Pelos artistas da minha terra

Cultura

 

* Antonia Amorosa
Olá! Eu sou Antonia Amorosa, artista popular, com muita honra. Porque vejo a arte como uma das mais belas missões do ser humano, se cumprindo seu papel - contribuir com a felicidade humana, sua história, seu legado.
Não irei entrar no mérito histórico da arte, nem cansa-los com estes detalhes mas, eu preciso e devo tratar sobre este assunto, não apenas por mim, mas igualmente por todos os meus colegas e amigos da música, em especial, meu Sergipe, que é onde vivo e, portanto, minha responsabilidade social gira , inicialmente, em torno da nossa aldeia.
Como vocês sabem, o artista, o músico, enfim, sobrevive da sua arte!Muitos precisam ter outro emprego para sobreviver porque Sergipe não possui uma política cultural decente, onde os trabalhadores da arte, em sua grande parte, são marginalizados pelo poder público. (Afinal, realizar um show por ano para um setor não é estar inserido numa política cultural dinâmica).Sim! Muitos vivem a margem, não sendo tratados na altura da sua importância porque cometeram, segundo alguns,  "o pecado" de nascer aqui.
Há muitos anos que não canto em bares e restaurantes porque na década de 80, quando comecei minha carreira, na hora do intervalo, eu atravessava para o calçadão antigo da Atalaia para conversar com Deus, onde lhe pedia que me tirasse das casas noturnas. Que eu queria cantar mas, me identificava mais com teatros, praças e eventos.
No entanto, tenho respeito pela casa que me acolheu, o antigo Tropeiro, onde fui contratada como cantora com direito a registro na minha carteira de trabalho. Sou grata porque o tropeiro foi uma escola de dois anos e meio que me ensinou muita coisa e me deu amigos, até aos dias de hoje.
Mas, ainda hoje, vários colegas e amigos musicais vivem da profissão em restaurantes, onde alguns permanecem porque gostam de atuar nelas, e isso é um direito, porém, outros estão lá, por falta de opção. O que eles sabem fazer de melhor é tocar seu instrumento e cantar, "não importando se quem pagou ou quis ouvir", como diz o poeta.
Sabemos sobre a proibição de eventos por conta da pandemia e, vocês também sabem, essa quarentena pode se estender. Não sabemos o que vai acontecer e precisamos encontrar saídas de sobrevivência para nossos intérpretes da voz e instrumentistas.
Então, se eles decidirem fazer live, marcar uma hora de música ao vivo pelo YouTube ou grupo fechado no Facebook, ou story pelo Instagram, enfim, colaborem com eles através de um "couvert virtual", onde eles passam os dados de uma conta e você, espontaneamente, como fã do seu Artista, o ajuda a atravessar este momento.
Porque muitos são pais de família e existem pessoas que dependem deles. Estou muito preocupada com eles porque sou artista e sei do quanto é difícil viver de arte em Sergipe. (Aliás, eu sou a artista viva que mais conhece, de perto, quem são os filhos de bom coração de Sergipe que respeitam a missão de um artista. Posso garantir a vocês que eu conheço e, um dia, falarei em livro, quem são eles. Devo isso a história).
Estou tratando sobre este assunto porque muitos deles não terão coragem para isso, e eu os entendo. Então, como uma quase matriarca da música sergipana, eu tenho obrigação de falar sobre isto. Cabe a mim, como uma artista que tem uma história musical mais longa, levar isso a público. Porque não é vergonha ofertar nosso produto, pedir apoio. Quem for grande e nobre, parecido com a imagem e semelhança de Deus, de modo algum irá ignorar a sua luta. Pode ter certeza disso! Não é vergonha ofertar seu trabalho. Não esqueçam disso.
Quem ignorar, agradeça porque a maior oportunidade que alguém pode perder na vida, é de apoiar quem precisa. Tem que possua uma riqueza superior ao vil metal, que é uma energia inerente a quem pensa com o coração onde o banco de Deus multiplica.
Então, qual seria a proposta?
Imaginem uma live com 100 pessoas, como exemplo. Se cada pessoa colaborar com 5 ou 10 reais, aquele artista terá recurso para manter sua sobrevivência e da sua família, com dignidade, por um período, mesmo que breve.  Até show particular para um grupo familiar, é possível ser feito. Para cada crise, tire o S que é primo do SE, e crie! É o que estou tentando fazer aqui, por todos nós!
Não fechem seus corações para os artistas porque só sabe o que é viver de arte e da grandeza do outro, quem é artista!
Sendo assim, aos artistas:
Programe live e divulgue nos seus contatos. Escolha as ferramentas que vai usar e busque ajuda se não souber como fazer.
 
Ao público
Não fechem seus corações para seus artistas que já lhes deu tantas alegrias. Não ignorem a importância deles para suas vidas, naqueles dias em que você foi levantado por causa do seu canto e do seu instrumento.
Na medida do possível, acolha. Se cada povo cuidar dos seus Artistas, atravessaremos este percurso unidos, e poderemos experimentar juntos, a maior riqueza do ser humano - a capacidade de sair de si mesmo para pensar no outro.
Que Deus abençoe nossos artistas-músicos, e que nada falte, em se tratando do necessário, para nenhum deles, nenhum de nós, em Nome de Jesus!
* Antonia Amorosa, cantora, compositora, escritora e jornalista.

