Necessitamos de mais mulheres cientistas

Saumínio Nascimento

 

Estatísticas preliminares da Organiza-
ção Mundial de Propriedade Intelec-
tual (WIPO) revelam que em 2019 menos de um quinto dos inventores mencionados em pedidos de patentes internacionais eram mulheres. Segundo a entidade, levou 25 anos para essa participação quase dobrar, de 9,5% em 1995 para 18,7% em 2019. Enquanto os números estão indo na direção certa, no atual ritmo de paridade entre os inventores listados no Sistema Internacional de Patentes (PCT), somente será alcançada em 2044.
O PCT - O Sistema Internacional de Patentes abrange o Tratado de Cooperação em Patentes (PCT) que auxilia os solicitantes a buscar proteção internacional para suas invenções, ajuda os escritórios de patentes com suas decisões de concessão de patentes e facilita o acesso público a uma riqueza de informações técnicas relacionadas a essas invenções.
Ao registrar um pedido de patente internacional sob o PCT, os solicitantes podem buscar simultaneamente proteção para uma invenção em um grande número de países.
Apesar das melhorias gerais na igualdade de gênero em todo o mundo, persistem lacunas de gênero no patenteamento. Os dados mais recentes da Organização Mundial de Propriedade Intelectual mostram que apenas 30,5% dos pedidos de patentes internacionais apresentados pela Organização incluíam pelo menos uma inventora.
Embora seja encorajador que o número de pedidos de PCT com pelo menos uma inventora tenha quase dobrado desde 2007, a paridade de gênero permanece uma perspectiva distante. Supondo que a tendência continue, os números deverão se equilibrar apenas em 2076.  
Os pedidos de patentes internacionais são uma referência importante para medir a atividade inovadora na economia global. Para a Organização Mundial de Propriedade Intelectual, a baixa representação das mulheres é particularmente preocupante, pois indica que uma enorme variedade de talentos não está sendo colocada à disposição da humanidade para ajudar a resolver problemas sociais prementes, como mudança climática, produção e consumo de energia sustentável ou segurança alimentar, as mulheres são importantes para aumentar a competitividade dos pedidos de patentes internacionais.
As inventoras mulheres tendem a se concentrar em disciplinas específicas, com aproximadamente 60% de pedidos de registro nos campos da biotecnologia, farmacêutica e química orgânica fina.
Motores, bombas e turbinas e elementos mecânicos são os campos em que as mulheres apresentaram o menor pedido de patente em 2019.
Consistentemente com as tendências da década passada, as mulheres inventoras continuam a ser mais prevalentes na academia (27,1% em 2019), em oposição ao setor privado (17,8%).
Diante deste cenário, a Organização Mundial de Propriedade Intelectual está trabalhando ativamente em prol da igualdade de gênero e da plena participação feminina no sistema internacional de direitos de propriedade intelectual, através da integração sistemática de gênero em seu programa de trabalho e em atividades especificamente dedicadas a esse objetivo. Por exemplo, o projeto "Aumentando o papel das mulheres na inovação e no empreendedorismo" está lançando luz sobre os impedimentos que as mulheres enfrentam ao abordar o sistema de registro de patentes.
Além disso, a Academia da Organização Mundial de Propriedade Intelectual está construindo um sólido canal de mulheres especialistas em prorpiredade intelectual por meio de treinamento. A participação das mulheres na Academia da WIPO aumentou mais de 2.400 vezes desde 1998 e, em 2019, as mulheres compunham mais da metade das participantes de todos os programas.
A Academia é o centro de excelência em educação e treinamento em propriedade intelectual para os estados membros da WIPO , em particular os países em desenvolvimento, os países menos desenvolvidos e os países em transição. A Academia trabalha para ajudar a construir a capacidade humana em propriedade intelectual, essencial para a inovação.
Homens e mulheres são igualmente criativos e inovadores. No entanto, as mulheres continuam sub-representadas em muitas áreas. Além disso, nas últimas décadas,os estudos de gênero influenciaram inúmeras áreas do direito, geralmente iluminando vieses ocultos que não eram apreciados. A busca de caminhos que possam trazer sistemas equitativos de inovação e criatividade irão ampliar e melhorar as invenções que a humanidade precisa.
Para referenciar a importância das mulheres nos sistemas de patenteamento, citarei adiante um exemplo da Índia.
A rainha da biotecnologia de Bangalore, a primeira dama da Índia em biotecnologia, a mãe da invenção; esses são apenas alguns dos títulos que a imprensa cunhou para descrever Kiran Mazumdar-Shaw, presidente e diretora administrativa da Biocon, Ltd. (Biocon), a maior empresa de biotecnologia da Índia. Quando estudante, Mazumdar-Shaw planejava se tornar uma cervejeira, seguindo os passos de seu pai. Uma escolha de carreira incomum para alguém do estado de Gujarat (que proíbe o álcool), ela voltou depois de completar seus estudos universitários na Austrália para descobrir que a indústria cervejeira não estava pronta para aceitar uma mulher.
Sem se deixar abater, ela voltou seu interesse pela ciência da fermentação para outros fins. Em 1978, ela convenceu uma pequena empresa irlandesa a formar uma joint venture, e a Biocon nasceu. 
Este é um exemplo da importância de termos incentivos para que tenhamos mais mulheres cientistas, precisamos delas para juntas com os homens melhorarem a ciência mundial a salvar vidas.

