo secretário da Segurança Pública, João Eloy de Menezes, em nome do Palácio de Despachos, o sindicato entendeu que não houve resposta. "Belivaldo passou o ano inteiro de 2019 sem responder aos pleitos da categoria, iniciou 2020 com a mesma pegada de virar as costas e demonstrar que não tem respeito com a categoria policial civil e com os profissionais de segurança pública", disse ele. 
Ainda de acordo com Jean, os policiais vão insistir em ser recebidos por Belivaldo e já decidiram que isso não aconteça, podem repetir a paralisação durante o Carnaval, o que pode comprometer o esquema de segurança montado pela SSP.  "Essa possibilidade existe a pedido da categoria, foi deliberada e aprovada por unanimidade. É possível essa paralisação? Sim, desde que o governadornos receba, demonstre respeito com a segurança do estado e assuma um compromisso público e formal conosco. Ele sim tem o poder de negociar e fazer a categoria suspender essa paralisação", afirma o porta-voz, relacionando a falta de reajuste com a desmotivação dos policiais e a sensação de insegurança da população.
Não negocia - O Palácio de Despachos deu uma curta e dura resposta à manifestação dos policiais civis. Em uma nota, o governo disse textualmente que "se recusa a discutir com o presidente do sindicato, que já declarou abertamente ser candidato a vereador e deseja usar a causa da segurança pública como plataforma para sua campanha eleitoral". É uma referencia direta a Adriano Bandeira, presidente do Sinpol e pré-candidato a vereador de Aracaju pelo PSC - como ele mesmo confirmou em nota há duas semanas. O Estado diz entender "que não é correto misturar questões políticas com questões de segurança pública".
No mesmo comunicado, o governo informa que "continuará dialogando com todas as categorias da Segurança Pública por meio do Secretário de Segurança Pública e dos comandos da Polícia Militar e Bombeiros Militar". É uma postura que já foi adotada pelos governos anteriores, de Jackson Barreto e Marcelo Déda, que durante os movimentos de paralisação das policias Civil e Militar entre 2008 e 2014, procuraram falar apenas com os comandantes, isolando as associações de classe, como forma de manter a ordem e a hierarquia dentro das corporações. 
Adriano Bandeira não participou da paralisação de ontem porque está internado no Hospital do Coração, no São José, onde deu entrada na última sexta-feira. Segundo a assessoria do Sinpol, ele sofreu um mal estar causado por um intenso exercício físico realizado ao longo daquela semana, e seus exames constataram uma elevação abrupta das enzimas CPK, indicando quadro de pré-infarto. Os médicos orientaram que o sindicalista fique internado até a estabilização dos níveis. O quadro de saúde dele é estável. 

Gabriel Damásio

Os agentes e escri- vães da Polícia Ci- vil paralisaram ontem as suas atividades por 24 horas, reduzindo o efetivo em serviço nas delegacias de polícia da capital e do interior. O movimento começou por volta das 7h, com uma doação de sangue coletiva no Instituto de Hematologia e Hemoterapia de Sergipe (IHHS), no São José (zona sul). Em seguida, eles se concentraram em frente ao Palácio de Despachos, no Distrito Industrial (zona sul) onde fizeram uma manifestação por boa parte do dia. Ao início da noite, os policiais fizeram um protesto em frente à Central de Flagrantes, no Santos Dumont (zona norte).
Segundo o Sindicato dos Policiais Civis de Sergipe (Sinpol), alguns serviços das delegacias, como depoimentos ou diligências de inquéritos policiais, foram suspensos ou adiados, e houve demora nos registros de ocorrências. A Delegacia-Geral de Polícia Civil nega ter havido problemas e informou que a paralisação não afetou o funcionamento e nem o atendimento prestado ao público nas unidades policiais. Outras categorias da área de segurança, como os policiais militares, bombeiros, agentes socioeducativos e policiais penais (agentes penitenciários) também participaram das manifestações, em apoio aos policiais civis, mas não suspenderam suas atividades. Os delegados de polícia também trabalharam normalmente, mas não apoiaram publicamente a paralisação. 
Nos protestos, agentes e escrivães pediam para ser recebidos pessoalmente pelo governador Belivaldo Chagas, a quem querem cobrar o atendimento de uma pauta de reivindicação, que vai da concessão de reajuste salarial ao envio de projetos de reestruturação da carreira, a exemplo do OPC - que cria o cargo de oficial de polícia com a unificação das duas classes. Segundo o agente Jean Rezende, diretor de Políticas Sindicais e Associativas do Sinpol, a pauta foi entregue ao governador ainda no começo do ano passado e, apesar das interlocuções feitas pelo secretário da Segurança Pública, João Eloy de Menezes, em nome do Palácio de Despachos, o sindicato entendeu que não houve resposta. "Belivaldo passou o ano inteiro de 2019 sem responder aos pleitos da categoria, iniciou 2020 com a mesma pegada de virar as costas e demonstrar que não tem respeito com a categoria policial civil e com os profissionais de segurança pública", disse ele. 
Ainda de acordo com Jean, os policiais vão insistir em ser recebidos por Belivaldo e já decidiram que isso não aconteça, podem repetir a paralisação durante o Carnaval, o que pode comprometer o esquema de segurança montado pela SSP.  "Essa possibilidade existe a pedido da categoria, foi deliberada e aprovada por unanimidade. É possível essa paralisação? Sim, desde que o governadornos receba, demonstre respeito com a segurança do estado e assuma um compromisso público e formal conosco. Ele sim tem o poder de negociar e fazer a categoria suspender essa paralisação", afirma o porta-voz, relacionando a falta de reajuste com a desmotivação dos policiais e a sensação de insegurança da população.

Não negocia -
O Palácio de Despachos deu uma curta e dura resposta à manifestação dos policiais civis. Em uma nota, o governo disse textualmente que "se recusa a discutir com o presidente do sindicato, que já declarou abertamente ser candidato a vereador e deseja usar a causa da segurança pública como plataforma para sua campanha eleitoral". É uma referencia direta a Adriano Bandeira, presidente do Sinpol e pré-candidato a vereador de Aracaju pelo PSC - como ele mesmo confirmou em nota há duas semanas. O Estado diz entender "que não é correto misturar questões políticas com questões de segurança pública".
No mesmo comunicado, o governo informa que "continuará dialogando com todas as categorias da Segurança Pública por meio do Secretário de Segurança Pública e dos comandos da Polícia Militar e Bombeiros Militar". É uma postura que já foi adotada pelos governos anteriores, de Jackson Barreto e Marcelo Déda, que durante os movimentos de paralisação das policias Civil e Militar entre 2008 e 2014, procuraram falar apenas com os comandantes, isolando as associações de classe, como forma de manter a ordem e a hierarquia dentro das corporações. 
Adriano Bandeira não participou da paralisação de ontem porque está internado no Hospital do Coração, no São José, onde deu entrada na última sexta-feira. Segundo a assessoria do Sinpol, ele sofreu um mal estar causado por um intenso exercício físico realizado ao longo daquela semana, e seus exames constataram uma elevação abrupta das enzimas CPK, indicando quadro de pré-infarto. Os médicos orientaram que o sindicalista fique internado até a estabilização dos níveis. O quadro de saúde dele é estável. 

 


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