Barbeiros e cabeleireiros cobram reabertura de salões

Geral


 

Milton Alves Júnior
Na volta do final de se
mana prolongado com 
feriados antecipados, logo no início da manhã de ontem o governador do estado de Sergipe, Belivaldo Chagas (PSD), voltou a ser pressionado por comerciantes que criticam a metodologia administrativa adotada pelo Poder Executivo Estadual, para com o combate ao novo coronavírus. Desta vez reunidos em frente ao Palácio Governador Augusto Franco, profissionais que atuam em salões de beleza e centros de estética tentaram pressionar a administração pública para que permita a reabertura desses espaços, mesmo que de forma gradativa. A mobilização unificada e pacífica contou com a participação de representantes de Aracaju, Nossa Senhora do Socorro, São Cristóvão, Itaporanga d'Ajuda, Laranjeiras, Itabaiana e Barra dos Coqueiros.
O ato, assistido por agentes da Polícia Militar de Sergipe, aconteceu menos de 24h após o Governo de Sergipe ter publicado o decreto de nº 40.600, o qual intensifica as ordens de fechamento total dos pontos comerciais, manutenção das atividades estudantis suspensas, bem como maior intensificação dos monitoramentos a ser aplicada pela PM/SE, Polícia Civil e demais órgãos de fiscalização. A exceção dessas medidas está direcionada apenas às redes de farmácias, supermercados, pontos de venda de alimentos para animais, fornecedores de água mineral, e lojas direcionadas à construção civil. 
Vestidos de preto, utilizando máscaras e segurando cartazes, os manifestantes alegaram ainda que o estado de Sergipe possui cerca de 35 mil profissionais das mais diversas áreas atuando nos espaços dedicados a cortes de cabelo e demais serviços destinados à beleza pessoal. Desse total, menos de 50% até a última sexta-feira, 22, haviam conquistado o acesso ao auxílio emergencial oferecido pelo Governo Federal, através do Ministério das Cidades e com autorização do Congresso Nacional. Como contraproposta às determinações presentes no decreto em vigor, o grupo defende a reabertura dos salões em três dias na semana, seguindo medidas de higiene e segurança. Por desejo da classe trabalhadora, essas alterações deveriam ser aplicadas a partir da próxima semana.
 "Ficou definido pelo próprio governador, e pelo prefeito Edvaldo Nogueira, que um novo decreto deve ser apresentado na próxima segunda-feira, dia 1º de junho. Compreendemos que a situação exige cuidados, mas deve-se pensar em alternativas. Estamos aqui para garantir utilização do espaço físico em até 50%, multiplicar os serviços de higienização, utilizar máscaras em tempo integral, trabalhar três dias na semana e assim permanecer até que o número de novos casos da doença volte a cair", declarou o cabeleireiro João Torres Júnior. Questionado sobre as dificuldades sentidas pelos profissionais ao longo dos últimos 80 dias, ele alega ser um dos trabalhadores sem ter conquistado o acesso ao auxílio assistencial do Governo Federal.
"O que mais nos deixa revoltado é observar tanta gente recebendo o auxílio, mas que você vê na prática que não merece mais que tantos outros. Inúmeros trabalhadores que estão desde março sem poder trabalhar e levar o ganha pão para dentro de casa. Situação realmente difícil. Essa manifestação não é para crucificar o governador; sabemos que ele tem um coração gigante e precisa compreender nossa situação", reforçou João Torres que completou afirmando: "Caso ele [Belivaldo] aceite a nossa proposta, garantimos nos tornar fiscais de nós mesmos para ajudar à Polícia e para evitar que um novo bloqueio das nossas atividades volte a ocorrer."
Resposta - Em atenção às manifestações públicas, a Superintendência de Comunicação do governo estadual alegou ao JORNAL DO DIA que informou que atualmente existe um grupo de técnicos que trabalha em um projeto para a retomada da economia no estado; assim que possível será apresentado à sociedade. A superintendência esclareceu ainda que nesse momento o foco do estado é a abertura de novos leitos de UTI, ação que deve ser anunciada ainda essa semana. Após essa medida administrativa, será possível gerar maior tranquilidade para se discutir a reabertura do comércio.

