Nível de infecção caiem segunda pesquisa

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Nível de infecção cai
em segunda pesquisa
 A segunda pesquisa, divulgada na quarta-feira, foi o resultado da primeira fase da ação de monitoração de casos da covid-19 no estado no âmbito do Projeto EpiSergipe. Foram realizados 5.615 testes rápidos nas zonas urbanas e rurais de 15 municípios no mês de julho.
Segundo a pesquisa, 59,7% (3.352) das pessoas testadas na fase inicial são do sexo feminino e 40,3% (2.262) do sexo masculino, nas faixas etárias de 0 a 19 anos (10,8%), 20 a 59 (67,6%) e acima de 60 (20,8%). Desse total, 652 pessoas apresentaram resultado positivo para o novo coronavírus por meio do teste rápido, indicando uma taxa de prevalência de 11,6%, sendo a maioria de mulheres (66,1%), e com idade entre 20 e 59 anos (68,6%).
"Já estamos em uma fase da doença bem avançada ainda, em torno de 11%, o que é um número relevante, que demonstra que a população já teve contato com o vírus. Nesses 15 municípios, o comportamento não é igual. A gente sabe que isso acontece nos estados. Começa em algumas regiões e depois a tendência é de avanço para o interior", afirmou o coordenador do projeto de monitoração, professor Adriano Antunes, afirmando ainda que o inquérito epidemiológico deve ser lido dentro de um espectro temporal, ou seja, de acordo com o período de análise do estudo a partir das datas de coleta. O pesquisador ainda chama à atenção para três municípios com alta prevalência no mês passado: Propriá, 20%, São Cristóvão, 16% e Lagarto, 14%.
As 652 pessoas que positivaram no teste rápido tiveram o sangue coletado para a confirmação do resultado através do teste de sorologia. Por meio do método de imunofluorescência, 520 exames apresentaram resultado positivo para a detecção de anticorpos para o novo vírus respiratório (SARS-CoV-2) e 99 foram negativos.Na sorologia, 500 amostras sinalizaram para o tipo IgG+, o que aponta para possibilidade da pessoa estar imune, 2 para IgM+, indicando a doença na fase inicial, e 18 pessoas entre IgG+ e IgM+. Esses dados indicam uma soroprevalência de 9,3%, com maior incidência no sexo feminino (10,2%), e em pessoas de 0 e 19 anos (9,9%).
Diferentemente de estimativas de que a população assintomática é de 80%, o EpiSergipe mostra que, no estado, a porcentagem de pessoas que não apresentam sintomas é de 41,2%. Já os sintomáticos são estimados em 58,8%. Os sintomas mais frequentes são: dor de cabeça (24%), perda de paladar e olfato (24%) e tosse (19%).
Os pesquisadores da UFS concluíram, ao final da primeira etapa, que o nível de infecção varia entre os municípios e que a taxa de prevalência caiu até 20% nas cidades mais afetadas inicialmente na primeira, segunda e terceira ondas de infecção."Vale destacar também que, diferente de outros inquéritos populacionais, os quais a busca não leva em consideração a questão da aleatoriedade e da representatividade da amostra, ou seja, muitas vezes, nem todos quando são feitos em praças ou supermercados, como são feitos em outros países, nem todas as pessoas têm a mesma chance de serem testadas," complementou o professor Adriano Antunes.
O diretor de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde, professor Marco Aurélio Goés, salientou que o estudo ajuda a entender o desenvolvimento da epidemia. "A gente precisa, de fato, desse tipo de pesquisa, feita pelo grupo e pela UFS. A gente parabeniza e agradece pelos resultados. São resultados que nos ajudam, principalmente, nesse momento, de pressão, com a retomada de setores produtivos."
Dividido em três fases, o projeto realizará, ao todo, 15 mil testes rápidos para verificar a prevalência da doença na capital e interior do estado. Como o objetivo é acompanhar o nível de contaminação ao longo do tempo, 60 professores, técnicos e alunos da UFS envolvidos na iniciativa vão revisitar os municípios nos meses de agosto e setembro.

