TJ de Brasília mantém prisão de Cacheira

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Publicada em 22/06/2012 às 11:32:00

Heloisa Cristaldo
Agência Brasil

Brasília - O Tribunal de Justiça do Distri to Federal e Territórios (TJDFT) negou ontem habeas corpus ao empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Suspeito de comandar um esquema de jogo ilegal e corrupção de agentes públicos, o empresário está preso desde 29 de fevereiro, quando foi deflagrada a Operação Monte Carlo da Polícia Federal.
Na decisão de ontem, os desembargadores alegaram que Carlinhos Cachoeira tem influência política e alto poder econômico e que, caso seja solto, há o risco do desaparecimento ou destruição de provas. O relator do caso, desembargador José Carlos de Souza e Ávila, afirmou que a manutenção da prisão preventiva é necessária pela garantia da ordem pública. "É fato notório que o réu é mentor intelectual da organização criminosa e, solto, pode prejudicar o andamento da ação, até mesmo com a coação de agentes públicos", disse Ávila.

Ameaças - O desembargador Roberval Belinati destacou as ameaças sofridas pelo juiz federal Paulo Augusto Moreira Lima e pela procuradora da República de Goiás, Léa Batista. "A organização criminosa já demonstrou seu alto poder de articulação, ousadia e periculosidade, realmente oferecendo risco à ordem pública e assim justificando a manutenção da prisão preventiva. Além do mais, juiz federal ameaçado de morte e procuradora ameaçada revela ainda mais a gravidade da organização", afirmou Belinati.
O pedido de prisão era o único que mantinha Cachoeira na prisão. A defesa de Carlinhos Cachoeira afirmou que irá recorrer ao Superior Tribunal de Justiça.