Milton Alves Júnior

Na volta do final de se mana prolongado com  feriados antecipados, logo no início da manhã de ontem o governador do estado de Sergipe, Belivaldo Chagas (PSD), voltou a ser pressionado por comerciantes que criticam a metodologia administrativa adotada pelo Poder Executivo Estadual, para com o combate ao novo coronavírus. Desta vez reunidos em frente ao Palácio Governador Augusto Franco, profissionais que atuam em salões de beleza e centros de estética tentaram pressionar a administração pública para que permita a reabertura desses espaços, mesmo que de forma gradativa. A mobilização unificada e pacífica contou com a participação de representantes de Aracaju, Nossa Senhora do Socorro, São Cristóvão, Itaporanga d'Ajuda, Laranjeiras, Itabaiana e Barra dos Coqueiros.
O ato, assistido por agentes da Polícia Militar de Sergipe, aconteceu menos de 24h após o Governo de Sergipe ter publicado o decreto de nº 40.600, o qual intensifica as ordens de fechamento total dos pontos comerciais, manutenção das atividades estudantis suspensas, bem como maior intensificação dos monitoramentos a ser aplicada pela PM/SE, Polícia Civil e demais órgãos de fiscalização. A exceção dessas medidas está direcionada apenas às redes de farmácias, supermercados, pontos de venda de alimentos para animais, fornecedores de água mineral, e lojas direcionadas à construção civil. 
Vestidos de preto, utilizando máscaras e segurando cartazes, os manifestantes alegaram ainda que o estado de Sergipe possui cerca de 35 mil profissionais das mais diversas áreas atuando nos espaços dedicados a cortes de cabelo e demais serviços destinados à beleza pessoal. Desse total, menos de 50% até a última sexta-feira, 22, haviam conquistado o acesso ao auxílio emergencial oferecido pelo Governo Federal, através do Ministério das Cidades e com autorização do Congresso Nacional. Como contraproposta às determinações presentes no decreto em vigor, o grupo defende a reabertura dos salões em três dias na semana, seguindo medidas de higiene e segurança. Por desejo da classe trabalhadora, essas alterações deveriam ser aplicadas a partir da próxima semana.
 "Ficou definido pelo próprio governador, e pelo prefeito Edvaldo Nogueira, que um novo decreto deve ser apresentado na próxima segunda-feira, dia 1º de junho. Compreendemos que a situação exige cuidados, mas deve-se pensar em alternativas. Estamos aqui para garantir utilização do espaço físico em até 50%, multiplicar os serviços de higienização, utilizar máscaras em tempo integral, trabalhar três dias na semana e assim permanecer até que o número de novos casos da doença volte a cair", declarou o cabeleireiro João Torres Júnior. Questionado sobre as dificuldades sentidas pelos profissionais ao longo dos últimos 80 dias, ele alega ser um dos trabalhadores sem ter conquistado o acesso ao auxílio assistencial do Governo Federal.
"O que mais nos deixa revoltado é observar tanta gente recebendo o auxílio, mas que você vê na prática que não merece mais que tantos outros. Inúmeros trabalhadores que estão desde março sem poder trabalhar e levar o ganha pão para dentro de casa. Situação realmente difícil. Essa manifestação não é para crucificar o governador; sabemos que ele tem um coração gigante e precisa compreender nossa situação", reforçou João Torres que completou afirmando: "Caso ele [Belivaldo] aceite a nossa proposta, garantimos nos tornar fiscais de nós mesmos para ajudar à Polícia e para evitar que um novo bloqueio das nossas atividades volte a ocorrer."

Resposta - Em atenção às manifestações públicas, a Superintendência de Comunicação do governo estadual alegou ao JORNAL DO DIA que informou que atualmente existe um grupo de técnicos que trabalha em um projeto para a retomada da economia no estado; assim que possível será apresentado à sociedade. A superintendência esclareceu ainda que nesse momento o foco do estado é a abertura de novos leitos de UTI, ação que deve ser anunciada ainda essa semana. Após essa medida administrativa, será possível gerar maior tranquilidade para se discutir a reabertura do comércio.

 


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