Rapaz baleado por PM no Augusto Franco morre no Huse

Geral


  • Chelton Luiz Santos, 28 anos, tentou apartar briga quando foi baleado por policial durante comemoração

 

O jovem Chelton Luiz 
Santos, 28 anos, que 
foi baleado por um policial militar na noite do dia 15 de novembro, morreu anteontem à noite no Hospital de Urgência João Alves Filho (Huse), depois de passar 10 dias internado em estado grave. O crime aconteceu na Avenida Caçula Barreto, Conjunto Augusto Franco (zona sul de Aracaju), onde dezenas de pessoas comemoravam a vitória de um candidato a vereador. Na ocasião, o policial estava à paisana e se envolveu em uma briga da namorada dele com um casal amigo de Chelton. No meio do conflito, o militar sacou a arma, abriu fogo e atingiu o pescoço da vítima, que estava tentando separar a briga. 
O rapaz chegou a aguardar dois dias por uma vaga na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), passou por uma cirurgia e foi estabilizado, mas, durante o período de internação, ele foi diagnosticado com o coronavírus, sofreu complicações e não resistiu aos ferimentos. O corpo foi velado ontem à tarde, no ginásio de um centro educacional particular no Augusto Franco. Durante o funeral, amigos e parentes fizeram uma manifestação em frente ao local do velório, pedindo justiça para a vítima e a condenação do policial envolvido, que fugiu do local na hora dos disparos e se apresentou dois dias depois à Corregedoria da PM. Segundo testemunhas, o militar também estava embriagado no momento em que se envolveu na confusão.
"A gente sabe que vários casos acontecem diariamente e constantemente em todo o Brasil e em todo o mundo. Muitas situações dessas ficam impunes, passam batidas. Geralmente, quando um cidadão de bem mata um policial, isso é logo sanado, resolvido. Quando é o contrário, a situação acaba não acontecendo. A gente quer justiça, porque um policial está ali para proteger a gente. E se um policial preparado como ele, com mais de 10 anos de atuação, fazer uma coisa dessa com o meu irmão, em quem a gente vai acreditar?", desabafou o irmão de Chelton, Charles Santos, em entrevista à TV Atalaia. 
O caso está sendo investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o militar será indiciado por dois crimes: homicídio com dolo eventual e tentativa de homicídio. A conclusão se deu porque, segundo a Polícia Civil, o PM tinha a intenção de alvejar um outro rapaz envolvido na discussão e conseguiu acertar raspão a orelha desta vítima, mas um dos disparos atingiu Chelton, que não estava envolvido na briga. A investigação deve ser concluída dentro de 30 dias.
Por sua parte, o Comando da Polícia Militar informou que foi informado oficialmente do caso no dia 17 e que o militar envolvido compareceu, de forma espontânea ao DHPP para prestar os esclarecimentos devidos sobre o ocorrido. A corporação afirma que aguarda a conclusão das investigações da Polícia Civil para definir as providencias administrativas em relação ao caso.

O jovem Chelton Luiz  Santos, 28 anos, que  foi baleado por um policial militar na noite do dia 15 de novembro, morreu anteontem à noite no Hospital de Urgência João Alves Filho (Huse), depois de passar 10 dias internado em estado grave. O crime aconteceu na Avenida Caçula Barreto, Conjunto Augusto Franco (zona sul de Aracaju), onde dezenas de pessoas comemoravam a vitória de um candidato a vereador. Na ocasião, o policial estava à paisana e se envolveu em uma briga da namorada dele com um casal amigo de Chelton. No meio do conflito, o militar sacou a arma, abriu fogo e atingiu o pescoço da vítima, que estava tentando separar a briga. 
O rapaz chegou a aguardar dois dias por uma vaga na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), passou por uma cirurgia e foi estabilizado, mas, durante o período de internação, ele foi diagnosticado com o coronavírus, sofreu complicações e não resistiu aos ferimentos. O corpo foi velado ontem à tarde, no ginásio de um centro educacional particular no Augusto Franco. Durante o funeral, amigos e parentes fizeram uma manifestação em frente ao local do velório, pedindo justiça para a vítima e a condenação do policial envolvido, que fugiu do local na hora dos disparos e se apresentou dois dias depois à Corregedoria da PM. Segundo testemunhas, o militar também estava embriagado no momento em que se envolveu na confusão.
"A gente sabe que vários casos acontecem diariamente e constantemente em todo o Brasil e em todo o mundo. Muitas situações dessas ficam impunes, passam batidas. Geralmente, quando um cidadão de bem mata um policial, isso é logo sanado, resolvido. Quando é o contrário, a situação acaba não acontecendo. A gente quer justiça, porque um policial está ali para proteger a gente. E se um policial preparado como ele, com mais de 10 anos de atuação, fazer uma coisa dessa com o meu irmão, em quem a gente vai acreditar?", desabafou o irmão de Chelton, Charles Santos, em entrevista à TV Atalaia. 
O caso está sendo investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o militar será indiciado por dois crimes: homicídio com dolo eventual e tentativa de homicídio. A conclusão se deu porque, segundo a Polícia Civil, o PM tinha a intenção de alvejar um outro rapaz envolvido na discussão e conseguiu acertar raspão a orelha desta vítima, mas um dos disparos atingiu Chelton, que não estava envolvido na briga. A investigação deve ser concluída dentro de 30 dias.
Por sua parte, o Comando da Polícia Militar informou que foi informado oficialmente do caso no dia 17 e que o militar envolvido compareceu, de forma espontânea ao DHPP para prestar os esclarecimentos devidos sobre o ocorrido. A corporação afirma que aguarda a conclusão das investigações da Polícia Civil para definir as providencias administrativas em relação ao caso.

 


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