Rogério a mil, de olho em 2022

Geral


  • Pintura de Horácio Hora

 

O senador Rogério Carvalho (PT) 
atua nestas eleições com a mes-
ma intensidade de 2018 quando conquistou o mandato, depois de quase ter alcançado o objetivo em 2014, após pesquisa Ibope divulgada pela TV Sergipe na sexta-feira antes do pleito ter influenciando o resultado. Na época, a emissora ainda era do ex-governador Albano Franco, que tinha interesse direto no pleito, porque o seu filho Ricardo era candidato a primeiro suplente da senadora Maria do Carmo Alves (DEM).
A última pesquisa Ibope para o Senado em 2014 apresentou o seguinte resultado: Maria 61%, ou 45% dos votos totais; Rogério 36% ou 27% dos votos totais. O resultado, 48 horas depois comprovou a manipulação: Maria foi eleita com 48,91%, com 448.102 votos, enquanto Rogério alcançou 45,52%, com 416.988 votos. Na época o candidato petista não quis polemizar e retomou o trabalho para 2018.
Mais uma vez o resultado da eleição para o Senado em 2018 foi surpreendente. Os dois eleitos, Alessandro Vieira, hoje no Cidadania, e Rogério Carvalho nunca apareceram entre os líderes das pesquisas, superando Jackson Barreto e Antonio Carlos Valadares, que disputava o quarto mandato seguido, e André Moura, considerado um dos favoritos.
Rogério é um dos integrantes do bloco que elegeu o governador Belivaldo Chagas (PSD) de olho na disputa pela sua sucessão, em 2022. Não espera contar apenas com a boa projeção do seu mandato em Brasília, onde se transformou em líder da bancada do PT no Senado logo no segundo ano de mandato. Ele não está deixando escapar a oportunidade, da mesma forma que fez José Eduardo Dutra e Marcelo Déda na Câmara dos Deputados. Foram os mandatos federais que abriram caminho para a ascensão de Déda na prefeitura de Aracaju e governo do estado, a partir do ano 2.000, até a sua morte em dois de dezembro de 2013.
O senador Rogério pode até não ter o carisma de Déda, mas é organizado e tem grande capacidade de liderança, a ponto de pacificar todas as correntes internas e lideranças do PT, a exemplo da vice-governadora Eloísa Aquino, e dos ex-deputados Márcio Macêdo e Ana Lúcia, que hoje formam a chapa do PT para a prefeitura de Aracaju. O senador transferiu a presidência do PT para o deputado federal João Daniel, seu velho aliado, mas é quem mais atua para o fortalecimento do partido no estado, até pela projeção como líder no senado e condições materiais de viabilizar esse processo.
Além de Aracaju, o PT apresentou candidatos próprios a prefeito em Canindé do São Francisco, Cristinápolis, Estância, Feira Nova, General Maynard, Indiaroba, Itabaiana, Itabaianinha, Itaporanga, Japaratuba, Malhada dos Bois, Maruim, Nossa Senhora de Lourdes, Nossa Senhora do Socorro, Pedrinhas, Poço Redondo, Ribeirópolis, Rosário, Salgado, Santo Amaro, São Domingos, Tomar do Gerú e Umbaúba. Em outros apresentou candidatos a vice-prefeito e/ou integra uma coligação majoritária, inclusive com partidos adversários históricos do PT, a exemplo do DEM. Onde isso não acontece, apresentou chapas competitivas para as câmaras municipais.
Quem acompanha as redes sociais do senador percebe o seu engajamento em todas as campanhas municipais, a começar por Aracaju onde participa dos atos em favor da chapa Márcio/Ana Lúcia. Diariamente, a equipe de Rogério posta textos, fotos e vídeos de caminhadas e carreatas com a sua presença em apoio a aliados, inclusive onde o PT apresentou apenas candidatos a vereador.
Nestas eleições, Rogério Carvalho retribui o apoio que recebeu de lideranças em todos os municípios sergipanos na eleição de 2018, independente de partido. Em Lagarto, sua terra natal, levou o PT para a coligação do deputado Ibrain (PSC), filho do prefeito cassado Valmir Monteiro, em detrimento de aliados que também disputam a eleição, como o deputado federal Fábio Reis (MDB). Desde a época em que foi candidato a deputado estadual, Rogério obteve o apoio de Valmir.
Hoje, entre os aliados do governador, que não pode disputar a reeleição, há quatro nomes discutidos com força para 2022: além de Rogério, o deputado federal Laércio Oliveira (PP) e um nome do PSD - o deputado federal Fábio Mitidieri ou o conselheiro do TCE Ulices Andrade. Laércio e Fábio ficariam sem mandato em caso de derrota e para ser candidato Ulices teria que pedir aposentadoria compulsória. O mandato de Rogério vai até 2026.
O que pode provocar alguma mudança no quadro eleitoral futuro no estado seria uma decisão do TSE pela cassação do mandato da chapa Belivaldo/Eliane, conforme recomendação do TRE, porque provocaria o surgimento um nome novo para governador-tampão. Mas nem isso afetaria Rogério.
O senador retribui o apoio que teve em 2018. E espera manter essa corrente até 2022, independente de quem ganhe ou perca em 2020.

