Sergipe confirma suas duas primeiras mortes por Covid-19

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  • Waneska Barbosa: \"a transmissão comunitária do coronavírus já é uma realidade em Sergipe e existe a possibilidade de que outros casos apareçam\"

 

O cenário mais temi
do pelas autorida
des locais de saúde aconteceu: duas pessoas com o coronavirus morreram na madrugada de ontem em Aracaju. A informação foi confirmada no começo da manhã pelas secretarias Municipal e Estadual da Saúde, que também relacionaram os dois casos com transmissões comunitárias da doença, isto é, quando a origem da contaminação não foi identificada. Ambas as vítimas foram atendidas na rede municipal de saúde de Aracaju. Por segurança, os corpos dos pacientes não podem ser velados, e os parentes que conviviam com eles ficarão sob acompanhamento médico.
O primeiro óbito foi de uma aposentada de 61 anos, internada em 26 de março no Hospital Nestor Piva (zona norte), com histórico de tosse seca e que, com o agravamento do quadro clínico, foi transferida para o Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), onde estava na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A paciente fazia parte do grupo de risco, pois tinha diabetes, hipertensão e problemas cardíacos, mas não tinha histórico recente de viagens para outros estados ou países .Segundo a secretária municipal de saúde, Waneska Barbosa, a piora da saúde dela foi "muito rápida"
A segunda morte foi de um homem de 60 anos, que era hipertenso e se recuperava de um acidente vascular cerebral. Ele era sergipano, mas havia chegado de São Paulo há 15 dias e deu entrada nesta terça-feira no Hospital Fernando Franco (zona sul). Seu estado de saúde se agravou em 24 horas e ele chegou a ser entubado, mas morreu durante a madrugada, horas antes de ser transferido para a UTI do Huse. Os médicos também não conseguiram identificar a origem da contaminação.  
Para Waneska Barbosa, a transmissão comunitária do coronavírus "já é uma realidade em Sergipe" e existe a possibilidade de que outros casos apareçam, porque, ao longo dos últimos dias, muitas pessoas passaram a circular pela cidade e desobedeceram às medidas de isolamento social, mesmo com a vigência de decretos emergenciais que suspenderam as aulas e os serviços não-essenciais até o dia 17 de abril. "O que nos preocupa é que os casos começam a chegar na rede pública. A gente já vinha tomando medidas de enfrentamento e isolamento social, para diminuir o número de casos em um menor espaço de tempo, e para que a gente consiga diminuir o número de óbitos. A gente vê que de uns dias pra cá, a população está indo mais às ruas e fingindo que não está mais acontecendo. Passamos a temer que o número de casos e de mortes tenha um aumento importante nos próximos dias", disse ela.
A secretária ressaltou que boa parte das pessoas que estão com o coronavírus são assintomáticas, ou seja, não desenvolvem nenhum sintoma, mas podem transmitir o agente para outras pessoas, através do espirro, do toque ou das gotículas de saliva. Ela ressaltou que o isolamento social é recomendado como a medida mais eficiente para impedir a circulação do vírus e evitar uma escalada mais forte no crescimento dos casos em determinada região. E que os sintomas costumam se manifestar em três a quatro dias após o contágio, mas isso pode evoluir durante duas semanas. "Nós voltamos a apelar que a população fique em casa e só saia se precisar comprar um alimento ou precisa ir trabalhar. Entendemos que quanto mais pessoas circularem em lugares comuns, mais as pessoas com co-morbidades ou mais vulneráveis vão precisar de hospitais", alerta. 
Agora, Sergipe tem 23 casos confirmados de Covid-19, sendo 20 na capital e três no interior. O mais recente deles foi de um homem de 66 anos, morador de Aracaju, que deu entrada ontem em um hospital particular. Desse total, cinco pacientes estão internados em hospitais da rede particular, sendo dois em estado mais grave, ocupando leitos de UTI. Até o momento, 308 casos de coronavirus já foram descartados no estado e seis pessoas receberam alta do isolamento domiciliar, por não apresentarem mais sintomas.

