Advogado nega que teve armas apreendidas em casa

Geral


  • Jorge Barreto Machado Júnior divulgou vídeo na internet

 

O advogado Jorge Barre-
to Machado Júnior, que 
foi alvo nesta quarta-feira de uma busca da Polícia Federal em seu apartamento, no bairro 13 de Julho (zona sul de Aracaju), negou que teve armas apreendidas na residência, e nem que esteja envolvido em um suposto esquema de tráfico de armas. Ele também atua como atirador esportivo e instrutor de tiro. A busca no apartamento aconteceu dentro das investigações da 'Operação Mercado das Armas', que cumpriu 25 mandados de busca e apreensão em oito estados do país e investiga a atuação de um grupo especializado na venda ilegal de armas, equipamentos e munições obtidas do Paraguai.  
Na noite de anteontem, Barreto Júnior fez divulgar nas redes sociais um vídeo explicando a situação. Segundo ele, a busca da Polícia Federal foi por causa da compra de um 'Kit Rone', um acessório para uso de tiro esportivo e que é acoplado em pistolas de airsoft (não reais), que não prolonga o cano da arma e não tem a comercialização proibida no Brasil. O advogado explicou que essa compra foi realizada pelo pai dele, através da internet, há dois anos, mas o mesmo equipamento já foi devolvido, antes das investigações, porque não gostou do produto. 
"Meu pai partiu da boa fé de que estava comprando a um vendedor honesto. Ele teve dúvidas e pediu que eu telefonasse para o vendedor após a compra. E eu tirei essas dúvidas. Como o cara já era alvo de investigação naquela época, eu acabei caindo no grampo. E dois anos depois, me vem essa operação. Eu nem sabia que ia chegar a tudo isso", disse Jorge, explicando ainda que não foi indiciado por crime nenhum, mas foi chamado à PF apenas para prestar declarações para elucidação dos fatos atribuídos ao vendedor da arma.  
Na mesma gravação, Jorge mostrou quatro armas, um revólver e uma caixa com munições. Todas elas pertencem ao advogado e ao pai dele, e ambos têm registro e autorização da própria Polícia Federal para posse e porte.
Barreto disse ainda que nenhuma arma foi levada, mas apenas o notebook e o telefone celular, que tem guardadas todas as peças processuais sob sua responsabilidade. "Como reviraram meu quarto não acharam nada, principalmente o maldito do 'Kit Rone', levaram os meus instrumentos de trabalho, meu notebook e meu celular. Estou totalmente legal e tenho como provar tudo, porque bandido não tira ACR, não pede aquisição de armas junto à Polícia Federal, não dá seu nome completo e seu CPF, e muito menos se credencia como instrutor de tiro da própria Polícia Federal", criticou o advogado, que, em tom bastante irritado, acusou a imprensa de jogar seu nome "no lixo" e de "divulgar informações distorcidas", ao noticiar as buscas. A defesa do instrutor também apresentou documentos que comprovam não haver qualquer ligação do advogado com o esquema investigado, e entrou com um pedido de devolução dos bens apreendidos. 
O caso também está sendo acompanhado pela seccional da Ordem dos Advogados do Brasil em Sergipe (OAB/SE), que fez uma nota endossando os esclarecimentos e críticas de Jorge. "(...) lamentavelmente, no que diz respeito ao caso em destaque, alguns portais de notícia locais repercutiram o fato de maneira abusiva, veiculando informações inverídicas, com evidente sensacionalismo midiático - distante, portanto, do dever de bem informar - já que o advogado não fora indiciado e não foram apreendidas armas de fogo em seu poder, conforme noticiado. Assim, diante do lamentável tratamento dado por pequena parte da imprensa, a OAB/SE vem a público repudiar veementemente tais conteúdos que, ao invés de informar e esclarecer fatos, acabam desinformando, confundindo e estimulando o discurso de ódio, com isso, atentando contra a imagem e a honra das pessoas, expondo-as ao escárnio público e generalizado, destruindo reputações, por meio de falsas notícias, recheadas de juízo de valor que ferem a dignidade da pessoa humana", diz a nota.

