Servidores do TJSE decidem por Greve Sanitária

Cidades

 

Com o objetivo de de
fender as suas vidas 
e as vidas de todas as pessoas que acessam os serviços do Judiciário sergipano, funcionários do Tribunal de Justiça de Sergipe aprovaram o início de uma Greve Sanitária.
Definida em Assembleia Extraordinária online da categoria na quinta-feira (30), a greve foi motivada pela intransigência da gestão do TJSE em ignorar a gravidade da covid-19 em Sergipe e manter o retorno presencial das atividades nos fóruns a partir da próxima segunda-feira (3). "Tivemos uma assembleia importante em termos quantitativos e qualitativos, foram mais de 150 servidores do Judiciário e uma preocupação única: a defesa da vida não apenas de cada um, mas da coletividade. Não seremos irresponsáveis com as vidas dos sergipanos que buscam os serviços do TJ", afirma Jones Ribeiro, coordenador-geral do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário do Estado de Sergipe (Sindijus/SE).
Com característica diferente de uma greve tradicional, em que há uma paralisação dos serviços, na Greve Sanitária os servidores continuarão promovendo o andamento dos processos judiciais e a realização de funções administrativas, porém no regime de teletrabalho, como tem sido feito desde o início da pandemia, mesmo sem qualquer apoio do órgão.
"Desde meados de março, estamos trabalhando das nossas casas, sem apoio do Tribunal no que diz respeito a cessão de equipamentos ou auxílio para despesas que aumentaram por conta do home office, como internet e energia elétrica. Então, mesmo já não sendo o cenário ideal, optamos pela continuidade do teletrabalho porque estamos mais protegidos em nossas casas", ressalta Sara do Ó, também coordenadora-geral do Sindijus.
Durante a Assembleia online e em diversas manifestações pelas mídias sociais ao longo da última semana, a diretoria do Sindijus tem demonstrado que a postura do TJSE poderia ser diferente, de prorrogação do teletrabalho e defesa da vida, como tem sido feito por outros órgãos. Exemplos disso foram a continuidade do trabalho remoto até o próximo 31 de agosto no Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) e até o dia 14 de agosto no Tribunal Regional do Trabalho em Sergipe (TRT/SE). "Se outros Tribunais decidiram pela permanência do home office, por que o Judiciário sergipano insiste em jogar com as vidas dos seus servidores que mesmo durante a pandemia seguem trabalhando e garantindo altos níveis de produtividade?", questiona Sara.
Nesta sexta-feira, a diretoria do Sindijus protocolou ofício à Presidência do TJSE para informar da Greve Sanitária e buscar sensibilizar a gestão do Tribunal para que, em defesa da saúde e da vida, reveja a sua decisão.

Com o objetivo de de fender as suas vidas  e as vidas de todas as pessoas que acessam os serviços do Judiciário sergipano, funcionários do Tribunal de Justiça de Sergipe aprovaram o início de uma Greve Sanitária.
Definida em Assembleia Extraordinária online da categoria na quinta-feira (30), a greve foi motivada pela intransigência da gestão do TJSE em ignorar a gravidade da covid-19 em Sergipe e manter o retorno presencial das atividades nos fóruns a partir da próxima segunda-feira (3). "Tivemos uma assembleia importante em termos quantitativos e qualitativos, foram mais de 150 servidores do Judiciário e uma preocupação única: a defesa da vida não apenas de cada um, mas da coletividade. Não seremos irresponsáveis com as vidas dos sergipanos que buscam os serviços do TJ", afirma Jones Ribeiro, coordenador-geral do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário do Estado de Sergipe (Sindijus/SE).
Com característica diferente de uma greve tradicional, em que há uma paralisação dos serviços, na Greve Sanitária os servidores continuarão promovendo o andamento dos processos judiciais e a realização de funções administrativas, porém no regime de teletrabalho, como tem sido feito desde o início da pandemia, mesmo sem qualquer apoio do órgão.
"Desde meados de março, estamos trabalhando das nossas casas, sem apoio do Tribunal no que diz respeito a cessão de equipamentos ou auxílio para despesas que aumentaram por conta do home office, como internet e energia elétrica. Então, mesmo já não sendo o cenário ideal, optamos pela continuidade do teletrabalho porque estamos mais protegidos em nossas casas", ressalta Sara do Ó, também coordenadora-geral do Sindijus.
Durante a Assembleia online e em diversas manifestações pelas mídias sociais ao longo da última semana, a diretoria do Sindijus tem demonstrado que a postura do TJSE poderia ser diferente, de prorrogação do teletrabalho e defesa da vida, como tem sido feito por outros órgãos. Exemplos disso foram a continuidade do trabalho remoto até o próximo 31 de agosto no Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) e até o dia 14 de agosto no Tribunal Regional do Trabalho em Sergipe (TRT/SE). "Se outros Tribunais decidiram pela permanência do home office, por que o Judiciário sergipano insiste em jogar com as vidas dos seus servidores que mesmo durante a pandemia seguem trabalhando e garantindo altos níveis de produtividade?", questiona Sara.
Nesta sexta-feira, a diretoria do Sindijus protocolou ofício à Presidência do TJSE para informar da Greve Sanitária e buscar sensibilizar a gestão do Tribunal para que, em defesa da saúde e da vida, reveja a sua decisão.

 


COMPARTILHAR NAS REDES SOCIAIS