O senador Rogério Carvalho (PT)  atua nestas eleições com a mes- ma intensidade de 2018 quando conquistou o mandato, depois de quase ter alcançado o objetivo em 2014, após pesquisa Ibope divulgada pela TV Sergipe na sexta-feira antes do pleito ter influenciando o resultado. Na época, a emissora ainda era do ex-governador Albano Franco, que tinha interesse direto no pleito, porque o seu filho Ricardo era candidato a primeiro suplente da senadora Maria do Carmo Alves (DEM).
A última pesquisa Ibope para o Senado em 2014 apresentou o seguinte resultado: Maria 61%, ou 45% dos votos totais; Rogério 36% ou 27% dos votos totais. O resultado, 48 horas depois comprovou a manipulação: Maria foi eleita com 48,91%, com 448.102 votos, enquanto Rogério alcançou 45,52%, com 416.988 votos. Na época o candidato petista não quis polemizar e retomou o trabalho para 2018.
Mais uma vez o resultado da eleição para o Senado em 2018 foi surpreendente. Os dois eleitos, Alessandro Vieira, hoje no Cidadania, e Rogério Carvalho nunca apareceram entre os líderes das pesquisas, superando Jackson Barreto e Antonio Carlos Valadares, que disputava o quarto mandato seguido, e André Moura, considerado um dos favoritos.
Rogério é um dos integrantes do bloco que elegeu o governador Belivaldo Chagas (PSD) de olho na disputa pela sua sucessão, em 2022. Não espera contar apenas com a boa projeção do seu mandato em Brasília, onde se transformou em líder da bancada do PT no Senado logo no segundo ano de mandato. Ele não está deixando escapar a oportunidade, da mesma forma que fez José Eduardo Dutra e Marcelo Déda na Câmara dos Deputados. Foram os mandatos federais que abriram caminho para a ascensão de Déda na prefeitura de Aracaju e governo do estado, a partir do ano 2.000, até a sua morte em dois de dezembro de 2013.
O senador Rogério pode até não ter o carisma de Déda, mas é organizado e tem grande capacidade de liderança, a ponto de pacificar todas as correntes internas e lideranças do PT, a exemplo da vice-governadora Eloísa Aquino, e dos ex-deputados Márcio Macêdo e Ana Lúcia, que hoje formam a chapa do PT para a prefeitura de Aracaju. O senador transferiu a presidência do PT para o deputado federal João Daniel, seu velho aliado, mas é quem mais atua para o fortalecimento do partido no estado, até pela projeção como líder no senado e condições materiais de viabilizar esse processo.
Além de Aracaju, o PT apresentou candidatos próprios a prefeito em Canindé do São Francisco, Cristinápolis, Estância, Feira Nova, General Maynard, Indiaroba, Itabaiana, Itabaianinha, Itaporanga, Japaratuba, Malhada dos Bois, Maruim, Nossa Senhora de Lourdes, Nossa Senhora do Socorro, Pedrinhas, Poço Redondo, Ribeirópolis, Rosário, Salgado, Santo Amaro, São Domingos, Tomar do Gerú e Umbaúba. Em outros apresentou candidatos a vice-prefeito e/ou integra uma coligação majoritária, inclusive com partidos adversários históricos do PT, a exemplo do DEM. Onde isso não acontece, apresentou chapas competitivas para as câmaras municipais.
Quem acompanha as redes sociais do senador percebe o seu engajamento em todas as campanhas municipais, a começar por Aracaju onde participa dos atos em favor da chapa Márcio/Ana Lúcia. Diariamente, a equipe de Rogério posta textos, fotos e vídeos de caminhadas e carreatas com a sua presença em apoio a aliados, inclusive onde o PT apresentou apenas candidatos a vereador.
Nestas eleições, Rogério Carvalho retribui o apoio que recebeu de lideranças em todos os municípios sergipanos na eleição de 2018, independente de partido. Em Lagarto, sua terra natal, levou o PT para a coligação do deputado Ibrain (PSC), filho do prefeito cassado Valmir Monteiro, em detrimento de aliados que também disputam a eleição, como o deputado federal Fábio Reis (MDB). Desde a época em que foi candidato a deputado estadual, Rogério obteve o apoio de Valmir.
Hoje, entre os aliados do governador, que não pode disputar a reeleição, há quatro nomes discutidos com força para 2022: além de Rogério, o deputado federal Laércio Oliveira (PP) e um nome do PSD - o deputado federal Fábio Mitidieri ou o conselheiro do TCE Ulices Andrade. Laércio e Fábio ficariam sem mandato em caso de derrota e para ser candidato Ulices teria que pedir aposentadoria compulsória. O mandato de Rogério vai até 2026.
O que pode provocar alguma mudança no quadro eleitoral futuro no estado seria uma decisão do TSE pela cassação do mandato da chapa Belivaldo/Eliane, conforme recomendação do TRE, porque provocaria o surgimento um nome novo para governador-tampão. Mas nem isso afetaria Rogério.
O senador retribui o apoio que teve em 2018. E espera manter essa corrente até 2022, independente de quem ganhe ou perca em 2020.

