Absurdo no País do Carnaval

Geral


  • Bolsonaro não aprovou

 

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br
Não é fácil ler o jor-
nal depois de um 
feriado. Pior ainda depois do Carnaval. Nas ruas, nas praias, a alegria era a única norma. Segundo todas as notícias, contudo, o mundo não cessa de girar.
O Brasil é um país absurdo. O presidente de turno flerta descaradamente com a supressão da ordem democrática. População e demais autoridades da República tocam o barco, simplesmente, fingem que está tudo bem.
Claro que a tentação autoritária derivada do poder político não foi naturalizada por obra e graça do folião sem lenço, sem documento, solto na buraqueira, no cortejo do Rasgadinho. A César o que é de César. Ao longo da História, presidentes eleitos e não eleitos evocam a conspiração de forças ocultas, apontam o dedo duro para a "imprensa golpista" com a maior cara lisa do mundo. Deu no que deu.
Bolsonaro é o mais tosco de todos. Dá as costas para os repórteres ao ouvir uma pergunta desconfortável e já assinou Medida Provisória com o fim exclusivo de sufocar a imprensa independente por via econômica. O presidente ataca jornalistas no exercício da profissão com palavras baixas, em prejuízo do decoro, incita a população contra o Poder Legislativo. E ainda não recebeu resposta à altura. O Congresso Nacional, o Ministério Público, a Procuradoria Geral da República, o Supremo Tribunal Federal repousam em berço esplêndido, funcionam normalmente.
Não dá para culpar a festa, condenar a euforia das massas, a cerveja, o suor, o samba, a paixão pela bola, a televisão. Nos bloquinhos, no sambódromo, nos estádios de futebol, o povo faz o que pode e manda o presidente "tomar" lá onde o sol não bate, com todas as letras.Ele não aprovou o desfile da Mangueira. Ao contrário do que afirma um texto atribuído a Arnaldo Jabor, difundido por meio do WhatsApp, Bolsonaro não tem razão para comemorar o Carnaval.

Rian Santos

Não é fácil ler o jor- nal depois de um  feriado. Pior ainda depois do Carnaval. Nas ruas, nas praias, a alegria era a única norma. Segundo todas as notícias, contudo, o mundo não cessa de girar.
O Brasil é um país absurdo. O presidente de turno flerta descaradamente com a supressão da ordem democrática. População e demais autoridades da República tocam o barco, simplesmente, fingem que está tudo bem.
Claro que a tentação autoritária derivada do poder político não foi naturalizada por obra e graça do folião sem lenço, sem documento, solto na buraqueira, no cortejo do Rasgadinho. A César o que é de César. Ao longo da História, presidentes eleitos e não eleitos evocam a conspiração de forças ocultas, apontam o dedo duro para a "imprensa golpista" com a maior cara lisa do mundo. Deu no que deu.
Bolsonaro é o mais tosco de todos. Dá as costas para os repórteres ao ouvir uma pergunta desconfortável e já assinou Medida Provisória com o fim exclusivo de sufocar a imprensa independente por via econômica. O presidente ataca jornalistas no exercício da profissão com palavras baixas, em prejuízo do decoro, incita a população contra o Poder Legislativo. E ainda não recebeu resposta à altura. O Congresso Nacional, o Ministério Público, a Procuradoria Geral da República, o Supremo Tribunal Federal repousam em berço esplêndido, funcionam normalmente.
Não dá para culpar a festa, condenar a euforia das massas, a cerveja, o suor, o samba, a paixão pela bola, a televisão. Nos bloquinhos, no sambódromo, nos estádios de futebol, o povo faz o que pode e manda o presidente "tomar" lá onde o sol não bate, com todas as letras.Ele não aprovou o desfile da Mangueira. Ao contrário do que afirma um texto atribuído a Arnaldo Jabor, difundido por meio do WhatsApp, Bolsonaro não tem razão para comemorar o Carnaval.

 


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