Greta Garbo

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto
HÁ PESSOAS INCOPARÁVEIS E GARBO (1905-1990) É INCOMPARÁVEL
HÁ PESSOAS INCOPARÁVEIS E GARBO (1905-1990) É INCOMPARÁVEL

Clique nas imagens para ampliar

Publicada em 02/04/2013 às 11:03:00

Nome verdadeiro: Greta Lovisa Gustafsson.
Nascida em Estocolmo, capital da Suécia, em 15 de setembro de 1905.
De família pobre, Greta chegou a trabalhar em sua terra, numa barbearia. Depois de alguns curta-metragens, estreou, como protagonista, no filme de Mauritz Suller, "O Sacrifício de Costa Berling". E, depois de fazer "Rua da Alegria", na Alemanha, com G.W. Pabst, foi com ele para Hoollywood. Seus filmes mudos mais populares foram aqueles em que contracenou com John Gilbert.

Muitos astros europeus, nos Estados Unidos, foram destruídos pelo advento do som. Por isso, a Metro esperou quase dois anos para lançar Garbo num filme falado e inteligente. Escolheu "Ana Christie" para isso, pois era um filme em que seu sotaque caía como uma luva.

Sua carreira continuou repleta de sucessos, como "Grande Hotel", "Rainha Cristina", "Ana Karenina" e "A Dama das Camélias". Sua popularidade, entretanto, começou a decair. Para que isso fosse evitado, a Metro encarregou Ernst Lubitsch, o rei da comédia sofisticada, de dirigi-la em "Ninotchka", que acabou se tornando num dos seus melhores filmes. Foi promovido com o slogan "GARBO RI".

Seu último filme, "Duas Vezes Meu" foi um sucesso relativo. Afastando-se para o que todos pensavam ser um retiro temporário, Greta Garbo nunca voltou às telas e logo transformou-se num grande mistério, numa esfinge. Tinha apenas 36 anos. A Metro tenta renovar o contrato, mas não consegue entrar em acordo.
Fascinante, misteriosa, enigmática, belíssima, Greta Garbo foi a primeira dama de Hollywood na época em que o cinema americano impunha regras e ditava moda ao mundo. Pouco a pouco ela foi construindo o seu mito, sua estátua e o seu pedestal. Pedestal indestrutível. Sem escândalos, mas com firmeza e elegância. Sua propalada homossexualidade nunca foi comprovada. Sempre odiou entrevistas, badalações e fugia das multidões.

Logo após a guerra, em 1945, Greta retorna à Suécia, onde se recusa a interpretar a adaptação de uma obra de Strindberg. Bem mais tarde, em 1952, recebe em sua casa em Londres, a visita de George Cukor, qye lhe oferece o papel principal numa adaptação do romance de Daphne Du Maurier, "Minha Prima Raquel". Mais uma vez a resposta é negativa.
"I WANT TO BE ALONE" (Quero ficar sozinha) ela disse, ao afastar-se definitivamente do cinema. Retirou-se de cena de forma majestosa, como uma autêntica rainha. Belíssima e indecifrável, como todas as esfinges.
Embora nunca tenha sido agraciada com troféus, Greta Lovisa Gustafsson podia se orgulhar de ter sido premiada com a unanimidade mundial. Com uma obra das mais expressivas, trilhando a alameda do sucesso sem expor a sua vida pessoal às fofocas da imprensa sensacionalista e vulgar, logrou-se transformar numa das mais carismáticas atrizes de toda a história do cinema. Incomparável!
Os mais famosos filmes de Greta Garbo, além dos já citados, foram "A Carne e o Diabo" (1926); "Divina Mulher" (1928) e "Susan Lenoux" (1031) (Resumo do capítulo 3 do meu livro inédito "101 Ícones do Cinema que Nunca Sairão de Cena")