UFS projeta mais queda nas mortes e internações por Covid

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  • O gráfico mostra a redução dos casos de morte no estado

 

Um estudo divulga
do nesta semana 
pela Universidade Federal de Sergipe (UFS) prevê que o número diário de mortes e internações hospitalares causadas pelo coronavírus vai continuar caindo. A pesquisa foi feita com base nos dados do último dia 23, quando o Estado tinha 76.353 casos confirmados, 70.215 recuperados, 170 internados e 1.999 óbitos, conforme dados da Secretaria Estadual da Saúde (SES). A projeção, realizada pela Força Tarefa Covid-19 da UFS com apoio da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), prevê uma "estabilizaçãodo crescimento de casos, indicando um total inferior a 80 mil casos nos próximos 30 dias", e uma  "diminuição gradual de novos casos diários, com média estando em torno de 150 novos casos diários".
A projeção aparece em cálculos e estatísticas que levam em conta o crescimento populacional e a taxa de crescimento dos casos. A curva de casos acumulados chegou ao dia 170 da pandemia em pouco mais de 70 mil casos, enquanto a projeção anterior, no começo deste mês, apontava que o número de casos seria de 95 mil. A estabilização do coronavírus aconteceu por volta do dia 10 deste mês, após as disparadas ocorridas nos meses de junho e julho. "Pode-se perceber uma mudança significativa no comportamento da curva de casos acumulados a partir do dia 120, que corresponde ao dia 10 de agosto de 2020, com uma diminuição significativa do número de novos casos diários", diz o estudo.
Por outro lado, o número de mortes segue o que foi projetado na pesquisa anterior, mas também está em queda. "Houve um pequeno aumento na razão de óbitos em relação ao número de casos confirmados no último mês, variando entre 2,52% e 2,61%, com média de 2,57%, provavelmente pela baixa acentuada no número de casos (maior que a projeção), o que não foi acompanhado da (mesma) baixado número de óbitos, que acompanhou a projeção", diz o relatório. Já nos cálculos e gráficos que projetam o comportamento futuro das mortes por coronavírus nos próximos dias, o resultado projeta "uma redução gradual dos novos óbitos diários, atualmente com média de cerca de cinco óbitos diários nos próximos 30 dias, passando então para um óbito diário".
A mesma tendência de queda se verificou nas internações de pacientes em hospitais, tanto em enfermarias quanto em leitos de UTI. Na última semana, o Hospital de Campanha Cleovansóstenes de Aguiar (HCamp) foi desativado, e o Hospital de Cirurgia fechou a ala exclusiva para pacientes com Covid-19, por falta de demanda. No entanto, o número de casos graves ainda é responsável pela quase-metade das ocupações dos leitos de UTI que ainda estão disponíveis. "Em relação ao número de internações, observamos a mesma tendência decrescente do mês anterior em relação ao número de casos confirmados. A redução da razão de internações neste último mês acompanha a redução no número de novos casos, mas curiosamente se mantém, em média, maior que esses. O percentual de casos que demandam o tratamento intensivo de UTIs em relação ao número de internações se manteve estável, variando de 42% a 50%, com média de 46,6%", afirma a projeção.
Esse dado é explicado por um comportamento constatado nos últimos dias? A falta de procura imediata dos pacientes contaminados com o coronavírus no serviço de saúde, aos primeiros sintomas da nova doença. "Conforme descrito neste estudo, apesar da queda no número de casos, os pacientes com Covid-19 que não estão mais procurando os ambulatórios de síndromes gripais (queda no número de atendimentos), agravam em casa, menosprezando a gravidade dos sintomas respiratórios, o que exige a necessidade urgente de cuidados intensivos, sobrecarregando os leitos de UTIs", conclui a UFS, acrescentando que "campanhas de conscientização e alerta sobre a gravidade da doença e da necessidade de buscar atendimento médico precoce podem salvar vidas e reduzir a demanda destes leitos".
Os pesquisadores alertam ainda que a pandemia não acabou e que, mesmo com a diminuição no número de casos, os cuidados preventivos que evitam a transmissão do coronavírus devem ser mantidos e observados com mais rigor pela população e pelas autoridades. Isso para evitar a chamada "segunda onda" de contaminação do vírus, já registrada em países como França, Espanha, Israel e Reino Unido. "(...) a tendência de decrescimento não deve significar o abandono de medidas preventivas e de ações do estado para a manutenção destas tendências. Foi observado em vários outros países, que após um momento de decrescimento, seguido de relaxamento das medidas, a volta de uma tendência de crescimento no número de casos, com crescimento ainda maior que o anterior", alerta o documento.