O advogado Jorge Barre- to Machado Júnior, que  foi alvo nesta quarta-feira de uma busca da Polícia Federal em seu apartamento, no bairro 13 de Julho (zona sul de Aracaju), negou que teve armas apreendidas na residência, e nem que esteja envolvido em um suposto esquema de tráfico de armas. Ele também atua como atirador esportivo e instrutor de tiro. A busca no apartamento aconteceu dentro das investigações da 'Operação Mercado das Armas', que cumpriu 25 mandados de busca e apreensão em oito estados do país e investiga a atuação de um grupo especializado na venda ilegal de armas, equipamentos e munições obtidas do Paraguai.  
Na noite de anteontem, Barreto Júnior fez divulgar nas redes sociais um vídeo explicando a situação. Segundo ele, a busca da Polícia Federal foi por causa da compra de um 'Kit Rone', um acessório para uso de tiro esportivo e que é acoplado em pistolas de airsoft (não reais), que não prolonga o cano da arma e não tem a comercialização proibida no Brasil. O advogado explicou que essa compra foi realizada pelo pai dele, através da internet, há dois anos, mas o mesmo equipamento já foi devolvido, antes das investigações, porque não gostou do produto. 
"Meu pai partiu da boa fé de que estava comprando a um vendedor honesto. Ele teve dúvidas e pediu que eu telefonasse para o vendedor após a compra. E eu tirei essas dúvidas. Como o cara já era alvo de investigação naquela época, eu acabei caindo no grampo. E dois anos depois, me vem essa operação. Eu nem sabia que ia chegar a tudo isso", disse Jorge, explicando ainda que não foi indiciado por crime nenhum, mas foi chamado à PF apenas para prestar declarações para elucidação dos fatos atribuídos ao vendedor da arma.  
Na mesma gravação, Jorge mostrou quatro armas, um revólver e uma caixa com munições. Todas elas pertencem ao advogado e ao pai dele, e ambos têm registro e autorização da própria Polícia Federal para posse e porte.
Barreto disse ainda que nenhuma arma foi levada, mas apenas o notebook e o telefone celular, que tem guardadas todas as peças processuais sob sua responsabilidade. "Como reviraram meu quarto não acharam nada, principalmente o maldito do 'Kit Rone', levaram os meus instrumentos de trabalho, meu notebook e meu celular. Estou totalmente legal e tenho como provar tudo, porque bandido não tira ACR, não pede aquisição de armas junto à Polícia Federal, não dá seu nome completo e seu CPF, e muito menos se credencia como instrutor de tiro da própria Polícia Federal", criticou o advogado, que, em tom bastante irritado, acusou a imprensa de jogar seu nome "no lixo" e de "divulgar informações distorcidas", ao noticiar as buscas. A defesa do instrutor também apresentou documentos que comprovam não haver qualquer ligação do advogado com o esquema investigado, e entrou com um pedido de devolução dos bens apreendidos. 
O caso também está sendo acompanhado pela seccional da Ordem dos Advogados do Brasil em Sergipe (OAB/SE), que fez uma nota endossando os esclarecimentos e críticas de Jorge. "(...) lamentavelmente, no que diz respeito ao caso em destaque, alguns portais de notícia locais repercutiram o fato de maneira abusiva, veiculando informações inverídicas, com evidente sensacionalismo midiático - distante, portanto, do dever de bem informar - já que o advogado não fora indiciado e não foram apreendidas armas de fogo em seu poder, conforme noticiado. Assim, diante do lamentável tratamento dado por pequena parte da imprensa, a OAB/SE vem a público repudiar veementemente tais conteúdos que, ao invés de informar e esclarecer fatos, acabam desinformando, confundindo e estimulando o discurso de ódio, com isso, atentando contra a imagem e a honra das pessoas, expondo-as ao escárnio público e generalizado, destruindo reputações, por meio de falsas notícias, recheadas de juízo de valor que ferem a dignidade da pessoa humana", diz a nota.

 


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