O cenário mais temi do pelas autorida des locais de saúde aconteceu: duas pessoas com o coronavirus morreram na madrugada de ontem em Aracaju. A informação foi confirmada no começo da manhã pelas secretarias Municipal e Estadual da Saúde, que também relacionaram os dois casos com transmissões comunitárias da doença, isto é, quando a origem da contaminação não foi identificada. Ambas as vítimas foram atendidas na rede municipal de saúde de Aracaju. Por segurança, os corpos dos pacientes não podem ser velados, e os parentes que conviviam com eles ficarão sob acompanhamento médico.
O primeiro óbito foi de uma aposentada de 61 anos, internada em 26 de março no Hospital Nestor Piva (zona norte), com histórico de tosse seca e que, com o agravamento do quadro clínico, foi transferida para o Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), onde estava na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A paciente fazia parte do grupo de risco, pois tinha diabetes, hipertensão e problemas cardíacos, mas não tinha histórico recente de viagens para outros estados ou países .Segundo a secretária municipal de saúde, Waneska Barbosa, a piora da saúde dela foi "muito rápida"
A segunda morte foi de um homem de 60 anos, que era hipertenso e se recuperava de um acidente vascular cerebral. Ele era sergipano, mas havia chegado de São Paulo há 15 dias e deu entrada nesta terça-feira no Hospital Fernando Franco (zona sul). Seu estado de saúde se agravou em 24 horas e ele chegou a ser entubado, mas morreu durante a madrugada, horas antes de ser transferido para a UTI do Huse. Os médicos também não conseguiram identificar a origem da contaminação.  
Para Waneska Barbosa, a transmissão comunitária do coronavírus "já é uma realidade em Sergipe" e existe a possibilidade de que outros casos apareçam, porque, ao longo dos últimos dias, muitas pessoas passaram a circular pela cidade e desobedeceram às medidas de isolamento social, mesmo com a vigência de decretos emergenciais que suspenderam as aulas e os serviços não-essenciais até o dia 17 de abril. "O que nos preocupa é que os casos começam a chegar na rede pública. A gente já vinha tomando medidas de enfrentamento e isolamento social, para diminuir o número de casos em um menor espaço de tempo, e para que a gente consiga diminuir o número de óbitos. A gente vê que de uns dias pra cá, a população está indo mais às ruas e fingindo que não está mais acontecendo. Passamos a temer que o número de casos e de mortes tenha um aumento importante nos próximos dias", disse ela.
A secretária ressaltou que boa parte das pessoas que estão com o coronavírus são assintomáticas, ou seja, não desenvolvem nenhum sintoma, mas podem transmitir o agente para outras pessoas, através do espirro, do toque ou das gotículas de saliva. Ela ressaltou que o isolamento social é recomendado como a medida mais eficiente para impedir a circulação do vírus e evitar uma escalada mais forte no crescimento dos casos em determinada região. E que os sintomas costumam se manifestar em três a quatro dias após o contágio, mas isso pode evoluir durante duas semanas. "Nós voltamos a apelar que a população fique em casa e só saia se precisar comprar um alimento ou precisa ir trabalhar. Entendemos que quanto mais pessoas circularem em lugares comuns, mais as pessoas com co-morbidades ou mais vulneráveis vão precisar de hospitais", alerta. 
Agora, Sergipe tem 23 casos confirmados de Covid-19, sendo 20 na capital e três no interior. O mais recente deles foi de um homem de 66 anos, morador de Aracaju, que deu entrada ontem em um hospital particular. Desse total, cinco pacientes estão internados em hospitais da rede particular, sendo dois em estado mais grave, ocupando leitos de UTI. Até o momento, 308 casos de coronavirus já foram descartados no estado e seis pessoas receberam alta do isolamento domiciliar, por não apresentarem mais sintomas.

 


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