Estatísticas preliminares da Organiza- ção Mundial de Propriedade Intelec- tual (WIPO) revelam que em 2019 menos de um quinto dos inventores mencionados em pedidos de patentes internacionais eram mulheres. Segundo a entidade, levou 25 anos para essa participação quase dobrar, de 9,5% em 1995 para 18,7% em 2019. Enquanto os números estão indo na direção certa, no atual ritmo de paridade entre os inventores listados no Sistema Internacional de Patentes (PCT), somente será alcançada em 2044.
O PCT - O Sistema Internacional de Patentes abrange o Tratado de Cooperação em Patentes (PCT) que auxilia os solicitantes a buscar proteção internacional para suas invenções, ajuda os escritórios de patentes com suas decisões de concessão de patentes e facilita o acesso público a uma riqueza de informações técnicas relacionadas a essas invenções.
Ao registrar um pedido de patente internacional sob o PCT, os solicitantes podem buscar simultaneamente proteção para uma invenção em um grande número de países.
Apesar das melhorias gerais na igualdade de gênero em todo o mundo, persistem lacunas de gênero no patenteamento. Os dados mais recentes da Organização Mundial de Propriedade Intelectual mostram que apenas 30,5% dos pedidos de patentes internacionais apresentados pela Organização incluíam pelo menos uma inventora.
Embora seja encorajador que o número de pedidos de PCT com pelo menos uma inventora tenha quase dobrado desde 2007, a paridade de gênero permanece uma perspectiva distante. Supondo que a tendência continue, os números deverão se equilibrar apenas em 2076.  
Os pedidos de patentes internacionais são uma referência importante para medir a atividade inovadora na economia global. Para a Organização Mundial de Propriedade Intelectual, a baixa representação das mulheres é particularmente preocupante, pois indica que uma enorme variedade de talentos não está sendo colocada à disposição da humanidade para ajudar a resolver problemas sociais prementes, como mudança climática, produção e consumo de energia sustentável ou segurança alimentar, as mulheres são importantes para aumentar a competitividade dos pedidos de patentes internacionais.
As inventoras mulheres tendem a se concentrar em disciplinas específicas, com aproximadamente 60% de pedidos de registro nos campos da biotecnologia, farmacêutica e química orgânica fina.
Motores, bombas e turbinas e elementos mecânicos são os campos em que as mulheres apresentaram o menor pedido de patente em 2019.
Consistentemente com as tendências da década passada, as mulheres inventoras continuam a ser mais prevalentes na academia (27,1% em 2019), em oposição ao setor privado (17,8%).
Diante deste cenário, a Organização Mundial de Propriedade Intelectual está trabalhando ativamente em prol da igualdade de gênero e da plena participação feminina no sistema internacional de direitos de propriedade intelectual, através da integração sistemática de gênero em seu programa de trabalho e em atividades especificamente dedicadas a esse objetivo. Por exemplo, o projeto "Aumentando o papel das mulheres na inovação e no empreendedorismo" está lançando luz sobre os impedimentos que as mulheres enfrentam ao abordar o sistema de registro de patentes.
Além disso, a Academia da Organização Mundial de Propriedade Intelectual está construindo um sólido canal de mulheres especialistas em prorpiredade intelectual por meio de treinamento. A participação das mulheres na Academia da WIPO aumentou mais de 2.400 vezes desde 1998 e, em 2019, as mulheres compunham mais da metade das participantes de todos os programas.
A Academia é o centro de excelência em educação e treinamento em propriedade intelectual para os estados membros da WIPO , em particular os países em desenvolvimento, os países menos desenvolvidos e os países em transição. A Academia trabalha para ajudar a construir a capacidade humana em propriedade intelectual, essencial para a inovação.
Homens e mulheres são igualmente criativos e inovadores. No entanto, as mulheres continuam sub-representadas em muitas áreas. Além disso, nas últimas décadas,os estudos de gênero influenciaram inúmeras áreas do direito, geralmente iluminando vieses ocultos que não eram apreciados. A busca de caminhos que possam trazer sistemas equitativos de inovação e criatividade irão ampliar e melhorar as invenções que a humanidade precisa.
Para referenciar a importância das mulheres nos sistemas de patenteamento, citarei adiante um exemplo da Índia.
A rainha da biotecnologia de Bangalore, a primeira dama da Índia em biotecnologia, a mãe da invenção; esses são apenas alguns dos títulos que a imprensa cunhou para descrever Kiran Mazumdar-Shaw, presidente e diretora administrativa da Biocon, Ltd. (Biocon), a maior empresa de biotecnologia da Índia. Quando estudante, Mazumdar-Shaw planejava se tornar uma cervejeira, seguindo os passos de seu pai. Uma escolha de carreira incomum para alguém do estado de Gujarat (que proíbe o álcool), ela voltou depois de completar seus estudos universitários na Austrália para descobrir que a indústria cervejeira não estava pronta para aceitar uma mulher.
Sem se deixar abater, ela voltou seu interesse pela ciência da fermentação para outros fins. Em 1978, ela convenceu uma pequena empresa irlandesa a formar uma joint venture, e a Biocon nasceu. 
Este é um exemplo da importância de termos incentivos para que tenhamos mais mulheres cientistas, precisamos delas para juntas com os homens melhorarem a ciência mundial a salvar vidas.

 


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