Um estudo divulga do nesta semana  pela Universidade Federal de Sergipe (UFS) prevê que o número diário de mortes e internações hospitalares causadas pelo coronavírus vai continuar caindo. A pesquisa foi feita com base nos dados do último dia 23, quando o Estado tinha 76.353 casos confirmados, 70.215 recuperados, 170 internados e 1.999 óbitos, conforme dados da Secretaria Estadual da Saúde (SES). A projeção, realizada pela Força Tarefa Covid-19 da UFS com apoio da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), prevê uma "estabilizaçãodo crescimento de casos, indicando um total inferior a 80 mil casos nos próximos 30 dias", e uma  "diminuição gradual de novos casos diários, com média estando em torno de 150 novos casos diários".
A projeção aparece em cálculos e estatísticas que levam em conta o crescimento populacional e a taxa de crescimento dos casos. A curva de casos acumulados chegou ao dia 170 da pandemia em pouco mais de 70 mil casos, enquanto a projeção anterior, no começo deste mês, apontava que o número de casos seria de 95 mil. A estabilização do coronavírus aconteceu por volta do dia 10 deste mês, após as disparadas ocorridas nos meses de junho e julho. "Pode-se perceber uma mudança significativa no comportamento da curva de casos acumulados a partir do dia 120, que corresponde ao dia 10 de agosto de 2020, com uma diminuição significativa do número de novos casos diários", diz o estudo.
Por outro lado, o número de mortes segue o que foi projetado na pesquisa anterior, mas também está em queda. "Houve um pequeno aumento na razão de óbitos em relação ao número de casos confirmados no último mês, variando entre 2,52% e 2,61%, com média de 2,57%, provavelmente pela baixa acentuada no número de casos (maior que a projeção), o que não foi acompanhado da (mesma) baixado número de óbitos, que acompanhou a projeção", diz o relatório. Já nos cálculos e gráficos que projetam o comportamento futuro das mortes por coronavírus nos próximos dias, o resultado projeta "uma redução gradual dos novos óbitos diários, atualmente com média de cerca de cinco óbitos diários nos próximos 30 dias, passando então para um óbito diário".
A mesma tendência de queda se verificou nas internações de pacientes em hospitais, tanto em enfermarias quanto em leitos de UTI. Na última semana, o Hospital de Campanha Cleovansóstenes de Aguiar (HCamp) foi desativado, e o Hospital de Cirurgia fechou a ala exclusiva para pacientes com Covid-19, por falta de demanda. No entanto, o número de casos graves ainda é responsável pela quase-metade das ocupações dos leitos de UTI que ainda estão disponíveis. "Em relação ao número de internações, observamos a mesma tendência decrescente do mês anterior em relação ao número de casos confirmados. A redução da razão de internações neste último mês acompanha a redução no número de novos casos, mas curiosamente se mantém, em média, maior que esses. O percentual de casos que demandam o tratamento intensivo de UTIs em relação ao número de internações se manteve estável, variando de 42% a 50%, com média de 46,6%", afirma a projeção.
Esse dado é explicado por um comportamento constatado nos últimos dias? A falta de procura imediata dos pacientes contaminados com o coronavírus no serviço de saúde, aos primeiros sintomas da nova doença. "Conforme descrito neste estudo, apesar da queda no número de casos, os pacientes com Covid-19 que não estão mais procurando os ambulatórios de síndromes gripais (queda no número de atendimentos), agravam em casa, menosprezando a gravidade dos sintomas respiratórios, o que exige a necessidade urgente de cuidados intensivos, sobrecarregando os leitos de UTIs", conclui a UFS, acrescentando que "campanhas de conscientização e alerta sobre a gravidade da doença e da necessidade de buscar atendimento médico precoce podem salvar vidas e reduzir a demanda destes leitos".
Os pesquisadores alertam ainda que a pandemia não acabou e que, mesmo com a diminuição no número de casos, os cuidados preventivos que evitam a transmissão do coronavírus devem ser mantidos e observados com mais rigor pela população e pelas autoridades. Isso para evitar a chamada "segunda onda" de contaminação do vírus, já registrada em países como França, Espanha, Israel e Reino Unido. "(...) a tendência de decrescimento não deve significar o abandono de medidas preventivas e de ações do estado para a manutenção destas tendências. Foi observado em vários outros países, que após um momento de decrescimento, seguido de relaxamento das medidas, a volta de uma tendência de crescimento no número de casos, com crescimento ainda maior que o anterior", alerta o documento.

 


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