Presos se rebelam no Compajaf e ferem funcionários

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  • ATÉ O FECHAMENTO DESTA EDIÇÃO REBELIÃO CONTINUAVA COM CINCO REFÉNS

 

Seis detentos se rebela
ram ontem em uma ala 
do Complexo Penitenciário Antônio Jacinto Filho (Compajaf), no bairro Santa Maria (zona sul de Aracaju). Por volta das 8h30, o grupo se armou com facas e barras de ferro, tomaram sete funcionários como reféns e os levaram para uma enfermaria, onde passaram a fazer ameaças e exigências. Segundo informações extraoficiais, estavam entre eles um advogado, um estagiário de Direito, uma assistente social e funcionários da empresa Reviver, que é cogestora do presídio. 
A área foi cercada por policiais penais do próprio Compajaf e do Grupo de Operações Penais Especiais (Gope), ligado ao Departamento Estadual do Sistema Penitenciário (Desipe), que conseguiram isolar os outros pavilhões da área da ocorrência. Em seguida, policiais militares do Comando de Operações Especiais (COE) e do Batalhão de Polícia de Choque (BPChq) também foram chamados. No final da manhã, os presos liberaram dois servidores que tinham ferimentos de faca, considerados leves. Eles foram socorridos pelo Samu e levados para o Hospital de Urgência de Sergipe (Huse).
Segundo a Secretaria Estadual da Justiça e Defesa do Consumidor (Sejuc), os detentos exigem ser transferidos para outros presídios do estado, alegando não ter condições de segurança e convivência no Compajaf, que é considerado de segurança máxima. "Os internos fazem reivindicações relacionadas ao interesse de serem transferidos. Eles alegam que não se sentem seguros na unidade prisional. A Sejuc destaca que todos os levantamentos sobre a situação estão sendo realizados, com o intuito de manter a segurança deles", diz a secretaria em nota oficial. Um dos rebelados já foi condenado a 248 anos de prisão. 
A negociação está sendo acompanhada por advogados da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/SE) e pelo secretário-executivo do Desipe, coronel Reinaldo Chaves. Ele afirmou no começo da tarde que a situação do presídio estava "sob controle", pois os outros pavilhões "não foram contaminados pela rebelião", e que as negociações para libertar os outros reféns ainda estavam em andamento. Ele disse também que uma investigação será instaurada para apurar como os presos tiveram acesso às facas e barras de ferro usadas para tomar os reféns.
Parentes dos presos se concentraram por todo o dia na porta do Compajaf para protestar contra a proibição das visitas, que deixaram de acontecer em todo o sistema prisional desde o início da pandemia, e diziam ter medo de alguma reação violenta da polícia contra os presos rebelados. Sobre isso, a Sejuc anunciou a flexibilização do acesso dos familiares para setembro, e que a proibição das visitas foi uma medida necessária para evitar a propagação do coronavírus dentro do sistema prisional sergipano.
A rebelião não terminou até o fechamento desta edição".

Seis detentos se rebela ram ontem em uma ala  do Complexo Penitenciário Antônio Jacinto Filho (Compajaf), no bairro Santa Maria (zona sul de Aracaju). Por volta das 8h30, o grupo se armou com facas e barras de ferro, tomaram sete funcionários como reféns e os levaram para uma enfermaria, onde passaram a fazer ameaças e exigências. Segundo informações extraoficiais, estavam entre eles um advogado, um estagiário de Direito, uma assistente social e funcionários da empresa Reviver, que é cogestora do presídio. 
A área foi cercada por policiais penais do próprio Compajaf e do Grupo de Operações Penais Especiais (Gope), ligado ao Departamento Estadual do Sistema Penitenciário (Desipe), que conseguiram isolar os outros pavilhões da área da ocorrência. Em seguida, policiais militares do Comando de Operações Especiais (COE) e do Batalhão de Polícia de Choque (BPChq) também foram chamados. No final da manhã, os presos liberaram dois servidores que tinham ferimentos de faca, considerados leves. Eles foram socorridos pelo Samu e levados para o Hospital de Urgência de Sergipe (Huse).
Segundo a Secretaria Estadual da Justiça e Defesa do Consumidor (Sejuc), os detentos exigem ser transferidos para outros presídios do estado, alegando não ter condições de segurança e convivência no Compajaf, que é considerado de segurança máxima. "Os internos fazem reivindicações relacionadas ao interesse de serem transferidos. Eles alegam que não se sentem seguros na unidade prisional. A Sejuc destaca que todos os levantamentos sobre a situação estão sendo realizados, com o intuito de manter a segurança deles", diz a secretaria em nota oficial. Um dos rebelados já foi condenado a 248 anos de prisão. 
A negociação está sendo acompanhada por advogados da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/SE) e pelo secretário-executivo do Desipe, coronel Reinaldo Chaves. Ele afirmou no começo da tarde que a situação do presídio estava "sob controle", pois os outros pavilhões "não foram contaminados pela rebelião", e que as negociações para libertar os outros reféns ainda estavam em andamento. Ele disse também que uma investigação será instaurada para apurar como os presos tiveram acesso às facas e barras de ferro usadas para tomar os reféns.
Parentes dos presos se concentraram por todo o dia na porta do Compajaf para protestar contra a proibição das visitas, que deixaram de acontecer em todo o sistema prisional desde o início da pandemia, e diziam ter medo de alguma reação violenta da polícia contra os presos rebelados. Sobre isso, a Sejuc anunciou a flexibilização do acesso dos familiares para setembro, e que a proibição das visitas foi uma medida necessária para evitar a propagação do coronavírus dentro do sistema prisional sergipano.
A rebelião não terminou até o fechamento desta edição".

 


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