* Antonia Amorosa

Olá! Eu sou Antonia Amorosa, artista popular, com muita honra. Porque vejo a arte como uma das mais belas missões do ser humano, se cumprindo seu papel - contribuir com a felicidade humana, sua história, seu legado.
Não irei entrar no mérito histórico da arte, nem cansa-los com estes detalhes mas, eu preciso e devo tratar sobre este assunto, não apenas por mim, mas igualmente por todos os meus colegas e amigos da música, em especial, meu Sergipe, que é onde vivo e, portanto, minha responsabilidade social gira , inicialmente, em torno da nossa aldeia.
Como vocês sabem, o artista, o músico, enfim, sobrevive da sua arte!Muitos precisam ter outro emprego para sobreviver porque Sergipe não possui uma política cultural decente, onde os trabalhadores da arte, em sua grande parte, são marginalizados pelo poder público. (Afinal, realizar um show por ano para um setor não é estar inserido numa política cultural dinâmica).Sim! Muitos vivem a margem, não sendo tratados na altura da sua importância porque cometeram, segundo alguns,  "o pecado" de nascer aqui.
Há muitos anos que não canto em bares e restaurantes porque na década de 80, quando comecei minha carreira, na hora do intervalo, eu atravessava para o calçadão antigo da Atalaia para conversar com Deus, onde lhe pedia que me tirasse das casas noturnas. Que eu queria cantar mas, me identificava mais com teatros, praças e eventos.
No entanto, tenho respeito pela casa que me acolheu, o antigo Tropeiro, onde fui contratada como cantora com direito a registro na minha carteira de trabalho. Sou grata porque o tropeiro foi uma escola de dois anos e meio que me ensinou muita coisa e me deu amigos, até aos dias de hoje.
Mas, ainda hoje, vários colegas e amigos musicais vivem da profissão em restaurantes, onde alguns permanecem porque gostam de atuar nelas, e isso é um direito, porém, outros estão lá, por falta de opção. O que eles sabem fazer de melhor é tocar seu instrumento e cantar, "não importando se quem pagou ou quis ouvir", como diz o poeta.
Sabemos sobre a proibição de eventos por conta da pandemia e, vocês também sabem, essa quarentena pode se estender. Não sabemos o que vai acontecer e precisamos encontrar saídas de sobrevivência para nossos intérpretes da voz e instrumentistas.
Então, se eles decidirem fazer live, marcar uma hora de música ao vivo pelo YouTube ou grupo fechado no Facebook, ou story pelo Instagram, enfim, colaborem com eles através de um "couvert virtual", onde eles passam os dados de uma conta e você, espontaneamente, como fã do seu Artista, o ajuda a atravessar este momento.
Porque muitos são pais de família e existem pessoas que dependem deles. Estou muito preocupada com eles porque sou artista e sei do quanto é difícil viver de arte em Sergipe. (Aliás, eu sou a artista viva que mais conhece, de perto, quem são os filhos de bom coração de Sergipe que respeitam a missão de um artista. Posso garantir a vocês que eu conheço e, um dia, falarei em livro, quem são eles. Devo isso a história).
Estou tratando sobre este assunto porque muitos deles não terão coragem para isso, e eu os entendo. Então, como uma quase matriarca da música sergipana, eu tenho obrigação de falar sobre isto. Cabe a mim, como uma artista que tem uma história musical mais longa, levar isso a público. Porque não é vergonha ofertar nosso produto, pedir apoio. Quem for grande e nobre, parecido com a imagem e semelhança de Deus, de modo algum irá ignorar a sua luta. Pode ter certeza disso! Não é vergonha ofertar seu trabalho. Não esqueçam disso.
Quem ignorar, agradeça porque a maior oportunidade que alguém pode perder na vida, é de apoiar quem precisa. Tem que possua uma riqueza superior ao vil metal, que é uma energia inerente a quem pensa com o coração onde o banco de Deus multiplica.
Então, qual seria a proposta?
Imaginem uma live com 100 pessoas, como exemplo. Se cada pessoa colaborar com 5 ou 10 reais, aquele artista terá recurso para manter sua sobrevivência e da sua família, com dignidade, por um período, mesmo que breve.  Até show particular para um grupo familiar, é possível ser feito. Para cada crise, tire o S que é primo do SE, e crie! É o que estou tentando fazer aqui, por todos nós!
Não fechem seus corações para os artistas porque só sabe o que é viver de arte e da grandeza do outro, quem é artista!
Sendo assim, aos artistas:
Programe live e divulgue nos seus contatos. Escolha as ferramentas que vai usar e busque ajuda se não souber como fazer. Ao públicoNão fechem seus corações para seus artistas que já lhes deu tantas alegrias. Não ignorem a importância deles para suas vidas, naqueles dias em que você foi levantado por causa do seu canto e do seu instrumento.
Na medida do possível, acolha. Se cada povo cuidar dos seus Artistas, atravessaremos este percurso unidos, e poderemos experimentar juntos, a maior riqueza do ser humano - a capacidade de sair de si mesmo para pensar no outro.
Que Deus abençoe nossos artistas-músicos, e que nada falte, em se tratando do necessário, para nenhum deles, nenhum de nós, em Nome de Jesus!

* Antonia Amorosa, cantora, compositora, escritora e jornalista.

 


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