Edvaldo está focado em propostas

Enquanto seus adversários pesam no discurso na propaganda eleitoral e sofrem derrotas sucessivas na Justiça, por conta de abusos nas redes sociais, o prefeito Edvaldo Nogueira, candidato à reeleição pelo PDT, mantém sua campanha fora de polêmicas ou brigas. Na TV, no rádio e nas redes sociais, Edvaldo tem priorizado a apresentação dos resultados da sua administração atual e das propostas para o futuro.

Só na primeira semana do horário eleitoral, Edvaldo abordou mobilidade urbana, educação, saúde, assistência social, retomada econômica e infraestrutura. "Tenho compromisso e responsabilidade com os aracajuanos. Tenho respeito por cada cidadão e aproveito o tempo de TV e rádio para expor as minhas realizações e o que pretendo fazer para Aracaju avançar ainda mais. Não perco tempo com ataques, nem com agressividade", declara Edvaldo.

No programa sobre Educação, Edvaldo se comprometeu na implantação da educação em tempo integral na rede municipal de ensino. Na Saúde, o prefeito diz que concluirá a obra da primeira maternidade municipal. Na área da mobilidade, o candidato do PDT promete criar mais três corredores de transporte, com a completa revitalização das avenidas Tancredo Neves, Visconde de Maracaju e Maranhão. Para a Assistência Social, Edvaldo anunciou a criação de um Centro do Idoso e de um centro de acolhimento futuro.

