Entregadores de aplicativos fazem paralisação hoje

Cidades

 

Em adesão ao ato uni
ficado e nacional, du
rante todo o dia de ontem centenas de entregadores vinculados a aplicativos de entrega à domicílio [delivery], paralisam suas atividades como forma de protesto à favor de melhores condições de trabalho e direitos. Entre os pleitos reivindicados está o aumento da taxa mínima paga pelas empresas, a utilização do sistema chamado "Bloqueio Branco", bem como a disponibilização de equipamentos de proteção básicos para atuar durante o período de pandemia provocada pelo novo coronavírus. Além de Sergipe, até o final da tarde de ontem atos públicos foram registrados nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Espírito Santo, Paraná, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Bahia, e Pernambuco.
Reunidos em frente aos arcos da Orla de Atalaia, na zona sul de Aracaju, o grupo saiu em cortejo por variados pontos da capital sergipana a fim de enaltecer a luta da classe trabalhadora, e para pedir o apoio dos usuários desse sistema para que possam apoiar o movimento nacional. De acordo com o motoboy Derlan Azevedo, um dos coordenadores do ato em Sergipe, é inadmissível que os entregadores não possam usufruir de um dia livre para descanso em família. Ao JORNAL DO DIA ele revelou que há três meses os entregadores em todos os estados brasileiros seguem trabalhando diariamente para fortalecer a renda familiar e evitar punições aplicadas pelas próprias empresas.
 "É o que chamamos de 'bloqueio branco'. Se passar em um dia sem rodar, ele já não manda mais corrida, pois considera que você não é um motorista ativo. Estamos praticamente como escravos. Estamos nessa luta diária e intensa desde que começou a pandemia, e não temos nem momento de descanso, nem melhorias trabalhistas. Sabemos da nossa força e importância operacional na vida das pessoas, e por isso destacamos que essa luta é também de todos os brasileiros, não apenas de nós motociclistas entregadores", destacou. Questionado sobre a possibilidade de novos atos semelhantes, Derlan Azevedo enalteceu que essa medida vai depender exclusivamente da forma de administração a ser adotada pelas empresas a partir de hoje.
 "Nossa mensagem foi dada, os consumidores puderam acompanhar mais de próximo o nosso sofrimento, e, agora, é com as empresas. Precisamos que os nossos pedidos sejam atendidos para que os trabalhadores se sintam mais valorizados por todo o trabalho exemplar que vem realizando ao longo dos anos, mas em especial de março para cá. Se por um acaso a gente observar que nada mudou, não podemos descartar uma nova paralisação, dessa vez por mais dias ou por tempo indeterminado. Chegamos ao limite da paciência", disse o representante dos entregadores, que completou dizendo: "em mais de uma ocasião tentamos nos filiar ao sindicato dos motoboys, mas fomos informados que não nos enquadramos nos serviços previstos, por isso vamos tentar fundar uma associação."

Em adesão ao ato uni ficado e nacional, du rante todo o dia de ontem centenas de entregadores vinculados a aplicativos de entrega à domicílio [delivery], paralisam suas atividades como forma de protesto à favor de melhores condições de trabalho e direitos. Entre os pleitos reivindicados está o aumento da taxa mínima paga pelas empresas, a utilização do sistema chamado "Bloqueio Branco", bem como a disponibilização de equipamentos de proteção básicos para atuar durante o período de pandemia provocada pelo novo coronavírus. Além de Sergipe, até o final da tarde de ontem atos públicos foram registrados nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Espírito Santo, Paraná, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Bahia, e Pernambuco.
Reunidos em frente aos arcos da Orla de Atalaia, na zona sul de Aracaju, o grupo saiu em cortejo por variados pontos da capital sergipana a fim de enaltecer a luta da classe trabalhadora, e para pedir o apoio dos usuários desse sistema para que possam apoiar o movimento nacional. De acordo com o motoboy Derlan Azevedo, um dos coordenadores do ato em Sergipe, é inadmissível que os entregadores não possam usufruir de um dia livre para descanso em família. Ao JORNAL DO DIA ele revelou que há três meses os entregadores em todos os estados brasileiros seguem trabalhando diariamente para fortalecer a renda familiar e evitar punições aplicadas pelas próprias empresas.
 "É o que chamamos de 'bloqueio branco'. Se passar em um dia sem rodar, ele já não manda mais corrida, pois considera que você não é um motorista ativo. Estamos praticamente como escravos. Estamos nessa luta diária e intensa desde que começou a pandemia, e não temos nem momento de descanso, nem melhorias trabalhistas. Sabemos da nossa força e importância operacional na vida das pessoas, e por isso destacamos que essa luta é também de todos os brasileiros, não apenas de nós motociclistas entregadores", destacou. Questionado sobre a possibilidade de novos atos semelhantes, Derlan Azevedo enalteceu que essa medida vai depender exclusivamente da forma de administração a ser adotada pelas empresas a partir de hoje.
 "Nossa mensagem foi dada, os consumidores puderam acompanhar mais de próximo o nosso sofrimento, e, agora, é com as empresas. Precisamos que os nossos pedidos sejam atendidos para que os trabalhadores se sintam mais valorizados por todo o trabalho exemplar que vem realizando ao longo dos anos, mas em especial de março para cá. Se por um acaso a gente observar que nada mudou, não podemos descartar uma nova paralisação, dessa vez por mais dias ou por tempo indeterminado. Chegamos ao limite da paciência", disse o representante dos entregadores, que completou dizendo: "em mais de uma ocasião tentamos nos filiar ao sindicato dos motoboys, mas fomos informados que não nos enquadramos nos serviços previstos, por isso vamos tentar fundar uma associação."

 


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