Índices de reajuste não agradaram servidores

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Publicada em 22/06/2012 às 11:18:00

A reclamação entre os servidores públicos com o baixo índice de reajuste do governo é geral. Os índices de 6,5% para o magistério e 5,2 % para os demais servidores acionaram o sinal vermelho para o governo Marcelo Déda.
A aposentada Josefa dos Santos não aprovou o reajuste. "Ganho salário mínimo, me mostre qual o político que vive apenas com um salário mínimo. Para eles o aumento é sempre muito bom", reclamou.
A auxiliar administrativo Fernanda Macêdo disse que o aumento foi vergonhoso. "Ganhamos pouco e assim vamos continuar".
Servidores - Os sindicatos também não concordaram com o aumento salarial, que inclusive chegou com atraso, já que a data base é em março. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores nos Serviços Públicos de Sergipe (Sintrase), Waldir Rodrigues, avisou que no dia 12 de julho a categoria se reúne, às 10h, no Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, em Aracaju. Na ocasião será discutido o indicativo de greve, pois o reajuste imposto pelo governo é irrisório. "Vamos discutir também sobre o Plano de Carreira que foi prometido, no entanto não chegou a ser apresentado à categoria", denunciou ele.
Para o sindicalista, o governo não está dando tratamento adequado aos 20 mil servidores da administração pública, que acumulam perdas salariais históricas. "O que estamos presenciando é que, por falta de planejamento, o Executivo está sacrificando os servidores para manter salários deflacionados de outras esferas da administração pública". Ele relatou ainda que o salário hoje é de R$ 545, com o reajuste vai para apenas R$ 622.
Ele denunciou ainda que o governo não convidou os sindicatos para conversar sobre o Plano de Carreira e que ficou sabendo do reajuste pelos meios de comunicação. "O governo mais uma vez demonstrou que não tem nenhum compromisso com os servidores estaduais. Esse reajuste traz à tona a mesma política de seis anos atrás. O clube de Paris continua tirando férias em Paris, e os necessitados continuam necessitados", ressaltou.

Sem evolução - Para o presidente do Sindicato dos Condutores de Ambulâncias da Saúde, Adilson Ferreira, mais uma vez o governador enrolou a todos. "Foi apresentado um aumento tanto para variáveis quanto para gratificações, ou seja, na prática, não houve evolução", explicou.
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Sergipe (Sintese) está convocando a categoria para estar na Assembleia Legislativa, na próxima segunda-feira, dia 25, às 14h, para acompanhar a discussão dos deputados estaduais sobre o Projeto de Lei de revisão salarial  de 6,5%.