A segunda pesquisa, divulgada na quarta-feira, foi o resultado da primeira fase da ação de monitoração de casos da covid-19 no estado no âmbito do Projeto EpiSergipe. Foram realizados 5.615 testes rápidos nas zonas urbanas e rurais de 15 municípios no mês de julho.
Segundo a pesquisa, 59,7% (3.352) das pessoas testadas na fase inicial são do sexo feminino e 40,3% (2.262) do sexo masculino, nas faixas etárias de 0 a 19 anos (10,8%), 20 a 59 (67,6%) e acima de 60 (20,8%). Desse total, 652 pessoas apresentaram resultado positivo para o novo coronavírus por meio do teste rápido, indicando uma taxa de prevalência de 11,6%, sendo a maioria de mulheres (66,1%), e com idade entre 20 e 59 anos (68,6%).
"Já estamos em uma fase da doença bem avançada ainda, em torno de 11%, o que é um número relevante, que demonstra que a população já teve contato com o vírus. Nesses 15 municípios, o comportamento não é igual. A gente sabe que isso acontece nos estados. Começa em algumas regiões e depois a tendência é de avanço para o interior", afirmou o coordenador do projeto de monitoração, professor Adriano Antunes, afirmando ainda que o inquérito epidemiológico deve ser lido dentro de um espectro temporal, ou seja, de acordo com o período de análise do estudo a partir das datas de coleta. O pesquisador ainda chama à atenção para três municípios com alta prevalência no mês passado: Propriá, 20%, São Cristóvão, 16% e Lagarto, 14%.
As 652 pessoas que positivaram no teste rápido tiveram o sangue coletado para a confirmação do resultado através do teste de sorologia. Por meio do método de imunofluorescência, 520 exames apresentaram resultado positivo para a detecção de anticorpos para o novo vírus respiratório (SARS-CoV-2) e 99 foram negativos.Na sorologia, 500 amostras sinalizaram para o tipo IgG+, o que aponta para possibilidade da pessoa estar imune, 2 para IgM+, indicando a doença na fase inicial, e 18 pessoas entre IgG+ e IgM+. Esses dados indicam uma soroprevalência de 9,3%, com maior incidência no sexo feminino (10,2%), e em pessoas de 0 e 19 anos (9,9%).
Diferentemente de estimativas de que a população assintomática é de 80%, o EpiSergipe mostra que, no estado, a porcentagem de pessoas que não apresentam sintomas é de 41,2%. Já os sintomáticos são estimados em 58,8%. Os sintomas mais frequentes são: dor de cabeça (24%), perda de paladar e olfato (24%) e tosse (19%).
Os pesquisadores da UFS concluíram, ao final da primeira etapa, que o nível de infecção varia entre os municípios e que a taxa de prevalência caiu até 20% nas cidades mais afetadas inicialmente na primeira, segunda e terceira ondas de infecção."Vale destacar também que, diferente de outros inquéritos populacionais, os quais a busca não leva em consideração a questão da aleatoriedade e da representatividade da amostra, ou seja, muitas vezes, nem todos quando são feitos em praças ou supermercados, como são feitos em outros países, nem todas as pessoas têm a mesma chance de serem testadas," complementou o professor Adriano Antunes.
O diretor de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde, professor Marco Aurélio Goés, salientou que o estudo ajuda a entender o desenvolvimento da epidemia. "A gente precisa, de fato, desse tipo de pesquisa, feita pelo grupo e pela UFS. A gente parabeniza e agradece pelos resultados. São resultados que nos ajudam, principalmente, nesse momento, de pressão, com a retomada de setores produtivos."
Dividido em três fases, o projeto realizará, ao todo, 15 mil testes rápidos para verificar a prevalência da doença na capital e interior do estado. Como o objetivo é acompanhar o nível de contaminação ao longo do tempo, 60 professores, técnicos e alunos da UFS envolvidos na iniciativa vão revisitar os municípios nos meses de agosto e setembro.

 


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