Contra o tempo

Opinião

 

Apenas 62 novos leitos de UTI serão disponibilizados 
pelo governo de Sergipe, a fim de absorver a de-
manda extraordinária criada pela pandemia de coronavírus. Se tudo correr bem e as medidas de contenção do contágio se provarem suficientes, as unidades do Sistema Único de Saúde devem dar conta do recado. Não é o que já se observa, entretanto, nos estados brasileiros onde o covid-19 avança. O colapso do sistema público de saúde pode ser apenas uma questão de tempo.
O governador Belivaldo Chagas conta com a sorte. As vagas a serem abertas no provável auge da crise, dentro de 15 dias, preparam o estado para um cenário de relativa tranquilidade. Talvez não seja o caso. O mais responsável seria se preparar para o pior.
Segundo o governador, o aumento no número de leitos de UTI e de enfermaria é uma ação estratégica, tendo em vista a projeção de um possível pico no processo de transmissão do coronavírus (Covid-19). Ele não diz, entretanto, que não há projeções para o número de infectados. A bem da verdade, não dá para confiar nem mesmo nos balanços divulgados todos os dias pelo Ministério da Saúde.
No Hospital da Polícia Militar, além das adequações estruturais, como pinturas e substituição das instalações hidráulicas, a unidade contará com reforma da rede de gás e sistema elétrico, novos aparelhos de ar condicionado e mobiliário. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, o HPM estará equipado e pronto em uma semana Já a Hildete Falcão entrará em funcionamento em 20 dias. 
Neste momento da crise, os discursos já não prescindem de ações. No fim das contas, boas intenções à parte, Sergipe ainda não está preparado para a crise.

Apenas 62 novos leitos de UTI serão disponibilizados  pelo governo de Sergipe, a fim de absorver a de- manda extraordinária criada pela pandemia de coronavírus. Se tudo correr bem e as medidas de contenção do contágio se provarem suficientes, as unidades do Sistema Único de Saúde devem dar conta do recado. Não é o que já se observa, entretanto, nos estados brasileiros onde o covid-19 avança. O colapso do sistema público de saúde pode ser apenas uma questão de tempo.
O governador Belivaldo Chagas conta com a sorte. As vagas a serem abertas no provável auge da crise, dentro de 15 dias, preparam o estado para um cenário de relativa tranquilidade. Talvez não seja o caso. O mais responsável seria se preparar para o pior.
Segundo o governador, o aumento no número de leitos de UTI e de enfermaria é uma ação estratégica, tendo em vista a projeção de um possível pico no processo de transmissão do coronavírus (Covid-19). Ele não diz, entretanto, que não há projeções para o número de infectados. A bem da verdade, não dá para confiar nem mesmo nos balanços divulgados todos os dias pelo Ministério da Saúde.
No Hospital da Polícia Militar, além das adequações estruturais, como pinturas e substituição das instalações hidráulicas, a unidade contará com reforma da rede de gás e sistema elétrico, novos aparelhos de ar condicionado e mobiliário. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, o HPM estará equipado e pronto em uma semana Já a Hildete Falcão entrará em funcionamento em 20 dias. 
Neste momento da crise, os discursos já não prescindem de ações. No fim das contas, boas intenções à parte, Sergipe ainda não está preparado para a crise.

 


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