Dois pesos

Opinião

 

As principais medidas adotadas pela presidência 
da República, a fim de remediar os efeitos colate
rais do Coronavírus na economia, foram dedicadas à proteção do empresariado. Na visão do presidente Jair Bolsonaro, o Brasil está em dívida com os donos de empresas. O trabalhador e as normas da CLT são obstáculo.
Dois pesos, duas medidas. Ontem, por exemplo, os lojistas dos Shopping Centers receberam mais uma boa notícia. Enquanto a quarentena estiver em vigor, não precisarão arcar com os custos de aluguel do ponto. A ajuda não para por aí. As despesas com condomínio e fundo de promoção também serão discutidas, caso a caso.
A medida, em si mesma, é justa e acertada. Incompreensível, em contexto de pandemia, é a relutância do governo federal em estender a rede de proteção social em favor dos mais necessitados. Os números auferidos antes da emergência já eram preocupantes. Agora, na iminência de uma recessão mundial, o mais responsável seria preservar não somente os empregos, mas também a renda dos trabalhadores. A combalida economia nacional não aguenta uma nova retração do consumo.
O governo federal fala em união. Desde o início da gestão Bolsonaro, no entanto, o Brasil é um país pródigo na socialização dos déficits orçamentários. Assim, os custos derivados da reforma da previdência, por exemplo, foram transferidos para a classe trabalhadora, mantendo privilégios pornográficos. A desigualdade prospera. Os mais ricos jamais serão taxados pela atual gestão,  demoram a ser chamados à própria responsabilidade.

As principais medidas adotadas pela presidência  da República, a fim de remediar os efeitos colate rais do Coronavírus na economia, foram dedicadas à proteção do empresariado. Na visão do presidente Jair Bolsonaro, o Brasil está em dívida com os donos de empresas. O trabalhador e as normas da CLT são obstáculo.
Dois pesos, duas medidas. Ontem, por exemplo, os lojistas dos Shopping Centers receberam mais uma boa notícia. Enquanto a quarentena estiver em vigor, não precisarão arcar com os custos de aluguel do ponto. A ajuda não para por aí. As despesas com condomínio e fundo de promoção também serão discutidas, caso a caso.
A medida, em si mesma, é justa e acertada. Incompreensível, em contexto de pandemia, é a relutância do governo federal em estender a rede de proteção social em favor dos mais necessitados. Os números auferidos antes da emergência já eram preocupantes. Agora, na iminência de uma recessão mundial, o mais responsável seria preservar não somente os empregos, mas também a renda dos trabalhadores. A combalida economia nacional não aguenta uma nova retração do consumo.
O governo federal fala em união. Desde o início da gestão Bolsonaro, no entanto, o Brasil é um país pródigo na socialização dos déficits orçamentários. Assim, os custos derivados da reforma da previdência, por exemplo, foram transferidos para a classe trabalhadora, mantendo privilégios pornográficos. A desigualdade prospera. Os mais ricos jamais serão taxados pela atual gestão,  demoram a ser chamados à própria responsabilidade.

 


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