"Não são promessas irrealizáveis, nem cheque em branco. Prometo aquilo que é viável e que terá impacto positivo na vida dos aracajuanos. A prova de que eu realizo está nos quatro novos corredores de transporte que implantamos, com as novas escolas que construímos, com a reforma das unidades de saúde e com a colocação de 1 mil famílias da Ocupação das Mangabeiras em casas alugadas pela Prefeitura. Vamos realizar muito mais", disse.

Ação do senador Delegado Alessandro é rejeitada

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou liminar solicitada pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) no Mandado de Segurança (MS) 37464 contra a indicação de Jorge Oliveira, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, para o cargo de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) e, por consequência, da designação de sua sabatina pelo Senado Federal.

A vaga no TCU deve ser aberto em 31/12, com a aposentadoria do ministro José Múcio Monteiro Filho, atual presidente da Corte, anunciada por ele em 7/10. Em 8/10, Bolsonaro enviou ao Senado a indicação de Oliveira, e, em seguida, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) da Casa designou a sabatina para a próxima terça-feira (20/10).

No mandado de segurança, o delegado Alessandro argumentava que somente com a abertura da vaga de ministro, em dezembro, o presidente da República poderia indicar o substituto. Segundo ele, a Constituição Federal não autoriza a apreciação da indicação de um nome para o TCU com base em mera expectativa de direito, como ocorre no caso. Ele lembra que, embora tenha anunciado a intenção de se aposentar, José Múcio tem 72 anos e pode permanecer no cargo por mais três anos, até completar a idade para a aposentadoria compulsória. Por isso, pedia a liminar para suspender os efeitos da Mensagem Presidencial 579/2020, em que Oliveira foi indicado, e a designação da sabatina pela CAE.

Sobre voto online

Diante de mensagens e vídeo em redes sociais que apontam que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) substituirá a urna eletrônica pelo voto online e que dará "adeus" ao sigilo do voto, o tribunal esclarece que as informações não são verdadeiras. O esclarecimento:

"O TSE não adotou nenhuma mudança no sistema de votação para as eleições deste ano e não haverá qualquer teste em novembro.

O tribunal apenas lançou, em setembro último, o projeto "Eleições do Futuro", que tem como objetivo iniciar estudos e avaliações para eventual implementação de inovações no sistema eletrônico de votação.

No âmbito deste projeto, o primeiro passo foi a publicação de edital de chamamento para empresas de tecnologia apresentarem propostas de votação online, com possibilidade de demonstração gratuita das tecnologias que já possuem, durante o primeiro turno das eleições de 2020, em votação simulada com candidatos fictícios. O TSE definiu que qualquer proposta terá que preencher três requisitos: segurança da votação, proteção ao sigilo do voto e eficiência.

Mais de 30 empresas manifestaram interesse de apresentar uma solução para inovar o sistema eleitoral, e o TSE realiza neste momento reuniões para entender as propostas destas companhias.

Depois da eleição, todas as demonstrações serão avaliadas pelo TSE, que, então, decidirá se adotará ou não alguma inovação no sistema de votação.

As urnas eletrônicas são ferramentas seguras e auditáveis de votação e proporcionam resultado rápido. Porém, como elas têm custo elevado e exigem reposição periódica, a intenção é verificar se há tecnologias mais modernas e baratas para o processo de votação, sem, é claro, afetar a segurança do processo.

No projeto "Eleições do Futuro", a ideia é que o tribunal possa conhecer o que as empresas têm a oferecer em conhecimento e tecnologia. Não está em discussão a possibilidade de o TSE abrir mão do controle do sistema de votação, que está e continuará sob o comando do Tribunal Superior Eleitoral. Além disso, o TSE não considerará qualquer proposta que torne inseguro o processo de votação ou ameace o sigilo do voto."

Com agências

 


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