Ana denuncia agressão a professores em São Cristóvão

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Publicada em 26/02/2013 às 03:05:00

A deputada estadual Ana Lúcia (PT) protestou ontem contra a agressão sofrida por uma professora no município de São Cristóvão, pelo policial civil e ex-vereador Israel Sarmento, na última quinta-feira.

Segundo a deputada, o Sintese já está tomando as providencias, citando como exemplo o Boletim de Ocorrência que foi prestado e entregue a Superintendência que encaminhou para a Corregedoria, por ser o local correto para tomar as providências. "O Sintese também vai encaminhar para a Corregedoria dos Direitos Humanos, por ser uma violação aos direitos humanos e esperamos que o secretário de Segurança Pública tome as devidas providências, porque isso não pode acontecer mais", disse.

Segundo a deputada tratava-se de uma manifestação dos professores, "e além do policial civil ter dado um tapa na professora e na filha da professora, ele (Israel) está nos meios de comunicação dizendo inverdades e acusando os professores de estarem com pau e pedra e que em seguida esconderam em um beco", protestou a deputada, afirmando que os professores nunca usaram pau e pedra "a grande arma dos professores sempre foi a voz e o argumento", disse.

Para a deputada, não dá um policial ficar assumindo que bate, e dizer que nunca bateu em pessoas de bem, como disse em uma entrevista concedida na última sexta-feira, deixando claro que bate e como policial ele não pode bater, por não poder estar julgando quem é do bem e quem é do mal.

Solidário - O vereador e professor de Aracaju, Iran Barbosa (PT), também se solidarizou com o conjunto dos professores da rede municipal de São Cristóvão, pela perda de direitos, e com as três mulheres agredidas, com as quais já conversou e se colocou à disposição.

"Deixo a minha irrestrita solidariedade a todos os professores de São Cristóvão que foram atacados nos seus direitos e por isso protestaram e vão continuar protestando legitimamente, porque ninguém pode aceitar passivamente ter salários rebaixados e corte de direitos. E manifesto minha solidariedade e apoio às três vítimas que denunciam agressão. É preciso investigar a fundo essa denúncia e, caso comprovada a agressão, defendo que o denunciado seja punido porque nada justifica essa violência contra educadoras que estavam no exercício pleno de cidadania ao protestar contra a retirada de seus direitos enquanto trabalhadoras", afirmou Iran Barbosa.

Para o vereador petista, é preciso explicar o papel que desempenhava o policial civil Israel Sarmento quando investiu contra os educadores. Segundo Iran, a polícia civil é polícia judiciária e criminalística, portanto, não tem função de garantir a ordem pública, tarefa constitucional da Polícia Militar.