Deus é mais...

Geral


  • Unha e carne com Bolsonaro

 

Rian Santos
riansantos@jornaldodiase.com.br
Os mais velhos sem-
pre argumenta-
ram: Deus é mais! Que se disponham a frequentar os cultos religiosos, em plena pandemia, um sinal de desprezo pela Ciência, entretanto, foge à compreensão de qualquer um com um pingo de juízo sob os cabelos ralos.
Razão de sobra para desafiar as autoridades sanitárias, ao contrário, tinha o pastor R R Soares. Impedido de recolher a oferta dos crentes em dinheiro vivo, eleagora recorreaos meios eletrônicos, na tentativa demanter o fluxo no caixa. Máscara no rosto,de frente para a câmera,o pastor orienta: quarentena não é desculpa para um cristão de verdade faltar com as suas obrigações. A igreja também aceita doações e pagamentos por transferência bancária.
Quem frequenta os cultos evangélicos está acostumado com o apelo monetário, realizado no púlpito dos templos.Além de pagar o dízimo, os fiéis são assediados o tempo todo com a oferta deamuletos, bênçãos, porções mágicas. Inédito, em tal comércio, somente o contexto. A expectativa é de uma crise econômica de proporções bíblicas, efeito colateral do combate ao coronavírus, um remédio de gosto amargo.
Tudo indica, a obra de Deus não se fará por milagre. Antes de descer à Terra, o Todo Poderoso precisa de pessoas generosas, corações imensos, carteiras forradas. Por essa lógica, os pobres não herdarão o reino dos céus, como é prometido em uma passagem esquecida do livro sagrado. Aparentemente, a esperança em dias melhores é privilégio de gente abastada.
R R Soares e mercadores da mesma laia exigem o sacrifício de quem anda na corda bamba, sem chororô. Não tem arrego, não tem uma palavra de consolo para os desgraçados com a corda no pescoço. Empatia zero. Não à toa, é unha e carne com o presidente Bolsonaro.

Rian Santos

Os mais velhos sem- pre argumenta- ram: Deus é mais! Que se disponham a frequentar os cultos religiosos, em plena pandemia, um sinal de desprezo pela Ciência, entretanto, foge à compreensão de qualquer um com um pingo de juízo sob os cabelos ralos.
Razão de sobra para desafiar as autoridades sanitárias, ao contrário, tinha o pastor R R Soares. Impedido de recolher a oferta dos crentes em dinheiro vivo, eleagora recorreaos meios eletrônicos, na tentativa demanter o fluxo no caixa. Máscara no rosto,de frente para a câmera,o pastor orienta: quarentena não é desculpa para um cristão de verdade faltar com as suas obrigações. A igreja também aceita doações e pagamentos por transferência bancária.
Quem frequenta os cultos evangélicos está acostumado com o apelo monetário, realizado no púlpito dos templos.Além de pagar o dízimo, os fiéis são assediados o tempo todo com a oferta deamuletos, bênçãos, porções mágicas. Inédito, em tal comércio, somente o contexto. A expectativa é de uma crise econômica de proporções bíblicas, efeito colateral do combate ao coronavírus, um remédio de gosto amargo.
Tudo indica, a obra de Deus não se fará por milagre. Antes de descer à Terra, o Todo Poderoso precisa de pessoas generosas, corações imensos, carteiras forradas. Por essa lógica, os pobres não herdarão o reino dos céus, como é prometido em uma passagem esquecida do livro sagrado. Aparentemente, a esperança em dias melhores é privilégio de gente abastada.
R R Soares e mercadores da mesma laia exigem o sacrifício de quem anda na corda bamba, sem chororô. Não tem arrego, não tem uma palavra de consolo para os desgraçados com a corda no pescoço. Empatia zero. Não à toa, é unha e carne com o presidente Bolsonaro.

 


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